Assembleia entrega doações destinadas à Zona da Mata
Donativos e recursos foram dirigidos à Cruz Vermelha, por meio de mais uma ação do Parlamento mineiro voltada ao enfrentamento dos eventos climáticos extremos.
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) entregou à Cruz Vermelha, nesta quinta-feira (23/4/26), as doações arrecadadas na campanha Assembleia Solidária - SOS Chuvas. A iniciativa teve como objetivo apoiar os municípios da Zona da Mata mineira atingidos pelas fortes chuvas que ocorreram em fevereiro de 2026.
Ao todo, a mobilização dos mineiros, por meio da iniciativa da Assembleia e de instituições parceiras (Aslemg, Aplemg, Sicoob-Cofal, Sindalemg), arrecadou mais de 600 garrafas de água e pacotes de leite em pó, 50 caixas de itens de higiene pessoal, como sabonetes, absorventes e fraldas, e mais de 40 pacotes de produtos de limpeza. Além desses itens, foram recebidos R$ 15.572,83 em dinheiro, que serão destinados à aquisição do cartão humanitário para os moradores atingidos pelas chuvas na região, em especial no Município de Juiz de Fora.
De acordo com Bernardo Eliazar, CEO da Cruz Vermelha – MG, o cartão humanitário foi instituído há cinco anos e tem funcionado como um instrumento de ajuda direta às pessoas necessitadas, o que facilita a autonomia das famílias. “Agradecemos o apoio da Assembleia e seus parceiros, pois isso garante que mais municípios sejam atendidos e as doações cheguem àqueles que mais precisam. Para dar transparência à ação, todas as doações da Cruz Vermelha passam por três etapas de controle, e a última é uma auditoria feita por órgão externo, que vai acontecer ainda no primeiro semestre de 2026”, explicou.
O gestor também falou dos critérios de distribuição das doações, que observam primeiro aqueles municípios que tiveram situação de calamidade pública decretada, além de pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social, informações que podem ser confirmadas por meio do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal. Os dados também levam em conta as informações passadas pelos próprios municípios atingidos.
Para que as doações cheguem aos destinatários e para que as arrecadações possam ser rastreadas e auditadas, foi aberta uma conta exclusivamente para receber os valores em dinheiro, que é encerrada assim que a campanha termina, conforme recomenda o Ministério Público.
Presidente destaca compromisso da ALMG com famílias atingidas
O presidente da ALMG, deputado Tadeu Leite (MDB), abordou, em entrevista, a importância da iniciativa. Ele agradeceu a todos que contribuíram para a campanha, seja por meio da doação de donativos ou por transferência via pix, além da parceira na ação, a Cruz Vermelha.
De acordo com Tadeu Leite, o Legislativo estadual também destinou recursos e emendas parlamentares e devolveu R$ 20 milhões do seu orçamento para o Governo do Estado, sugerindo que, por meio da Defesa Civil, investimentos fossem potencializados nas cidades afetadas.
“Essa é mais uma demonstração do compromisso da Assembleia Legislativa com Minas Gerais como um todo e, especialmente, com as famílias que tanto sofreram e sofrem com o que ocorreu”, afirmou.
Ações voltadas a eventos extremos
As arrecadações emergenciais por meio da Assembleia Solidária são apenas uma das frentes de atuação da ALMG em face da crise climática. Nos últimos anos, as deputadas e deputados desenvolveram uma série de iniciativas voltadas à criação de políticas públicas que possam apoiar na prevenção e mitigação de impactos causados por catástrofes naturais.
Em 2024, foi realizado o Seminário Crise Climática em Minas Gerais – Desafios na Convivência com a Chuva e a Seca Extrema, que ouviu especialistas na área e as populações afetadas, em encontros realizados em diversas regiões do Estado.
Outra iniciativa foi o Prêmio Assembleia de Incentivo à Inovação - Crise Climática que, com o apoio do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), premiou dez soluções inovadoras capazes de prever, evitar ou minimizar os impactos das mudanças no clima em Minas Gerais. Os responsáveis pelos projetos vencedores integraram, ainda, o Programa de Aceleração BH-TEC.
Decorrente do seminário de 2024, nasceu o Plano Legislativo de Articulação e Monitoramento de Ações Relacionadas à Crise Climática (Plam Crise Climática), considerado uma das principais diretrizes do Poder Legislativo mineiro no biênio 2025/2026.
O Plam prevê a implementação de quatro projetos prioritários, que abordam problemas enfrentados pela população de maneira mais recorrente, exigindo, portanto, soluções urgentes. Um deles, já em fase de implantação, prevê a construção de barraginhas e outras práticas mecânicas de conservação do solo e da água.