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Bloqueio de verbas federais é criticado no Plenário da ALMG

Cortes estimados em R$ 5,7 bilhões no apagar das luzes do governo Bolsonaro são tema de pronunciamentos de parlamentares na Reunião Ordinária desta quarta (7).

07/12/2022 - 16:50
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O bloqueio de gastos do governo federal no orçamento de 2022, que afetou várias áreas e interrompeu serviços, deu o tom das críticas nesta quarta-feira (7/12/12) nos pronunciamentos dos deputados na Reunião Ordinária do Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo informações divulgadas na imprensa, os cortes anunciados no fim de novembro pelo governo do presidente Jair Bolsonaro já somam R$ 5,7 bilhões.

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Falando diretamente do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília (DF), onde acompanha os trabalhos da equipe de transição do governo eleito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Doutor Jean Freire (PT) lamentou os transtornos provocados sobretudo no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no ensino superior, como os institutos e universidades federais.

“Eu estudei medicina com bolsa e vejo com muita tristeza que não há mais recursos para pagar os médicos residentes. Eu sei como a bolsa é importante para manter os estudos”, criticou.

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Deputada denuncia racismo em fim de governo

Da tribuna do Plenário, a deputada Andréia de Jesus (PT) comparou as decisões neste final de governo Bolsonaro a uma espécie de sabotagem contra a população e o governo eleito.

“São muitas maldades em detrimento de coisas como a farra do orçamento secreto e o pagamento de acionistas da Petrobras. E a cor dos alvos principais são as mulheres, homens, idosos e crianças pretos, que mais precisam”, apontou.

“Na educação, os estudantes cotistas são os primeiros a serem atingidos, por mais baixos que sejam valores. Isso retira a oportunidade de estudar de milhares de jovens pretos Brasil afora, que por sinal apresentam desempenho extraordinário. Essa é mais uma ação racista desse governo”, afirmou a parlamentar.

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Educação e saúde

Segundo informações divulgadas na imprensa, educação e saúde são as áreas mais afetadas pelos cortes, mas antes mesmo do anúncio do bloqueio já havia setores prejudicados por falta de verbas, como o de emissão de passaportes e de manutenção de carros da Polícia Rodoviária Federal.

O objetivo do novo contingenciamento é cumprir a regra do teto de gastos, que estabelece que a maior parte das despesas não pode subir acima da inflação do ano anterior.

“Nesses quatro anos, sobretudo no período da pandemia, ele (presidente Bolsonaro) fez o povo chorar de sofrimento e ele não derramou uma lágrima sequer. E agora chora porque perdeu o poder?”
Doutor Jean Freire (PT)
Dep. Doutor Jean Freire (PT)
“Meu relato reúne a voz de muitos. Isso tudo vai mudar em breve, mas até lá nós vamos continuar lutando”
Deputada Andréia de Jesus (PT)
Dep. Deputada Andréia de Jesus (PT)
Reunião Ordinária - tarde - análise de proposições

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