Transtornos a pacientes motivam visita técnica à Core-MG
Deputados Lucas Lasmar e Dr. Jean Freire receberam denúncias de gestores municipais.
Na manhã desta quinta-feira (28/5/26), a Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza visita técnica à Central de Operações para Regulação Estadual (Core-MG) do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é verificar problemas no funcionamento do software instalado há cerca de um mês para operacionalizar assistência de urgência e emergência.
Autores do requerimento, os deputados Lucas Lasmar (Rede) e Doutor Jean Freire (PT) devem ser recebidos a partir das 9 horas no prédio localizado na Avenida Amazonas, 3155, Bairro Barroca. Desde o ano passado, eles têm promovido audiências e outras atividades para avaliar os impactos da substituição das centrais macrorregionais pela central única.
Além dos fundamentos tecnológicos, operacionais e éticos da implantação do novo sistema, questões como transparência e controle social vêm sendo debatidas. “Pacientes estão sendo transferidos para hospitais sem especialidade e já identificamos perdas de vida, e nós vamos acionar o Ministério Público”, relatou Lucas Lasmar.
Segundo ele, não houve preparo adequado para a instalação do software e profissionais em municípios com aproximadamente 3 mil habitantes não estão conseguindo providenciar transferências. O parlamentar criticou o discurso favorável às novas tecnologias, mas que se mostra inconsistente na prática.
Embora reconheça a necessidade de melhorias, Doutor Jean lamentou a falta de diálogo na tentativa de promover inovações. Ele expressou preocupação com as reclamações recebidas de quem atua nos hospitais do interior de Minas.
Ele citou o caso de uma criança com urgência urológica que foi encaminhada para um hospital sem urologia, quando o ideal seria urologia pediátrica. Outro exemplo foi de paciente com problema cardiovascular transferido para local sem essa especialidade. Os deslocamentos às vezes duram oito horas e a situação não é resolvida. “Queremos verificar essas questões”, informou.
