Professor Alexandre Queiroz Guimarães - Os efeitos do lítio no Vale do Jequitinhonha
O avanço da exploração do mineral utilizado em diversas aplicações, como fabricação de baterias, medicamentos e cerâmica, vem impactando nos últimos anos a realidade de uma da regiões mais carentes do estado. Técnicos da Fundação João Pinheiro estudam os efeitos. Em entrevista a Marco Antonio Soalheiro, no Mundo Político, o doutor em economia política e professor da FJP, Alexandre Queiroz Guimarães, diz que há demanda importante do mercado internacional pelo mineral, que abre oportunidades para o desenvolvimento da região do Vale. O professor aponta a geração de empregos diretos e indiretos, que faz crescer a renda e a circulação de dinheiro nas duas cidades pesquisadas - Itinga e Araçuaí. Contudo, explica Alexandre Guimarães, a chegada e expansão da mineração sobrecarregam a estrutura de saúde, educação e moradia dos municípios. Quilombolas e indígenas são afetados diretamente pela mina situada próximo às comunidades. O professor reflete que o governo do estado foi bem sucedido na atração do investimento no exterior, mas precisa ampliar escolas, atendimento à saúde e infraestrutura de estradas, energia e saneamento, porque o desenvolvimento tem de melhorar a vida das pessoas.