Famílias temem despejo em Teófilo Otoni
Um terreno incorporado ao patrimônio da extinta MinasCaixa, em Teófilo Otoni, teve vários lotes vendidos, mas, agora, está sendo reivindicado na Justiça. Antes de pertencer à instituição financeira, liquidada em meio à onda de privatizações de 1990, o terreno, às margens da BR-418, teria tido como dono Luiz Eugênio Luz, que alegava ter a posse desde 1963. O próprio Luiz Eugênio comercializou os lotes. A área só teria sido incorporada ao patrimônio da MinasCaixa em 1989, 26 anos depois. Os moradores, alheios ao imbróglio até serem acionados judicialmente, pediram a intermediação da Assembleia para resolver o impasse e impedir a ação de reintegração de posse. Durante audiência na Comissão Extraordinária das Privatizações, o presidente da comissão, deputado Coronel Sandro (PL), lembrou que despejos estão proibidos até 31 de outubro deste ano, por decisão do Supremo Tribunal Federal. E garantiu que vai cobrar da Secretaria de Desenvolvimento Social, do Ministério Público e da Defensoria Pública providências para que os moradores não fiquem desassistidos.