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Comissão de Saúde debate ampliação do transplante de córneas

A audiência pública será realizada nesta quinta (16), a partir das 10 horas, na Assembleia Legislativa.

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A Comissão de Saúde realiza, nesta quinta-feira (16/4/26), audiência pública para debater o cenário do transplante de córneas e os desafios para ampliação de atendimentos, capacitação de equipes e aumento da captação no Estado. A reunião, solicitada pelo deputado Duarte Bechir (PSD), acontece a partir das 10 horas, no Auditório do andar SE da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo o gabinete do parlamentar, o assunto a ser discutido na audiência surgiu de uma Reunião Especial, também de autoria de Duarte Bechir, que homenageou o Centro Oftalmológico de Minas Gerais, em 2024. Na ocasião, foi apresentada a realidade dos transplantes de córnea no Estado.

"O tema é coletivo e exige construção conjunta, com escuta, cooperação e sobretudo ações concretas para ampliar o acesso, reduzir filas e garantir mais agilidade e eficiência aos processos de transplante em nosso Estado”, afirmou o deputado.

Ainda segundo o parlamentar, a audiência será um momento para avaliar os dados, os gargalos e os caminhos possíveis para avançar no tema. “Minas Gerais reúne condições extremamente favoráveis: temos profissionais altamente qualificados, capacidade instalada e tradição na oftalmologia. No entanto, ainda enfrentamos barreiras que não são técnicas, mas sim estruturais e organizacionais”, concluiu Duarte Bechir.

Transplantes de órgãos e tecidos

De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o MG Transplantes é o órgão responsável por coordenar a política de transplante de órgãos e tecidos no Estado, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados e capacitando hospitais e profissionais para os procedimentos.

Criada em 1992, a instituição é responsável, por meio do Serviço Nacional de Transplantes (SNT), por monitorar a lista única de transplante de órgãos e tecidos, receber fichas de inscrição dos profissionais autorizados a transplantar, manter busca ativa constante nos hospitais de cada uma das seis organizações de procura de órgãos (OPO's), entre outras atribuições.

As organizações estão distribuídas nas seguintes regiões: Metropolitana de Belo Horizonte, Leste (Governador Valadares), Nordeste (Montes Claros), Oeste (Uberlândia), Sul (Pouso Alegre) e Zona da Mata (Juiz de Fora). Há dois bancos de olhos no Estado: um em Belo Horizonte e outro em Juiz de Fora. O banco de olhos de Belo Horizonte é reconhecido nacionalmente e um dos mais bem estruturados do País.

Tópicos: Saúde Pública
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