Pronunciamentos

ISAM GHANIM, CEO do ChildFund International

Discurso

Agradece a homenagem recebida pelo 60º aniversário de atuação da ChildFund Brasil no País.
Reunião 32ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 02/09/2026
Página 6, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 19063 de 2026

32ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 31/8/2026

Palavras do Sr. Isam Ghanim

O ChildFund International começou, na realidade, há 90 anos, com outro nome, o Christian Children's Fund, o Fundo Cristão para Crianças. Antes disso, ele se chamava China Children's Fund, porque começou na Segunda Guerra entre o Japão e a China, com recursos que vinham dos Estados Unidos para as crianças afetadas por essa guerra. Olhando para a frente, a ChildFund, hoje, é uma organização madura global que trabalha com outros membros da chamada Aliança ChildFund, e muitos parceiros e operações em outros países. De forma coletiva, esse movimento cobre uns 75 países, atingindo milhões de crianças e famílias todo ano.

A organização mudou muito. A cada 10 anos, aproximadamente, a gente dá um passinho para trás e repensa, reformula, a nossa estratégia. Vocês ouviram que começamos a nossa operação há 60 anos nesta cidade, Belo Horizonte, e agora a ChildFund Brasil cobre 23 estados. Tendo começado com um trabalho com milhares de crianças e famílias, nós hoje atingimos milhões de crianças e famílias todo ano. Vários fatores se juntam para que neste ano celebremos aqui, em Belo Horizonte, com o apoio de várias alianças e parceiros.

Oferecemos proteção às crianças porque elas precisam. Elas não têm como fazer isso por si só. Através dessa experiência no Brasil e no mundo, há alguns princípios dos quais nós não desviamos em todo o mundo. Em primeiro lugar, nós acreditamos na dignidade de cada criança, de forma individual. Nós cremos que as crianças precisam de apoio durante todo o seu desenvolvimento, todo o seu crescimento, até se tornar jovens adultos. Acreditamos também em soluções locais, conhecimento local, capturado no momento de maior necessidade e trazendo soluções duráveis para um problema específico.

Em segundo lugar, temos o compromisso de ouvir as crianças e as suas famílias. Há 10 anos, quando começamos a formular essa política, listamos várias estratégias, mas, quando consultamos as crianças, elas apresentaram outras prioridades. No topo da lista das prioridades das crianças, elas queriam se sentir seguras. Então nós mudamos completamente a nossa abordagem e colocamos segurança como a principal prioridade. E me lembro de conversar com crianças dizendo que queriam segurança dentro de casa, na sua rua e em suas escolas. Mas hoje isso já não basta. E quando você conversa com jovens e crianças de hoje, eles formulam de uma forma diferente e querem ser seguras e protegidas, tanto on-line quanto off-line, fora do digital. Por isso estamos focando na questão de segurança digital, de segurança on-line, que é um problema aqui e em todo o mundo. Dessa forma, como vocês trabalham no Brasil para ter leis que protegem as crianças do digital? Nos Estados Unidos, também estamos trabalhando para que as redes sociais tenham mecanismos que removam as ameaças que aparecem on-line.

A outra prioridade, outra questão que trabalhamos, é o que conseguimos fazer trabalhando com outros. Trabalhamos em parceria, especialmente com instituições governamentais, organizações públicas e agências de fomento e instituições acadêmicas para aumentar, ampliar a nossa perspectiva. Estamos querendo melhorar não só as condições da criança, mas também a posição da criança. As condições são educação e condições de vida. Agora, posição é dar condições para essa criança poder se sustentar, poder ser agente do seu destino.

Eu quero aproveitar este momento para agradecer mais uma vez à Assembleia Legislativa. E aproveitamos um momento de homenagem como este para nos comprometer novamente na nossa missão com as crianças. Muito obrigado.