Comissão de Segurança Pública vistoria presídio Bicas II e Ceresp-Gameleira
Visitas às duas unidades prisionais nesta segunda (11) têm objetivo de verificar as condições de trabalho dos policiais penais e demais servidores.
Para verificar as condições de funcionamento de duas unidades prisionais do Estado, a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visita, nesta segunda-feira (11/5/26), o Presídio de São Joaquim de Bicas II, às 10 horas, e o Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional Gameleira, o Ceresp-Gameleira, às 14 horas.
As duas visitas foram solicitadas pelo presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PL), e têm como convidado confirmado o presidente do Sindicato dos Policiais Penas do Estado de Minas Gerais, Jean Carlos Otoni Rocha.
A unidade São Joaquim de Bicas II, por onde começa a agenda da comissão, fica na Avenida Bacharel Otacílio Teotônio de Lima, 550, Bairro Primavera, no Município de São Joaquim de Bicas.
O Centro de Remanejamento Provisório do Sistema Prisional Gameleira está localizado na Rua Cândido de Souza, 520, Bairro Gameleira, em Belo Horizonte. Os Ceresps são estabelecimentos penais destinados à custódia temporária de indivíduos privados de liberdade.
Conforme o deputado, o intuito nas duas unidades é verificar as condições de trabalho dos policiais penais e dos demais servidores, bem como as condições de segurança e de manutenção, o quadro de efetivo, a situação do alojamento e da cozinha e as condições de salubridade nos ambientes.
Situação de abandono
Com o mesmo objetivo, a comissão já realizou vistoria recente, em visita em 12 de março deste ano ao Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Em todos os setores visitados na Dutra Ladeira, Sargento Rodrigues ouviu os mesmos relatos de abandono e registrou imagens dos cômodos, móveis, eletrodomésticos e outros utensílios indispensáveis à manutenção dos plantões da Polícia Penal, quando disponíveis, em péssimo estado.
O cenário encontrado, segundo avaliou o deputado, atesta que os policiais penais foram abandonados pelo Estado e estão "entregues à própria sorte", convivendo com a superlotação e péssimas condições de trabalho.