Comissão quer verificar condições de trabalho dos operadores dos serviços de emergência
Visita técnica nesta sexta-feira (29) será ao Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciad), na Cidade Administrativa.
A Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza visita técnica nesta sexta-feira (29/5/26), a partir das 17 horas, ao Centro Integrado de Atendimento e Despacho (Ciad), na Cidade Administrativa.
No local, administrado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), funcionam as comunicações operacionais da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil, realizadas, respectivamente, por meio dos números 190, 193 e 197.
Solicitada pelo presidente da comissão, deputado Betão (PT), a atividade pretende verificar as condições de trabalho dos profissionais terceirizados que atuam no call center dos serviços de emergência.
O parlamentar pretende apurar supostos casos de assédio moral, adoecimento e precarização das relações de trabalho. Além disso, pretende dialogar com os trabalhadores acerca da rotina laboral e das condições de saúde mental relacionadas à atividade. Por fim, busca averiguar denúncias relativas à monitoria dos atendimentos, à gestão do ambiente e à proteção de dados sensíveis dos trabalhadores.
A visita contará com a participação de representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Sinttel), que já havia solicitado à comissão audiência pública sobre o tema, realizada em dezembro do ano passado.
Uma das principais queixas dos sindicalistas foi o desgaste mental dos trabalhadores, devido ao excesso de trabalho, somado à ausência de descanso semanal compatível e falta de funcionários para todos os turnos, o que teria levado ao adoecimento da categoria.
Houve relatos da presença de militares nos corredores para pressionar os funcionários a atenderem com mais celeridade e de recusa de laudos médicos ou psicológicos.
Representantes do governo, por outro lado, apresentaram dados indicando que o volume de trabalho não aumentou e asseguraram que canais de diálogo e negociação estão à disposição da categoria.
