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ALMG homenageia iniciativas de comunicação popular contra a desinformação

Comissão de Direitos Humanos destaca projetos do edital Periferia sem Fake, voltado à educação midiática e participação cidadã em territórios periféricos.

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A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, nesta quarta-feira (5/8/26), iniciativas contempladas pelo edital Periferia sem Fake, voltado ao fortalecimento da comunicação popular, da educação midiática, da participação cidadã e do combate à desinformação em territórios periféricos de Minas Gerais.

A audiência pública foi realizada a requerimento da presidenta da comissão, deputada Bella Gonçalves (PT). O reconhecimento destacou o papel dos projetos na produção de informação de qualidade e na valorização das comunidades onde atuam.

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Ao abrir a reunião, a deputada ressaltou que a homenagem reconhece o trabalho de defensoras e defensores dos direitos humanos que atuam no enfrentamento à desinformação. Segundo a parlamentar, a disseminação de informações falsas tornou-se um fenômeno cotidiano. “A onda de fake news virou o novo normal”, disse.

Bella Gonçalves lembrou que a pandemia de Covid-19 evidenciou os impactos da desinformação e afirmou que, desde então, têm se fortalecido iniciativas de comunicação popular comprometidas com a produção de informação séria, acessível e integrada às comunidades.

O edital Periferia sem Fake, aberto pelo Observatório Participativo da Desinformação da Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC) em parceria com o mandato da parlamentar, apoia projetos em diferentes regiões do Estado que utilizam a comunicação comunitária como instrumento de fortalecimento da cidadania, da educação midiática e do acesso à informação.

A gerente do Observatório Participativo da Desinformação, Emanuela São Pedro, explicou que o edital partiu da escuta de lideranças comunitárias da Região Metropolitana de Belo Horizonte para compreender como a desinformação contribui para a perda de direitos e, a partir dessas demandas, desenvolver campanhas digitais e territoriais. “Nós apostamos no protagonismo de quem vive o dia a dia dos territórios”, ressaltou a representante da AIC.

Emanuela informou que, em duas edições, o edital Periferia sem Fake já apoiou 21 iniciativas voltadas ao enfrentamento da desinformação em diferentes contextos, como escolas, comunidades surdas, vilas e morros, ocupações urbanas e entre trabalhadoras sexuais, abordando a disseminação de conteúdos falsos que alimentam, por exemplo, a violência contra as mulheres, entre outras violações de direitos.

Um dos projetos contemplados pelo edital foi a “Rádio Tamo Junto”, representado na audiência pela psicóloga Dalila Marques Reis Nicolau. Ela contou que o projeto surgiu há cerca de um ano e meio a partir de um coletivo de mulheres que atua na assistência social. “Nós vínhamos da academia com um discurso muito acadêmico e não conseguíamos comunicar com a população”, explicou.

Para aproximar a informação do cotidiano das comunidades, o grupo começou a produzir conteúdos pelo WhatsApp e, depois, criou uma página no Instagram voltada à educação popular em direitos. Com linguagem acessível e recursos como teatro, paródias e personagens, a página aborda temas como violência contra a mulher e racismo.

Dalila destacou que a proposta do projeto é oferecer “pitadas de informação e muita esperança”, apesar dos desafios impostos pelos algoritmos das redes sociais.

Além da “Rádio Tamo Junto”, também foram apresentados na audiência pública e reconhecidos com votos de congratulações os projetos “De Falsa Já Basta a Vizinha”, "Casa São Lázaro", “Tô Sabendo mas é Fake”, “Rede de Comunicadores Comunitários Conecta + Papagaio”, “Bara Onã Imó”, “Jornal Agente em Movimento” e “Diálogos Interseccionais”.

Em suas falas, os homenageados agradeceram à Comissão de Direitos Humanos pelo reconhecimento e defenderam a continuidade de políticas públicas de incentivo à comunicação popular como estratégia para fortalecer a participação cidadã, ampliar o acesso à informação de qualidade e enfrentar a disseminação da desinformação.

Comissão de Direitos Humanos - entrega de votos de congratulações ao projeto contemplado pelo edital

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