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Aos 50 anos, Embrapa Gado de Leite fomenta produtividade com sustentabilidade

Com sede em Juiz de Fora, instituição referência mundial em sua área teve representantes da direção e dos trabalhadores homenageados em audiência da Comissão do Trabalho.

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A defesa de investimentos em ciência que combinem sustentabilidade com produtividade na agropecuária mineira, tendo em vista o cenário cada vez mais desafiador das mudanças climáticas, foi a tônica dos debates na audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (24/6/26) pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A reunião atendeu a requerimento do presidente do colegiado, deputado Betão (PT), oportunidade em que também foram lembrados os 50 anos de fundação do Centro de Pesquisas Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem sua sede em Juiz de Fora (Zona da Mata) e campos experimentais em Coronel Pacheco (Zona da Mata) e em Vassouras (RJ).

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A chamada Embrapa Gado de Leite foi inaugurada oficialmente em 26 de outubro de 1976, inicialmente denominada Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Leite (CNPGL), três anos após a fundação da própria Embrapa. O nome atual foi adotado somente em 1996.

Conforme lembrado na reunião, ainda convivem na empresa quatro gerações de trabalhadores, que assim como os dirigentes da empresa, também tiveram seus representantes agraciados com diplomas de votos de congratulação. A Embrapa Gado de Leite tem atualmente 275 funcionários.

O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, com uma produção superior a 34 bilhões de litros por ano. Minas Gerais responde por mais de 27% da produção nacional, maior percentual entre os estados brasileiros.

Nessa linha, Betão reforçou que, com sua atuação, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), amplia a renda de milhares de famílias mineiras e ajuda a garantir a segurança alimentar de outros milhões de brasileiros.

Na Embrapa Gado de Leite são desenvolvidas tecnologias em genética, nutrição, automação e manejo do gado leiteiro. Em Minas Gerais, há ainda uma unidade dedicada às pesquisas com milho e sorgo, em Sete Lagoas (Central).

“O Brasil vive tempos em que a ciência precisa ser permanentemente defendida. Desenvolver a ciência não é custo, é investimento. Com as mudanças climáticas, o papel da Embrapa será ainda mais decisivo”, avaliou Betão.

Citação

Modelo da produção leiteira contribui para coesão social

Os participantes da audiência pública agradeceram à Comissão do Trabalho pela homenagem à Embrapa, em especial à Gado de Leite, e reforçaram o papel decisivo desempenhado pelos trabalhadores que lá atuam.

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O chefe-geral do Centro de Pesquisa de Gado de Leite da Embrapa, José Luiz Bellini Leite, pontuou que a produção leiteira, muito mais do que geradora de riqueza e renda, também é fator de coesão social.

“São 400 mil pessoas que trabalham nessa cadeia produtiva no Brasil, formada sobretudo por pequenos produtores. Ela gera renda dentro dos territórios, mas é um setor que não sobrevive sem a sucessão nas propriedades. Nosso maior desafio hoje é justamente a redução de mão de obra no campo”, afirmou.

Nessa linha, o paradigma que embasa nos dias de hoje a atuação da Embrapa Gado de Leite é, segundo o dirigente, a sustentabilidade. “Essa é uma ideia poderosa porque traz consigo a premissa da continuidade”, emendou José Bellini.

“Devemos acreditar que, dentro do processo de desenvolvimento tecnológico visando o aumento de produtividade, dá para conjugar sustentabilidade com produtividade e assim garantir a segurança alimentar do nosso País”, acrescentou o coordenador de Bioinformática do Centro de Pesquisa de Gado de Leite da Embrapa, Wagner Antônio Arbex.

“E há uma noção errônea de que o agro prejudica o meio ambiente, quando, na verdade, eles têm que andar juntos, não são conceitos opostos. Nosso trabalho mostra isso”, defendeu.

Contrariando as ideias de Thomas Malthus

Ao citar Thomas Malthus, pensador inglês que viveu no século XVIII e é considerado o pai da demografia, o presidente da Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, Neio Lúcio Ramos Silva, destacou que o trabalho da Embrapa tenta, diariamente, reverter a antiga noção de que há limites para a evolução humana em função da escassez de recursos.

Ele também lembrou o papel desempenhado por outros órgãos estaduais similares, como a Epamig e a Emater, das quais a Embrapa é parceira. “Espero que daqui a 50 anos nossos netos venham aqui na Assembleia receberem uma homenagem pelos 100 anos da Embrapa”, apontou.

Por fim, o presidente da Associação dos Empregados do Centro de Pesquisa de Gado de Leite da Embrapa, Marco Antônio Silva Pinto, destacou o bom ambiente de trabalho atual na Embrapa, que contribui para a atuação da entidade que comanda, voltada justamente para o bem-estar e qualidade de vida dos trabalhadores.

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Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social - homenagem à Embrapa Gado de Leite
“A Embrapa só tem essa grandeza em meio século de existência em virtude do compromisso das pessoas que trabalharam e ainda trabalham lá. São elas que fizeram da entidade uma referência mundial em pesquisas sobre pecuária leiteira em regiões de clima tropical. Esse protagonismo não caiu do céu, foi fruto de muito trabalho com a ciência. Defender a inovação é defender as pessoas que transformar trabalho em conhecimento.”
Betão
Dep. Betão
Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social - homenagem à Embrapa Gado de Leite
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Com 270 empregados, a Embrapa Gado Leite é referência mundial para o setor. TV Assembleia

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