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Makota Kidoialê: "a cultura africana incomoda por ser livre"

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Em pleno 2025, a sociedade brasileira ainda não entende o que é um quilombo. A afirmação é da liderança do quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, Makota Kidoialê, que precisa lutar cotidianamente por direitos já adquiridos, justamente pela invisibilidade imposta à cultura africana. No programa, ela fala sobre a resistência contra a especulação imobiliária, que invade territórios e compromete hábitos e tradições seculares; cobra o reconhecimento da relevância do negro na formação da nossa história; e aponta as causas para a intolerância às religiões de matriz africana. "O terreiro é onde o preto afirma sua existência de uma forma livre e independente, e esta não é a forma que a sociedade espera, pois sempre olhou para o preto como uma mão de obra, feita para servir".