Comissão homenageia lideranças e templos de matrizes africanas e afro-brasileiras
Audiência nesta quinta (25) marca reconhecimento à preservação das tradições e à promoção da diversidade religiosa.
A Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza audiência pública nesta quinta-feira (25/6/26), às 10 horas, no Auditório José Alencar, para entregar diplomas referentes a votos de congratulações a lideranças religiosas e templos de manifestações religiosas e culturais de matrizes africanas e afro-brasileiras. A reunião atende a requerimento da deputada Andréia de Jesus (PT).
A homenagem reconhece a atuação histórica e contínua das lideranças e espaços religiosos na preservação, valorização e difusão das tradições de matrizes africanas e afro-brasileiras, bem como na promoção da dignidade, da diversidade religiosa e do fortalecimento dos laços comunitários.
Para a autora do requerimento, o reconhecimento institucional das lideranças e espaços valoriza a contribuição para a sociedade e reafirma o compromisso com a liberdade religiosa, o enfrentamento à intolerância e a construção de uma sociedade plural e democrática.
Segundo a justificativa do requerimento, as religiões de matrizes africanas e afro-brasileiras constituem parte fundamental da formação da identidade cultural brasileira. Mesmo diante de perseguições, discriminação e racismo religioso ao longo da história, as tradições mantiveram vivos saberes, práticas e valores ancestrais que seguem contribuindo para a preservação do patrimônio cultural imaterial e para a promoção dos direitos humanos.
Ainda de acordo com o documento, os terreiros, templos e demais espaços de manifestação religiosa exercem papel que vai além da prática de culto. Eles funcionam como locais de acolhimento, solidariedade, transmissão de conhecimentos ancestrais e fortalecimento comunitário, preservando valores ligados à coletividade, à ancestralidade, ao respeito à natureza e à inclusão social.
Receberam convites para a homenagem Makota Celinha, coordenadora-geral do Centro Nacional de Africanidades e Resistência Afro-Brasileira (Cenarab); Pai Ricardo de Moura, zelador do Centro Espírita Pai Jacob do Oriente; Pai João, zelador do Terreiro Nzó Muki Nkossi Ndangi Tombenci e idealizador do Projeto Sociocultural Zé Pretinho; Pai Tavú, tatetu de nkisi do Terreiro Nzo Ngunzo, de Ribeirão das Neves; Mameto Kusasa Lembaburê, do Terreiro Nzó Muki Nkossi Ndangi Tombenci; e Mãe Talita, zeladora da Casa de Axé Cabocla Esperança.