Pronunciamentos

DEPUTADA CHIARA BIONDINI (PL), presidente "ad hoc", autora do requerimento que deu origem à homenagem

Discurso

Presta homenagem às escolas católicas de Minas Gerais pelo destacado trabalho de educação e evangelização. Lê mensagem do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Tadeu Leite.
Reunião 24ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 05/08/2026
Página 8, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 16779 de 2026

24ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 3/8/2026

Palavras da presidente (deputada Chiara Biondini)

Boa noite a todos. Para mim, é uma alegria muito grande estar aqui nesta tribuna, como disse anteriormente, podendo homenagear, representar e agradecer a cada escola católica e confessional do Estado de Minas Gerais. Há algum tempo, eu conversava com a Déia, do Tiba, sobre como nosso país ainda precisa de muitos outros colégios confessionais, mas que Minas Gerais tem sido um destaque e um estado que tem sido o berço desses colégios. Que bom que nós temos uma infinidade de colégios católicos confessionais. Muitos não puderam estar aqui. A gente entende, compreende. É difícil se deslocar, principalmente agora, com a volta às aulas para o segundo semestre. Mas agradecemos a todos que se esforçaram para estar aqui mesmo de longe, porque este Plenário cheio mostra e reforça para o Estado de Minas Gerais a força e a união dos colégios católicos confessionais. Mostra e reforça para o nosso governador, para os nossos secretários, que, se mexerem, se ousarem tocar em nossos colégios confessionais, unidos estaremos para que nada e ninguém ousem intervir naquilo que nasceu do Espírito Santo. Isso é para mostrar que, assim como outros meios, outros modos, outras instituições se unem, mais do que nunca, os colégios católicos confessionais estão unidos. E esse é só o começo de muito mais do que faremos, cresceremos e incomodaremos aqueles que, porventura, se incomodam com a nossa fé, com a nossa escola, com o nosso jeito de ensinar. Muito mais do que uma nota no Enem, muito mais do que uma nota no vestibular, também o espírito, a alma e os valores são muito sagrados para nós católicos.

Fui eleita como a deputada estadual mais jovem da história do Brasil, aos 20 anos, a que há menos tempo saiu de um colégio, a que há menos tempo saiu de uma faculdade. E posso dizer com tranquilidade a vontade, a intensa pressão que se colocam em nós, em nossas crianças e em nossos jovens para que desvirtuem daquilo que é primordial para a nossa vida. No entanto, enquanto eu estiver aqui, estarei defendendo e sendo a voz de muitas pautas como a defesa da vida, desde a concepção, porque é inadmissível alguém imaginar, alguém aceitar, alguém compactuar, alguém concordar com o assassinato de uma vida humana. Eu estarei aqui lutando para ser contra a liberação das drogas. Como temos cinco assessores ex-dependentes químicos, é inaceitável, é doído e é sofrido que alguém suba a esta tribuna para dizer que é a favor da liberação de qualquer tipo de droga, que tem como resultado final a morte de milhares dos nossos jovens.

Eu estarei aqui nesta tribuna defendendo a família tradicional brasileira, que, por diversas vezes e diversas formas, tentam atacá-la. Eles não querem a nossa família, porque o inimigo sabe que esse é o melhor local para destruir, esse é o foco do inimigo. Portanto estarei aqui, por diversas vezes, defendendo a nossa família, defendendo a segurança, defendendo os valores que aprendemos, mas defendendo também a nossa fé católica, que tem as suas individualidades, que tem as suas peculiaridades, que tem o seu jeito sublime de ser; defendendo a Eucaristia, que é da forma que Jesus quis se fazer presente no nosso meio; defendendo as nossas crianças e a pureza que nasce no coração delas e para que levem por onde passarem. E cada advogado, médico, professor, parlamentar, veterinário que nascer dessas crianças, que eles levem, em primeiro lugar, a nossa fé católica e os nossos valores.

Hoje estou deputada e, quando eleita, Daniel, algumas pessoas me disseram o seguinte: “Não leve a sua fé católica, não fale que você é católica. Fale que você é cristã porque assim não perderá nenhum voto, assim você agradará a todos, assim você terá voto de todas as vertentes”. Aquilo me incomodou profundamente porque, como disse o meu padrinho, que tanto amo, o diácono Nelsinho Corrêa, presente da minha mãe e do meu pai – inclusive, minha mãe está aqui presente: “Se viver com pai é bom, com pai e mãe é uma maravilha.”

É para Ela que eu rezo de joelhos dobrados quando algo me incomoda, algo me inquieta no meu coração, quando, por exemplo, o meu pai foi submetido a um câncer maligno. É no rosário, na madrugada, que eu me ajoelho para rezar tudo aquilo que eu quero, que eu preciso ou para agradecer. Porque Deus quis vir assim, Jesus quis vir assim, no ventre de uma mulher, para mostrar de diversas formas, para dar vários ensinamentos. Jesus quis uma mãe, quis que tivéssemos uma mãe, por isso disse a João quando estava na cruz: “Nós temos uma mãe e precisamos exaltá-la”. Entendi isso e falei: “Se em algum momento, eu tiver apoio, carinho, respeito de qualquer outra religião, amém, que bênção, mas nunca será por omissão, nunca será por esconder a minha fé, nunca será por esconder a minha Mãe”.

Por isso desenhei no meu gabinete, aonde todos irão, daqui a pouco, para receber também uma homenagem individual, a imagem de 16 Nossas Senhoras. Se era para esconder, nós vamos exaltar. Se era para não aparecer, nós vamos gritar. E que honra hoje ter aqui, no Plenário, quase que a unanimidade de pessoas católicas apostólicas romanas, na essência da nossa fé, na coragem das nossas lutas. Muitas vezes, eu vejo, em alguns colegas parlamentares, a coragem de união de valores, mas, poucas vezes, a exaltação da nossa Mãe. E que bom, que honra tenho eu de estar aqui, por diversas vezes, falando o nome d'Ela; e, hoje, de uma maneira ainda mais especial, homenageando as nossas escolas confessionais católicas.

Quero dar a todos vocês os meus parabéns e dizer o meu muito obrigado por cada dia sem dormir, por cada dia entregue, por cada trabalho feito, por cada salário revertido, por cada vocação aceita e colocada em prática. Muitas vezes, vocações que alguns não entendem. Às vezes, vocações que nos fazem chorar. Mas obrigada pelo “sim” de vocês em meio a dificuldades, em meio a calúnias às vezes, em meio a multas, em meio a perseguições, por não desistirem, manterem-se de pé, manterem-se firmes, manterem-se unidos. Só assim venceremos todas as batalhas que vierem. Já vieram algumas. Quem poderia imaginar que colégios católicos seriam multados ou perseguidos por ensinar ensino religioso ou por rezar uma Ave-Maria?

Há um tempo atrás, eu estava no colégio de Maria da Fé, conversando com a diretora, e ela falava sobre a necessidade, muitas vezes, de ter que dividir a capela com a biblioteca, pela perseguição que muitas vezes superintendentes locais fazem às escolas. Escola católica tendo que, em alguns momentos, disfarçar, por algum motivo, capelas. Escolas multadas, que aconteceram e estão acontecendo, por ensinarem o que têm de mais valioso: ensino religioso. Escolas essas que nasceram para fazer o bem e que já têm notas reconhecidas e filhos, alunos reconhecidos no País, quiçá no mundo. Daqui sairão excelentes alunos, porque entendemos – vocês entenderam – a junção daquilo que é mais sagrado para as crianças e para os nossos jovens.

Que honra ser a autora desta homenagem, que o deputado pode fazer uma por ano. Que honra a minha poder homenagear as escolas católicas – pais, mães, diretores, professores, voluntários, cantineiras, faxineiras, diretoria, administradores, todos que deram o seu “sim” para estarem aqui. Este movimento não nasceu no coração de uma pessoa específica ou na ideia de alguém. Nasceu da graça do Espírito Santo; nasceu do agir do Espírito Santo; nasceu, mais uma vez, da individualidade da nossa fé, o Espírito Santo, que se fez presente no coração de cada um e que ainda se fará muito mais presente. Como eu disse, se já estão incomodados com a nossa força, se já estão incomodados com a nossa coragem, se já estão incomodados com tantos alunos, preparem-se porque o nosso futuro é gigante. Se Deus quiser, os 853 municípios de Minas Gerais – este estado tem a oportunidade de ter 853 municípios -, o Estado com mais municípios do nosso país, um quarto dos municípios do nosso país, se Deus assim permitir, em breve, teremos uma escola em cada cidade.

Se Deus me permitir, ajudarei cada escola, para que cada pai e cada mãe de família que têm vontade de colocar seu filho na escola e não podem pagar – muitas vezes, as escolas dão algumas vagas, mas não podem dar para todos, porque precisam sobreviver – que as emendas possam chegar a cada escola, para que nenhuma família que queira colocar seu filho em um colégio confessional católico seja privada por falta de recurso financeiro. Isso não acontecerá enquanto estivermos aqui defendendo as escolas católicas.

Falei em alguns discursos que, para liberar as drogas no nosso país, daremos a nossa vida; para liberar o aborto no nosso país, daremos a nossa vida e para fechar as escolas católicas confessionais, daremos a nossa vida. Por cima de nós e de muitos outros que se unem a nós, que estão acompanhando… Só assim para proibirem escolas confessionais católicas no nosso estado. Só assim para proibirem pais e mães de família de matricularem seus filhos no local em que se sentem confortáveis, porque sabem que seus filhos não vão se desvirtuar.

O primeiro local de acolhimento, de cuidado, de ensino é dentro de casa. Tive a alegria de ter mãe e pai católicos que me ensinaram que o meu parquinho eram os corredores da Canção Nova, eram os corredores do show dos católicos. Eu até brinco que amo Flávio Vitor, Ramon e Rafael e os cantores que estão nascendo, mas que nasci mesmo foi com o Eugênio Jorge, com Eros Biondini, com Celina Borges, porque nasci crescendo e ouvindo esses cantores que iniciaram a renovação carismática católica.

Pais e mães são o início da criação dos filhos, mas, muitas vezes, precisam trabalhar – quiçá o dia inteiro – e seus filhos precisam ficar na escola ouvindo conteúdo o dia inteiro, materiais didáticos o dia inteiro e, porventura, alguns perdem seus filhos para algumas ideologias que tentam colocar na cabeça das nossas crianças.

Enquanto eu for parlamentar, estarei aqui, nesta minha vocação, sendo a voz das escolas católicas confessionais, para que os pais possam ter a tranquilidade de que seus filhos terão uma escola para estudar, sem que qualquer outra ideologia diferente da nossa entre na cabeça das nossas crianças.

Parabéns a vocês, líderes e diretores das escolas, por não se amedrontarem, por não se acovardarem ou por não pararem quando diversas adversidades chegaram. Com alguns já tive oportunidade de conversar e sei de tamanhas adversidades que chegaram para vocês. Professores, voluntários, obrigada pelo ensino de vocês, cada um com sua vocação, cada um com o seu chamado, cada um com o seu talento, mas sem enterrar, dando as mãos, para que a gente tenha de novo a maior voz, no nosso, país da Igreja Católica Apostólica Romana. Que o nosso país possa voltar a se chamar Terra de Santa Cruz. Se um dia falaram por aí que estávamos perdendo os nossos jovens, nossas crianças, eis-me aqui, a deputada mais nova da história do Brasil, católica apostólica romana. Sei os mandamentos e os meus direitos. Sei por aquilo que devo lutar e sei aquilo que devo defender. Aqui estão novas escolas católicas para colocar o nosso Brasil no rumo certo.

Estou aqui para também impulsionar colegas parlamentares do Estado de Minas Gerais, mas de outros estados também, para que possamos nos unir, porque unidos somos muito mais fortes. Como meu pai disse: “Católico precisa dar a mão para católico, precisa fazer comunhão com o católico, porque nada é mais bonito que eucaristia diária, nada é mais bonito que um terço no nosso pulso, nada é mais bonito que a nossa Mãe, nossa Virgem Maria”. Que Deus abençoe a vida de vocês. Rezem por nós, rezem pela nossa vocação, rezem pelo nosso chamado, e nós rezamos pelo chamado de vocês, para que possamos estar aqui em outros anos, falando com muito mais escolas já nascidas e criadas no nosso estado.

Finalizando a minha fala, o objetivo desta reunião foi, primeiro, para parabenizar vocês; segundo, para mostrar para o nosso estado a força e a nossa unidade; terceiro, para encorajar aqueles pais que têm também o fogo ardente no coração de criar novas escolas católicas, mas, porventura, ainda estão com algum receio ou com algum medo. Vale a pena! Como diz a nossa fé: “Coloque o pé, que Deus coloca o chão”. Assim, tenho certeza de que, na escola de cada um de vocês, vocês deram o primeiro passo, e Deus… E os milagres foram acontecendo. O Espírito Santo foi agindo.

Que esta homenagem, que este momento possa encorajar o nascimento de tantas outras escolas, que, quem sabe, um dia estarão aqui testemunhando que a fé e a nossa união as fizeram se encorajar. Que Deus abençoe a vida de vocês. Que Deus abençoe o chamado de vocês. E vamos juntos, porque há lutas que só de Ave-Maria em Ave-Maria. Há batalhas que só de Ave-Maria em Ave-Maria. Obrigada por estarem aqui. Obrigada por acreditarem em nós. Que Deus nos conduza – vocês e as nossas crianças – à maior pureza, que agora elas mostrarão cantando e abrilhantando a nossa noite.

A nossa luta está só começando. Já andamos muito, mas ela está só começando. Coragem! Como disse o Monsenhor Jonas Abib: “Ou santos ou santos”. E, aqui, a gente ensina para as nossas crianças serem ou santas ou santas. E ponto final. Nada mais importa. E, quando alguém me disse “fale que você é cristã para que você possa aglomerar todos”, eu disse: “Primeiro eu sou católica. Depois eu sou o que Deus quiser que eu seja. Hoje sou parlamentar”. E, se eu for perder por isso, tudo bem. Mas primeiro sou católica. Depois, administradora ou aquilo que Deus quiser de mim. Que essas crianças e todas as crianças das escolas entendam isto também: primeiro católicas; primeiro militantes das nossas pautas, dos nossos mandamentos, dos nossos valores e, depois, aquilo que Deus quiser de nós, aquilo que Deus quiser que sejamos.

Que aonde formos, que por onde passarmos, possamos levar o Espírito Santo, levar um pouco da nossa fé. Que Deus abençoe a vida de vocês. Que vocês sejam inspiração para tantas outras crianças. E, por onde passarem, levem Jesus, Nossa Senhora, os nossos mandamentos e os nossos valores, mesmo que isso seja motivo de calúnias, perseguições, risadas e isolamento. Mas que vocês sigam firmes, defendendo aquilo que os pais, os familiares, os professores e as escolas ensinaram para vocês, porque vale a pena – vale a pena ser de Deus, vale a pena ser de Nossa Senhora. Parabéns a todos. Queríamos que todos pudessem estar aqui em cima falando, recebendo a placa, mas isso não foi possível. Por isso, logo ao encerrar, que vocês possam ir ao nosso gabinete para que vocês vejam quantas Nossas Senhoras lá estão e para que possam receber a placa individual.

Agora, encerrando a minha fala, vou ler a fala do nosso presidente Tadeu, que não pôde estar presente hoje. (-Lê:) “Há escolas que ensinam a ler o mundo, e há escolas que ensinam também a servir ao próximo. As escolas católicas, em todas as regiões do nosso estado, sempre souberam conjugar essas duas vertentes do ensino. E é por esse motivo que hoje elas recebem da Assembleia Legislativa de Minas Gerais esta justa homenagem.

Nascidas junto com as primeiras cidades do interior mineiro, muitas vezes antes mesmo das praças e das avenidas, essas instituições se destacam por enxergar em cada aluno muito mais do que o nome na lista de chamada. Ao unirem o saber acadêmico, a ética e a cidadania, as escolas católicas têm colocado a educação a serviço de causas da maior relevância para Minas Gerais e para o Brasil. Sua pedagogia afirma a dignidade da pessoa, o valor do trabalho e o compromisso com o próximo, despertando vocações e formando cidadãos capazes de honrar a palavra dada e de contribuir para o bem da comunidade.

Minas Gerais é, em grande medida, filha dessas escolas. Do lavrador ao doutor, inúmeros cidadãos mineiros, mães e pais de família, por sucessivas gerações, levam no coração as boas lembranças de uma escola católica que os acolheu e educou de maneira afetuosa e que acreditou no seu potencial. Mesmo diante de tantas transformações ocorridas, ao longo do tempo, no ensino e na sociedade, essas instituições sempre se mantiveram fiéis à sua missão original de ensinar com qualidade e educar com amor.

São muito merecidos, portanto, o reconhecimento e a gratidão que o povo mineiro nutre por suas escolas católicas e por todos aqueles educadores que, ao longo da nossa história, seguiram sua nobre vocação com empenho e desprendimento. Sendo assim, em nome do Parlamento mineiro, saudamos calorosamente as escolas católicas de Minas Gerais, reiterando os nossos votos de que continuem, por muitas gerações, a formar cidadãos que fazem a diferença em nossa sociedade. Cumprimentamos também as irmãs, os padres, os professores e os gestores, que fazem dessa missão silenciosa uma obra de vida, e manifestamos a eles o nosso agradecimento e a nossa admiração. Muito obrigado. Presidente Tadeu Leite.”