SERGIO GASPAR PEREIRA, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - ABIH
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 29/04/2026
Página 5, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 12047 de 2025
Normas citadas RAL nº 5643, de 2025
9ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 27/4/2026
Palavras do Sr. Sergio Gaspar Pereira
Pessoal, boa noite. Eu não poderia deixar, Baixinho, de fazer esse registro sobre o ser humano Manoel Cardoso Linhares. Quem é o Baixinho? O Baixinho é quem me levou a assumir esse desafio grande de sucedê-lo. Sempre digo que, de doido e louco, todo mundo tem um pouco. Eu estava meio “lelé da cuca” quando aceitei o desafio de suceder essa unanimidade do turismo brasileiro. Nelson Rodrigues, que dizia que toda a unanimidade é burra, não chegou a conhecer o Baixinho, porque, se tivesse conhecido, não teria feito essa grande frase. Quero falar do Baixinho como ser humano.
Recentemente, no Senado, cheguei a contar uma história e me emocionei, Baixinho, Manoelzinho. Não consegui contar a história que eu gostaria de relatar aqui para vocês. Por isso pedi para falar. Há dois anos e pouco descobri um nódulo no pâncreas. Vou tentar ver se, realmente, consigo não me emocionar de novo. Eu ia contar essa história como se fosse uma terceira pessoa no Senado. Além das coisas que o Baixinho fez em prol do turismo, destaco o ser humano magnífico que ele é. Ele me ligou… Todo dia ligava o meu pai, a minha mãe e o Baixinho, ou seja, o meu pai, a minha mãe e o Baixinho foram quem mais me ligaram. Passei 10 dias nos Estados Unidos, em Houston, na MD Anderson, que é o maior centro clínico médico de câncer do mundo. Esse Baixinho me ligava todo dia, todo dia, e dizia que rezava por mim todo dia; e me ligava. Então, um ser humano como esse, o mínimo que eu tinha a fazer é estar aqui aplaudindo-o. Aonde ele for vou estar. Eu disse a ele: “Baixinho, aceito ser presidente da Abih Nacional, mas a minha principal meta vai ser: vou entrar com amizades, como você, e tenho que sair pelo menos igual. Se eu não sair igual ou maior, já falhei na minha presidência”. Na verdade, como ele falou, gratidão não se prescreve.
Esse homem que disse… Em oito anos de presidência, ele foi duas vezes às empresas dele, duas vezes aos hotéis. Eu não vou fazer isso. Na minha gestão, quero participação… O meu lema é: “União, participação e contribuição”. Quero que cada um de vocês também contribua, assim como deve contribuir com a Flávia. Então tem que contribuir também com a nacional. A gente sempre diz que uma andorinha só não faz verão. Falei para o presidente que o Geraldo Melo, um senador do meu estado, junto com o Agripino Maia, que é muito amigo da minha família, disse que há dois tipos de discursos: os bons e os longos.
Vou tentar encerrar com um pensamento de que gosto muito de Santo Agostinho. Quero que você, Baixinho, seja essa pessoa com o seu amigo aqui, com este outro baixinho. Eu até brinco que a Abih era para ser a associação dos baixinhos da indústria hoteleira em vez de Associação Brasileira da Indústria de Hotéis porque só tem baixinho: eu e ele. No Rio Grande do Norte, há também mais dois baixinhos: o Ademar e o José Odécio. Então vou terminar citando um pensamento, Baixinho, que vai me acompanhar – e você vai puxar a minha orelha quando tiver que puxar –, de Santo Agostinho, que disse assim: “Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”. Muito obrigado. Boa noite. Parabéns, Baixinho! É muito merecido o seu título. Obrigado, deputado Wendel, por esta justa homenagem. Um abraço a todos. Obrigado.