DEPUTADO MARCO RÉGIS (PPS)
Discurso
Declaração de posição favorável do Partido Popular Socialista - PPS - ao
projeto de lei, de autoria da Comissão de Fiscalização Financeira e
Orçamentária, que aprova as contas do Governador Eduardo Azeredo
referentes ao exercício do ano de 1997.
Reunião
92ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 14ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/11/1999
Página 23, Coluna 4
Assunto FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA.
Proposições citadas PRE 433 de 1999
Legislatura 14ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/11/1999
Página 23, Coluna 4
Assunto FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA.
Proposições citadas PRE 433 de 1999
92ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª
LEGISLATURA, EM 11/11/1999
Palavras do Deputado Marco Régis
O Deputado Marco Régis - Sr. Presidente e Srs. Deputados, a
Bancada do PPS, dentro da coerência como quer se colocar nesta
Casa legislativa, vem, através deste seu representante, dizer que
votaremos pela aprovação das contas do Governador Eduardo Azeredo
e o faremos com a mais límpida e cristalina convicção de que
estamos aprovando contas previamente examinadas pelo Tribunal de
Contas do Estado, contas essas a cuja aprovação o Tribunal de
Contas apresenta apenas algumas restrições formais.
Dos cinco Deputados do PPS quatro foram Prefeitos municipais; o
outro foi e é funcionário de carreira da COPASA, há 22 anos,
Deputado Fábio Avelar, e também foi dirigente da COPASA em outra
oportunidade. Todos sabemos como se conduz a apreciação de uma
conta do Poder Executivo, principalmente depois dos rigores
induzidos pela Constituição Federal de 1988. Embasamo-nos na
aprovação dessa conta no parecer de um Conselheiro que reputamos
da melhor estirpe, sem querer menosprezar os outros Conselheiros
do Tribunal de Contas. Refiro-me ao Conselheiro Sylo Costa, a quem
particularmente só conheço de cumprimentos. Não tenho nenhum grau
de enlevo ou de amizade pelo Dr. Sylo Costa, mas na minha
juventude acompanhei o seu trabalho como Deputado Estadual.
S. Exa., que era de um partido dominante do poder militar, da
Aliança Renovadora Nacional - ARENA -, sempre demonstrou nesta
Assembléia Legislativa ser um homem comprometido com a justiça e
com a democracia, em que pese a todas as pressões que sofria do
regime militar para aprovação de projetos na Casa. Temos convicção
de ter acompanhado o trabalho parlamentar de Sylo Costa como
alguém interessado na política brasileira daquela época. Em seu
parecer, o Conselheiro Sylo Costa afirma: “À vista de tudo que foi
apurado, e considerando que as falhas ramanescentes por sua
natureza não comprometem em sua inteireza as contas apresentadas
pelo Governador do Estado relativas ao ano de 1997...”.
Não vou mencionar pareceres do Conselheiro José Ferraz, porque se
poderia dizer que é alguém ligado ao ex-Governador Hélio Garcia,
ou do Conselheiro Simão Pedro Toledo, que foi nomeado na gestão da
legislatura passada, em pleno Governo Azeredo. Mas nós, Deputados
do PPS, quatro que já exercemos os Executivos dos nossos
respectivos municípios, sabemos a dificuldade que é aprovar contas
do Executivo, dada sua alta complexidade. Muitas vezes falta
documentação. Isso cai no problema de falhas formais.
Gostaria de dizer ainda, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que está
registrado, nos anais da Assembléia Legislativa, volume 3, nº 9,
de setembro de 1995, um inflamado pronunciamento que fizemos desta
tribuna, durante uma sessão noturna, quando nos exultamos pela
aprovação das contas do então Governador Leonel Brizola, do Rio de
Janeiro, que estava para sofrer um linchamento político por parte
do PT e do meu próprio partido, o PPS, então encabeçado pela
Deputada Lúcia Souto, que foi candidata a Governadora do Rio nas
últimas eleições, Deputada para a qual passei veementes fax e
telegramas, protestando contra a posição do PPS em querer reprovar
as contas de Leonel Brizola, que - sabemos - é um cidadão íntegro,
da mais alta probidade, da mais alta coerência, que governou dois
Estados, o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.
Então, baseado na coerência de que as contas do Executivo,
passadas pelo crivo do Tribunal de Contas, não registraram nenhum
empecilho legal, não induziram a nenhum aspecto de malversação de
recursos, o PPS vai votar, com convicção, pela aprovação das
contas do Governador Eduardo Azeredo.
Particularmente, não sou o tipo de pessoa que cospe no prato que
comeu. Na verdade, como parlamentar da legislatura passada, fomos
tratados com lhaneza e com respeito pelo Governador Azeredo, em
que pese às divergências ideológicas que pode haver entre esta
Assembléia, ou os Deputados, e o ex-Governador, mas sabemos da
correção com que se portou o Governador Eduardo Azeredo. Podemos,
sim, divergir de ideologias, mas não podemos submetê-lo a um
linchamento político, tentando reprovar-lhe as contas.
Por isso mesmo, fazemos esse encaminhamento, para ficar bem clara
a posição do PPS, representado pelos Deputados Fábio Avelar, Luiz
Menezes, Wanderley Ávila, Márcio Kangussu e nós. Muito obrigado.