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Penduricalhos e supersalários na mira do STF

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O debate sobre limitação da remuneração dos agentes públicos existe há pelo menos seis décadas no Brasil. Agora o STF começa a analisar decisões de ministros sobre o assunto e deve julgar o caso até final de março. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o cientista político, pesquisador e professor da pós graduação da FGV EAESP, Rafael Viegas, diz que a questão é urgente e precisa ser enfrentada, que o Brasil gasta 93 bilhões com a elite ( integrada por poucas pessoas) do sistema de justiça, incluídos Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, das esferas federal, estadual ou distrital. Aponta que o CNJ e CNMP atuam de forma omissa porque se orientam por interesses corporativos. O professor argumenta que ninguém é a favor de que esses agentes públicos ganhem pouco, mas que não considera possível aceitar distorções e aberrações. Ele lembra que Minas, estado que enfrenta crise fiscal grave, já pagou em torno de 12 bilhões para o sistema de justiça. E acrescenta que o problema é generalizado nos estados e as decisões tomadas no STF, de suspensão dos penduricalhos, atinge todo país. Para Rafael Viegas, até agora o Congresso está omisso e os Estados também. O professor fala ainda da força do lobby e o que considera uma solução definitiva para o problema.