Convocados não aparecem e audiência sobre fim de escola estadual é adiada de novo
Secretário de Estado de Educação e comandante da PM deveriam esclarecer sobre o encerramento da Escola Coronel Juca Pinto, em BH, para abrigar uma unidade do Colégio Tiradentes.
Devido à ausência dos representantes do Executivo convocados, foi adiada para a terça-feira (10/11/26) a audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) prevista para acontecer na tarde desta quarta-feira (4/11/26).
O objetivo era debater a transferência da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, na região Noroeste de Belo Horizonte, para implantar uma unidade do Colégio Tiradentes, da Polícia Militar.
Foram convocados o secretário de Estado de Educação, Daniel Guimarães Medrado de Castro, e a comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues. O não comparecimento injustificado à convocação constitui crime de responsabilidade.
Convidado, o diretor de Educação Escolar do Colégio Tiradentes, coronel Carlos Eduardo Melo Barsante, também não compareceu.
Essas autoridades já haviam sido convidadas para participar de audiência pública da mesma comissão, prevista para ocorrer na terça-feira passada (27/10), que acabou cancelada pela recusa de comparecerem.
A autora do requerimento para as reuniões e presidenta da Comissão de Educação, deputada Beatriz Cerqueira (PT), criticou a ausência dos representantes do Executivo, mas informou ter recebido garantias de que isso não se repetirá na reunião da próxima semana.
Na reunião dessa quarta (4), foi aprovado requerimento da parlamentar que possibilitará a realização de uma nova audiência sobre o tema, além de outros requerimentos diversos e relatórios de outras visitas do colegiado a escolas na RMBH e Sul do Estado.
Na semana passada, apesar do cancelamento da audiência na Escola Estadual Coronel Juca Pinto, a deputada aproveitou a presença da Comissão de Educação no local para ouvir relatos de pais de alunos, inconformados com a medida, supostamente tomada sem ouvir a comunidade.
Eles temem pela transferência dos filhos para instituições que não oferecem os mesmos serviços da Juca Pinto, ou que sejam longe de suas casas.
Os moradores também não têm garantia de que o Colégio Tiradentes acolherá os alunos, pois a preferência de matrículas é para familiares de militares. Além disso, o colégio da PM tem modulação diferente da atual escola.
Com 59 anos de história, a Coronel Juca Pinto oferece atualmente ensino fundamental e ensino médio, com aulas no período noturno e em tempo integral. Também oferta ensino técnico e Educação de Jovens e Adultos (EJA), modalidades não oferecidas pelo colégio militar.
Atende a quase 300 alunos e tem 80 servidores, 53 deles terceirizados. Os 27 professores efetivos estão sendo convidados a trabalhar em outras unidades; já os demais não terão os contratos renovados e não se sabe se serão reaproveitados. As matrículas da escola estão suspensas e o fechamento foi decretado para 31 de dezembro.