Visita ao Mineirão busca viabilizar Museu do Cruzeiro no local
Presidente da Comissão de Esporte da Assembleia é entusiasta da criação da estrutura, que fará parte da Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas.
Criar um Museu do Cruzeiro Esporte Clube junto ao Museu Brasileiro do Futebol (MBF), situado no complexo do Mineirão, o Estádio Magalhães Pinto é a meta da Comissão de Esporte, Lazer e Juventude da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que visitou o espaço na manhã desta segunda-feira (29/6/26).
O presidente da comissão, deputado Coronel Henrique (PL) foi quem solicitou a visita ao MBF. Ele é entusiasta da proposta, que se insere num projeto maior de criação da chamada Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas. Segundo ele, tal rota é objeto do Projeto de Lei (PL) 5.773/26, de sua autoria, e incluiria cinco pontos relacionados à história do Cruzeiro.
Integrariam a Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas: o Parque Esportivo do Barro Preto, o Complexo do Mineirão, a Toca da Raposa 1, a Toca da Raposa 2 e a Sede Campestre do Cruzeiro Esporte Clube, bem como outros equipamentos relacionados à preservação da memória do clube.
De acordo com o parlamentar, a ideia é tornar cada um dos cinco pontos um museu vivo, dinâmico, que conte partes da história de Belo Horizonte, ao mesmo tempo em que valorize o esporte mineiro e estimule o turismo. Ele lembra que a história da Capital se mistura com a do Cruzeiro, time criado em 1921 por imigrantes e operários italianos, que ajudaram na construção da nova Capital.
Inicialmente chamado de Società Sportiva Palestra Italia, o clube inaugurou em 1923, no Barro Preto, seu primeiro estádio. Em 1942, o Palestra Itália recebeu o nome de Cruzeiro Esporte Clube e o vermelho, verde e branco deram lugar ao azul e branco do Cruzeiro, juntamente com a constelação cruzeiro do sul.
Minas Arena vê projeto com bons olhos
Úrsula Nogueira, gestora de negócios da Minas Arena, empresa que administra o Mineirão, manifestou sua satisfação com a proposta de fechar o acordo entre o Mineirão e o Cruzeiro para viabilizar no complexo o Museu do Cruzeiro Esporte Clube. “O Museu do Futebol, com 1500 m² de área, conta vários momentos da história desse esporte em nível nacional e mundial, com camisas, bolas e outros equipamentos; então, vamos fazer todo esforço para que o Museu do Cruzeiro se some a esse projeto”, disse.
O diretor de esportes do Cruzeiro, Thiago Azevedo, também mostrou sua empolgação com o projeto de criação do novo espaço, que ocupará uma área de cerca de 200 m²: “O Museu do Cruzeiro vem para mostrar a grandiosidade desse clube e queremos que seja um local à altura da importância da equipe, realize o desejo de conselheiros, associados e torcedores”.
Sobre a Rota Cinco Estrelas, o gestor considera necessárias algumas adaptações. Especialmente no Barro Preto, com menor área, seria preciso construir novos andares para abrigar o museu, devido ao aumento de visitantes. Destacou também que parte do acervo, muito grande, principalmente na Sede Campestre, poderia ir para o museu no Mineirão.
O arquiteto Bruno Campos, um dos responsáveis pela construção do Novo Mineirão, apontou que o Museu do Cruzeiro agregará mais conteúdo às atividades realizadas no complexo do estádio. “Quando o novo Mineirão foi inaugurado, em 2013, a ideia era criar o máximo de atividade nesse complexo. O MBF, com 15 salas, foi pensado nessa perspectiva. Quando começar a funcionar o Museu do Cruzeiro, o interesse do público pelo local vai se ampliar ainda mais”, avaliou.
Meta é inaugurar museu em 2026
O diretor de marketing do Cruzeiro, Marconi Barbosa, agradeceu ao deputado Coronel Henrique pela iniciativa de criar o novo museu. Ele disse que os estudos para a criação da estrutura já vão começar, de modo que, possivelmente, até o fim de 2026, possa ser inaugurada. “O Cruzeiro tem uma histórica rica de títulos e conquistas e nós queremos brindar a população de Minas Gerais com esse novo espaço”, observou.
Em entrevista à TV Assembleia ao fim da visita, Coronel Henrique disse que o novo contrato de parceria entre a Minas Arena e o Cruzeiro, assinado no início deste ano, já previu a criação de um espaço para a história do clube. “O Museu do Cruzeiro vem, então, incrementar essa ideia, e sem a necessidade de recurso público, já que o próprio clube vai assumir esses custos”, informou.
Por outro lado, o parlamentar ressalvou que, no caso da Rota Turística e Cultural Cinco Estrelas, será necessária a participação do poder público. Ele aventou a possibilidade de se fazer a captação de recursos para viabilizar o circuito por meio da Lei de Incentivo à Cultura.
SAF e Associação
A criação da nova estrutura requer envolver as duas entidades que fazem a gestão do Cruzeiro Esporte Clube, o Cruzeiro Associação e o Cruzeiro SAF (Sociedade Anônima do Futebol). A primeira é o clube original, responsável pelo patrimônio histórico, pelas sedes Barro Preto e Campestre, pelos esportes especializados, como vôlei e basquete, e por 10% das ações da SAF. Já o Cruzeiro SAF é a empresa que gerencia o departamento de futebol profissional, com controle de 90% das ações) por parte de Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH.