Problemas no concurso da Seplag motivam audiência
Dificuldades na marcação de exame admissional e falta de transparência na divulgação de vagas são principais gargalos apontados.
Nomeados no concurso público do edital das Secretarias de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Educação (SEE) nº 1/25 relatam dificuldades para marcar a perícia médica admissional e ausência de transparência na escolha de vagas. Para dar voz aos candidatos, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia promove audiência pública nesta quarta-feira (1º/4/26), às 10 horas, no Auditório da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A presidenta da comissão, deputada Beatriz Cerqueira (PT), é a autora do requerimento para a reunião, que tem entre os convidados os titulares da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Sílvia Listgarten Dias, e da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Rossieli Soares. Os nomeados encaminharam várias reclamações ao gabinete da parlamentar e esperam um posicionamento das duas secretarias, além de esclarecimentos que levem a sanar os problemas.
Os concursados detalharam que enfrentam dificuldade de acessar o link disponibilizado pela Seplag para agendamento e realização do exame admissional. Segundo o grupo, alguns candidatos não conseguem sequer acessar o sistema para realizar os procedimentos necessários. Isso inviabilizaria o cumprimento de etapa obrigatória do certame, podendo gerar prejuízos irreparáveis, inclusive quanto ao risco de perda de prazo.
Candidatos percorrem grandes distâncias para fazer avaliação médica
Os locais para a realização da perícia são alvo de críticas. Muitos candidatos precisam se deslocar centenas de quilômetros das Superintendências Regionais de Ensino para as quais foram aprovados, com o objetivo de realizar a avaliação médica. Como exemplo, candidatos vinculados a SREs do Sul de Minas, Mata e Rio Doce foram direcionados a unidades periciais na Capital, mesmo havendo unidades regionais mais próximas para realização do procedimento.
Outra irregularidade seria a falta de transparência sobre a quantidade de vagas vinculadas aos cargos disponibilizados para fins de lotação dos candidatos nomeados. No momento da escolha da vaga, não é disponibilizada informação sobre o número de aulas efetivamente atribuídas a cada cargo, impedindo que os candidatos conheçam a composição do cargo, se completo ou incompleto.
Beatriz Cerqueira, por meio de requerimento, cobrou a imediata resolução das irregularidades, já que a Seplag estaria ciente desses problemas, mas ainda não obteve resposta da secretaria.
A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), Denise Romano, foi convidada para a audiência pública.
