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Apesar das obras, Odete Valadares demanda melhorias

Maternidade passou por reformas no bloco obstétrico, mas infraestrutura ainda precisa de reparos.

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Embora tenha recebido investimentos superiores a R$ 1,3 milhão para reforma do bloco obstétrico, a Maternidade Odete Valadares segue precisando de melhorias. Essa foi uma das principais constatações feitas durante a visita técnica realizada nesta quinta-feira (14/5/26) pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Iniciadas em julho e concluídas em dezembro do ano passado, as obras tiveram que considerar regras da vigilância sanitária e do patrimônio, já que o prédio localizado no bairro Prado é tombado. Além disso, nem todas as etapas do trabalho foram acompanhadas pelo Conselho Municipal de Saúde, cuja atuação estava parada desde 2016 e começou a ser retomada no ano passado.

A diretora do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Érika Mendes dos Santos, reconheceu problemas estruturais como o alojamento da enfermagem. A iluminação muito forte para mulheres em trabalho de parto, mas muito fraca para profissionais também foi um aspecto apontado.

Na área dedicada ao pré-parto, a utilização da banheira instalada no ano passado ainda depende de um processo de compra de insumos. Quedas na conexão de internet e falta de comunicação entre os sistemas de informação da farmácia, além de buracos no teto do laboratório, foram outras dificuldades identificadas.

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Ela também expressou preocupação com a falta de anestesistas e denúncias de violência obstétrica e assédio moral. “Aqui é uma maternidade de referência, com alto índice de partos naturais, mas a experiência da mãe que nos apresentou um relato tão triste não pode ser negligenciada”, avaliou, em alusão ao desabafo que ouviu de uma mulher na entrada do prédio.

Conforme a diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), Neuza Freitas, algumas denúncias foram enviadas ao Ministério Público. “A intenção do Governo é sucatear para privatizar. A Maternidade Odete Valadares tem uma história, um atendimento de excelência e, nos últimos anos, com a terceirização, não estamos vendo avanço”, criticou.

Segundo a deputada, a partir de agora, o encaminhamento vai ser a produção de relatório técnico com os apontamentos feitos. Também pretende pedir a revisão das cesáreas, monitorar a apuração das denúncias e acompanhar as intervenções de melhorias a serem realizadas no laboratório e no bloco obstétrico.

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher - visita à Maternidade Odete Valadares
“Houve melhoria no atendimento para os usuários, mas deixou a desejar na perspectiva dos trabalhadores. Os espaços ficaram apertados, estão mal distribuídos. Como se investe tanto em uma área sem considerar esses aspectos?”
Ana Paula Siqueira
Dep. Ana Paula Siqueira
Presidenta da comissão e responsável por solicitar a visita

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