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Controladora não comparece a audiência e é convocada por comissão

Reunião nesta quarta-feira (6) tinha como objetivo debater a investigação aberta contra o ex-secretário de Estado de Educação Rossieli Soares.

- Atualizado em 06/05/2026 - 19:26
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A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia abriu audiência agendada para a tarde desta quarta-feira (6/5/26), mas não conseguiu cumprir o objetivo de debater a investigação que motivou a exoneração de Rossieli Soares do cargo de secretário de Estado de Educação. O motivo da não realização do debate foi a ausência de representante da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Em correspondência enviada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o órgão alegou questões de sigilo e a necessidade de preservar a condução dos trabalhos. A mensagem foi lida pela presidenta da Comissão de Educação e autora do requerimento de audiência, deputada Beatriz Cerqueira (PT).

Em resposta, a parlamentar garantiu que o sigilo institucional seria respeitado. “Nós não faríamos uma audiência que não preservasse o interesse público, mas o que nos parece é uma tentativa de não dar transparência à sociedade”, apontou.

Ela ainda expressou questionamentos quanto ao início, motivos e prazos da investigação que, segundo nota do governo estadual, teriam motivado a exoneração, no dia 27 de abril. No entanto, o Poder Executivo não explicou o teor das denúncias. Beatriz Cerqueira criticou as informações desencontradas sobre o caso.

Como resultado da ausência de representante da Controladoria-Geral, nesta quarta, a Comissão de Educação aprovou dois novos requerimentos, não mais convidando, mas convocando a controladora-geral do Estado, Marcela Oliveira Ferreira Dias, para prestar esclarecimentos sobre a investigação do ex-secretário, e também o atual titular da Secretaria de Educação, Gustavo Braga, para apresentar o diagnóstico das 95 escolas incluídas no edital de Concorrência Internacional 1/26.

Gestão de ex-secretário investigado teve fatos controversos

Rossieli Soares tomou posse em agosto de 2025. Antes, ele foi ministro da Educação no governo do presidente Michel Temer e secretário de Educação nos Estados de São Paulo, Amazonas e Pará. Sua gestão em Minas foi marcada por fatos controversos.

Em novembro do ano passado, um aulão sobre inteligência artificial (IA) promovido pela secretaria no Mineirão, com cerca de 30 mil alunos, terminou em pancadaria. Desencadeadas após uma fala do mestre de cerimônias sobre a rivalidade entre Atlético e Cruzeiro, as agressões provocaram a suspensão do evento por horas.

Um mês depois, às vésperas do Natal, foi realizado um leilão para compra de materiais escolares, sem licitação, no valor de R$ 348,4 milhões.

No que diz respeito ao edital que gerou a convocação do atual secretário, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia tem realizado visitas a escolas estaduais incluídas na Concorrência Internacional 1/26. Ela prevê o repasse à iniciativa privada da gestão e da operação de serviços não pedagógicos, em 95 instituições de ensino.

O leilão de parceria público-privada a que se refere o edital foi vencido pelo fundo de investimento IG4, em parceria com o banco BTG Pactual, com a previsão de pagamento de R$ 23,3 milhões por mês por parte do Estado, como contraprestação pelos serviços.

Nas visitas, a comissão constatou investimentos em infraestrutura e melhorias nas escolas, mesmo antes do início da parceria com a iniciativa privada. Beatriz Cerqueira questiona o uso de dinheiro público em obras que, segundo ela, deveriam ser assumidas pelos concessionários.

Lista
Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia - debate o procedimento de investigação aberto contra o ex-secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares (NÃO REALIZADA)

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