Selo Escola Verde pode seguir para última comissão em 1º turno
Projeto incentiva plantio de árvores e, com aval dado pela Comissão de Educação, já pode receber último parecer antes de seguir para o Plenário.
Nesta quarta-feira ( 1º/7/26), a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) opinou pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.783/25, sobre o Selo Escola Verde, na forma como propôs anteriormente a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (substitutuvo nº 2).
O projeto é de autoria dos deputados Noraldino Júnior (PSB) e Ulysses Gomes (PT) e busca conceder, em 21 de setembro, Dia da Árvore, o Selo Escola Verde a instituições que adotarem ações de arborização e de sustentabilidade ambiental.
Na versão original, o projeto tinha como foco criar a Política Estadual de Arborização Escolar e o selo, para fomentar o plantio e o manejo de árvores de espécies nativas da flora brasileira por instituições de ensino públicas e privadas, de nível fundamental e médio no Estado.
Porém, ao tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça, o PL recebeu parecer pela legalidade na forma do substitutivo nº 1. Ele mantém a previsão de estímulo a ações de proteção de áreas verdes e plantio de espécies nativas, mas inclui o incentivo na Lei 15.441, de 2005, que trata da educação ambiental nos estabelecimentos do sistema estadual de ensino.
No substitutivo nº 2, texto agora acatado pela Comissão de Educação, o conteúdo de alteração na mesma lei é preservado, mas a ordem é invertida, priorizando a criação do selo.
Conforme o parecer da relatora, deputada Beatriz Cerqueira (PT), ao criar o Selo Escola Verde, o texto por ela referendado estabelece um instrumento de incentivo, reconhecimento e valorização dos estabelecimentos de educação básica do sistema estadual de ensino que adotarem ações de arborização e de sustentabilidade ambiental.
O relatório considera importante integrar a proposta do selo ao marco normativo estadual da educação ambiental, de modo a estimular ações de plantio e manutenção de árvores da flora nativa. Segundo a relatora, o texto que avaliou preserva o mérito da proposição original sem detalhar medidas operacionais e sem impor às escolas metas quantitativas de plantio ou atividades pedagógicas padronizadas.
A proposição está pronta para ser analisada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, a última a dar parecer sobre a iniciativa antes da primeira votação do Plenário.