Gestão da saúde pública pauta discursos em Plenário
Deputados abordam financiamento do SUS e realizações dos governos Lula e Bolsonaro.
A gestão da saúde pública pautou os discursos de deputados em Plenário durante a Reunião Ordinária realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quarta-feira (4/3/26). Parlamentares de esquerda e de direita divergiram sobre a qualidade do atendimento prestado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O deputado Arlen Santiago (Avante) criticou o subfinanciamento da saúde, que, segundo ele, vem causando problemas aos hospitais que atendem pelo SUS. Ele disse que, na tabela SUS, a remuneração por uma consulta médica é de apenas R$ 10, valor que comprometeria a qualidade dos atendimentos aos pacientes.
“É preciso dizer com todas as letras: não há gestão eficiente que resista ao financiamento insuficiente”, afirmou Arlen Santiago. O parlamentar defendeu a recomposição da tabela de procedimentos, de modo a aumentar os repasses federais para prefeituras e hospitais.
O deputado Leleco Pimentel (PT) rebateu as acusações de subfinanciamento federal. “Tudo foi desmanchado e destruído no governo Bolsonaro. Agora o governo Lula está colocando recursos para recompor o SUS”, afirmou.
O deputado Cristiano Silveira (PT) complementou que os governos do PT implementaram iniciativas como o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e os programas Farmácia Popular e Mais Médicos. “E qual foi a grande ação do governo Bolsonaro para a saúde? Foi deixar morrer 700 mil pessoas de covid-19, negando a vacina e recomendando cloroquina e ivermectina para as pessoas”, disse.
As críticas ao governo Bolsonaro foram rebatidas pelo deputado Bruno Engler (PL). Ele disse que o ex-presidente não negou a ciência nem a vacinação, mas protegeu a autonomia dos médicos para prescrever tratamentos off-label (utilização de medicamentos para uma finalidade diferente da prescrita na bula). “O que Bolsonaro defendeu foi o direito de cada cidadão escolher se queria se vacinar ou não”, finalizou.
A atuação do governo federal após a tragédia das chuvas na Zona da Mata foi lembrada pela deputada Andréia de Jesus (PT). Segundo a parlamentar, o executivo disponibilizou duas carretas para fazer atendimentos médicos especializados em Juiz de Fora.