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Gestantes com TEA e mulheres com endometriose podem ser beneficiadas

Propostas estão prontas para o Plenário em 1º turno; mudanças na tramitação incluíram outras deficiências na atenção materna.

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Em reunião nesta quarta-feira (18/3/26), a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) analisou o Projeto de Lei (PL) 948/23, que dispõe sobre o programa estadual de acompanhamento pré-natal e pós-parto em casos de gestantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Estado.

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De autoria da deputada licenciada Alê Portela (PL), o projeto tramita em 1º turno e já pode seguir para o Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Entre as medidas propostas pela autora está o acompanhamento psicológico e psiquiátrico da mãe durante a gestação, o parto, o pós-parto e até o segundo ano de vida da criança.

O parecer do relator, deputado Zé Guilherme (PL), foi pela aprovação de texto sugerido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (substitutivo nº 2), o qual propõe alterar lei sobre a atenção à saúde materna e infantil no Estado (Lei 22.422, de 2016) e contemplar gestantes com outras deficiências, além daquelas com TEA.

Pela mudança proposta, a lei ganharia novo artigo, prevendo que o Estado garanta acesso à assistência em saúde mental para gestantes, parturientes e puérperas com TEA ou com outras deficiências, síndromes ou transtornos que acarretem hipersensibilidade sensorial ou dificuldades de interação social, de comportamento ou de comunicação. 

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Endometriose tem projeto analisado

Recebeu parecer favorável da FFO outro projeto voltado para as mulheres, o PL 2.027/24, do deputado Doutor Jean Freire (PT), sobre o tratamento da endometriose.

O projeto cria a Política Estadual de Orientação, Diagnóstico e Tratamento da Endometriose, distúrbio em que o tecido que normalmente reveste o útero cresce fora do órgão, frequentemente atingindo ovários, tubas uterinas ou intestino. Os sintomas mais comuns são dor e irregularidades menstruais. 

A relatora, deputada Beatriz Cerqueira (PT), acatou o texto sugerido pela Comissão de Saúde (substitutivo nº 3), por estar, segundo ela, mais alinhado com as diretrizes do SUS.

O texto referendado estabelece princípios, diretrizes e objetivos para as ações do Estado voltadas para a atenção à saúde da mulher com endometriose, abordando pontos como universalidade e equidade no acesso a exames, medicamentos e tratamentos.

Uma das diretrizes propostas é a oferta de tratamento medicamentoso e cirúrgico de maneira individualizada, levando em consideração gravidade dos sintomas, extensão e localização do tecido endometrial, desejo de engravidar, idade da paciente, efeitos adversos dos medicamentos e possíveis complicações cirúrgicas.

O projeto já pode seguir para o Plenário em 1º turno.

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Saúde da mulher é tema de projetos que passaram pela FFO TV Assembleia

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