Comissão visita escola que pode virar unidade do Colégio Tiradentes
Objetivo é verificar os impactos da medida entre a comunidade escolar da Coronel Juca Pinto.
A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza visita técnica à Escola Estadual Coronel Juca Pinto, no bairro Universitário, em Belo Horizonte. A atividade está agendada para as 13 horas desta segunda-feira (17/8/26) e a solicitação é da deputada Beatriz Cerqueira (PT).
O objetivo é ouvir a comunidade escolar sobre os possíveis efeitos da transformação do local em uma unidade do Colégio Tiradentes da Polícia Militar. A visita é um encaminhamento da audiência pública realizada em junho deste ano, quando representantes de escolas e do Governo discutiram a implantação das novos Colégios Tiradentes.
Durante a reunião, nem a Secretaria de Estado de Educação (SEE), nem o Comando-Geral da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais (PMMG) apresentaram o diagnóstico que teria embasado o processo de instalação. “Onde os Colégios Tiradentes serão implantados, qual a demanda por alunos existes em cada região?”, questionou a parlamentar naquela audiência.
O Governo de Minas anunciou oito novos Colégios Tiradentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre as escolas já definidas para receber o modelo está justamente a Coronel Juca Pinto. Também foram indicadas unidades estaduais em Betim, Lagoa Santa, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. Com o anúncio, a gestão de Mateus Simões (PSD) contabilizava 24 novas unidades anunciadas em diferentes regiões do Estado.
A expansão levaria a rede de 30 para 60 unidades. Segundo o Executivo, os Colégios Tiradentes atendem mais de 25 mil estudantes da educação básica. O governo sustenta que o modelo amplia a pluralidade da educação pública e apresenta resultados educacionais positivos. A administração e a liderança pedagógica ficam sob responsabilidade da PMMG, em parceria com a SEE.
No entanto, Beatriz Cerqueira recordou os Tiradentes não oferecem educação de jovens e adultos (EJA) nem educação em tempo integral ou técnica. Por isso, se as unidades estaduais forem fechadas, haveria perda para o sistema de ensino estadual. Esses e outros impactos devem ser averiguados durante a visita técnica.