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Memórias e lutas do desastre em Brumadinho

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O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completou 7 anos. O desastre matou 272 pessoas e gerou muitos prejuízos econômicos e sociais na região. A economista Helena Taliberti que perdeu seus dois únicos filhos e a nora, grávida do primeiro neto, fala sobre o luto e as lutas para enfrentar a dor. Nesse processo, escreveu o livro “Tentam nos enterrar, não sabem que somos sementes” da editora Ofício da Palavra. No Mundo Político, conta a Marco Antonio Soalheiro que mesmo morando em São Paulo, ela e o marido participam da Avabrum, a associação que reúne famílias das vítimas. Também que criaram o Instituto Camila e Luiz Taliberti com o objetivo de contar aos paulistanos o que ocorreu em Brumadinho, em decorrência da mineração. Helena Taliberti diz que Mariana foi a sirene que Brumadinho não ouviu e que a tragédia poderia ter sido evitada. Afirma que ainda há riscos de novos grandes desastres provocados por mineradoras. E teme a flexibilização de parte da legislação ambiental, mas confia que a Justiça ainda vá punir os culpados.