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Novo sistema da Fhemig causa impactos e é tema de audiência

Comissão de Direitos Humanos discute impactos do software instalado na Fundação Hospitalar.

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A partir das 9 horas desta terça-feira (2/6/26), audiência pública discute impactos da implantação do novo software de gestão na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove a reunião no Plenarinho II.

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Solicitante do encontro, o deputado Lucas Lasmar (Rede) relatou que tem recebido denúncias de profissionais e usuários dos serviços de saúde no interior mineiro. Os problemas se referem à instalação do sistema Tasy

As manifestações mencionam dificuldades operacionais, sobrecarga de trabalho e falhas na integração de registros clínicos, além de possíveis riscos à qualidade, à agilidade e à segurança no atendimento. Diante dos potenciais impactos à população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o objetivo da audiência é promover o diálogo e a escuta. 

Instalação do Tasy custou mais R$ 20 milhões 

Contratado pela Fhemig para substituir o sistema SIG, o Tasy passou a concentrar o gerenciamento de prontuários médicos, prescrições, dispensação de medicamentos e demais informações assistenciais das unidades da rede. Segundo informações repassadas pela assessoria parlamentar, o investimento para instalação chegou a R$ 23,6 milhões.

A Fhemig destinou R$ 3,7 milhões à compra de 830 computadores e notebooks e R$ 13 milhões à modernização da infraestrutura de internet e cabeamento das unidades hospitalares. Investiu em servidores de rede, expansão do Wi-Fi hospitalar, adequações elétricas e equipamentos para garantir estabilidade e segurança ao funcionamento da plataforma.

Apesar dos custos, trabalhadores da saúde relatam uma rotina marcada por computadores obsoletos, internet insuficiente, lentidão e dificuldades operacionais que comprometem diretamente o atendimento aos pacientes. 

De acordo com os profissionais, a estrutura atual não suporta adequadamente o funcionamento do Tasy, provocando travamentos, duplicidade de prescrições, atrasos na liberação de medicamentos e falhas no registro de informações clínicas.

No HJK, pacientes esperam mais de uma hora para receber medicação

No Hospital Júlia Kubitschek (HJK), que implantou o Tasy em fevereiro deste ano, há casos de pacientes que chegam a esperar mais de uma hora para receber medicação e de equipes de enfermagem que gastam até 40 minutos para solicitar medicamentos no sistema. 

Há denúncias de adoecimento mental entre servidores, falhas no plano de contingência durante queda de energia ou indisponibilidade do sistema, além de possíveis óbitos relacionados à implantação do modelo. Em plantões de 12 horas, os trabalhadores chegam a permanecer até nove horas diante do computador devido à burocracia e às dificuldades operacionais.

Entre os relatos dos servidores, um dos episódios mais graves ocorreu logo no primeiro dia de funcionamento do Tasy no HJK. Houve queda de energia e o hospital ficou sem acesso ao sistema. 

A gestão teria, então, informado que acionaria o plano de contingência só após seis horas de indisponibilidade da plataforma. No período, porém, as equipes ficaram sem acesso às prescrições médicas, pois as informações se concentravam no sistema eletrônico.

Lasmar alerta que o Tasy deve ser implantado em breve no Hospital João XXIII, referência em urgência e emergência de Minas Gerais. Por isso, defende solucionar os problemas antes da expansão para outras unidades.

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Para debater a situação, confirmaram presença a enfermeira Silvana Teixeira Fiel e a servidora Lenize Dias de Oliveira. Também devem comparecer os representantes sindicais Rilke Novato Públio e Carlos Augusto dos Passos Martins.

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Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social - visita ao Hospital Júlia Kubitschek
“Não podemos permitir que um hospital que atende pacientes de todo o estado enfrente os mesmos problemas que estão sendo denunciados no Júlia Kubitschek. É preciso corrigir as falhas, garantir estrutura adequada e segurança assistencial antes da implantação em uma unidade de alta complexidade como o João XXIII”
Lucas Lasmar
Dep. Lucas Lasmar

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