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Presidente da Fhemig deve vir à Assembleia esclarecer falhas em sistema de atendimentos

Renata Dias também será questionada sobre condições de trabalho de servidores e denúncias de assédio.

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Nesta quinta-feira (25/6/26), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pretende ouvir a presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Renata Ferreira Leles Dias, sobre os impactos da implantação do novo software de gestão hospitalar “Tasyno Hospital Júlia Kubitschek, em Belo Horizonte. Ela foi convocada a fazer esclarecimentos e debater o assunto com outros convidados. A reunião será às 9h30, no Auditório do andar SE do Palácio Tiradentes.

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Também serão abordadas denúncias sobre as condições de trabalho dos servidores, a valorização dos profissionais de saúde e a qualidade dos serviços ofertados, que afetam os direitos individuais e coletivos à saúde. Os assuntos já foram discutidos em audiência pública em 2 de junho, mas o autor do requerimento para a reunião, deputado Lucas Lasmar (Rede) não ficou satisfeito com as respostas dos representantes do governo.

Para a convocação da presidente da Fhemig, novo requerimento foi apresentado e assinado por outros 14 deputados do Bloco Democracia e Luta (Rede/PV/PT).

“Questões como abuso de poder e assédio moral; carência de servidores e seus impactos sobre a saúde física e mental dos profissionais e sobre a prestação com qualidade dos serviços de saúde; problemas no usufruto de férias regulamentares dos plantonistas e férias prêmio de todos os servidores; e sobre descontos indevidos na folha de pagamento dos servidores em decorrência do movimento grevista de março de 2026”, elencou Lucas Lasmar na justificativa do pedido para a reunião.

Implantado gradativamente desde abril de 2023, quando estreou na Maternidade Odete Valadares, o software, que substitui o sistema SIG na gestão hospitalar do Estado, foi expandido para o Instituto Raul Soares, o Complexo Hospitalar de Barbacena, as Casas de Saúde Santa Isabel, Santa Fé e Padre Damião e, mais recentemente, para o Hospital Júlia Kubitschek, onde entrou em operação em fevereiro deste ano.

A instalação do novo sistema teria demandado do Governo do Estado o investimento de R$ 23,6 milhões. Conforme relatos de profissionais na audiência pública do início de junho, o Tasy tem gerado muitos atrasos no atendimento aos pacientes. Segundo eles, burocratizou procedimentos não condizentes com atendimentos de urgência e emergência. Isso obriga enfermeiros e técnicos a verificações demoradas em prescrições lançadas no sistema e gera filas na farmácia para a retirada de materiais e medicamentos.

Um paciente chegou a morrer antes mesmo de receber a medicação em função da demora na liberação do medicamento. Outra paciente hiperglicêmica teve que esperar muitas horas para receber a insulina e, quando o remédio foi liberado, o sistema caiu. Além da instabilidade do novo software, ele obriga técnicos e enfermeiros a ficarem por horas em consultas na plataforma.

A urgência da audiência se explica pelo calendário de expansão do Tasy: a próxima unidade prevista para receber o sistema é o Hospital João XXIII, principal referência em urgência e emergência de Minas Gerais. "Estamos falando de um sistema que interfere diretamente na assistência prestada à população, além da sobrecarga dos profissionais e situações que podem colocar vidas em risco", afirma Lucas Lasmar.

Entre os convidados, já confirmaram presença o diretor-geral do Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência da Fhemig, Fabrício Giarola Oliveira; a enfermeira do Hospital Regional de Barbacena, Silvana Teixeira Fiel; e a técnica em enfermagem do Bloco Cirúrgico do Hospital João XXIII, Dreide da Luz Andrade Santos.

Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social - visita ao Hospital Júlia Kubitschek

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