EROS BIONDINI, deputado federal - MG
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 05/08/2026
Página 3, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 16779 de 2026
24ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 3/8/2026
Palavras do deputado federal Eros Biondini
A Palavra de Deus diz: “Ninguém conhece o Pai, senão o Filho; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai ou aquele a quem o Pai o quiser revelar”. Eu tenho uma alegria profunda no meu coração de, conhecendo a minha filha, junto com a minha esposa Adriana, ver minha filha lutar, desde que nasceu, e ocupar com tanta dignidade esse espaço e doar a sua vida, porque é assim que nós a temos acompanhado diariamente – e vocês também -, vendo-a doar a sua vida, dia após dia, para fazer o bem.
Um dia eu também fui deputado estadual. Em 2006, fui eleito e, em 2007, fiz o meu primeiro pronunciamento, Rodrigo, exatamente deste microfone, neste lugar. Eu não tinha a mínima experiência como parlamentar. Eu via muitos se pronunciando e estava observando para quando chegasse a minha vez e me sentisse seguro para falar alguma coisa. O meu primeiro pronunciamento eu quero repetir aqui agora. Eu estou um pouco emotivo, vou tentar respirar fundo e segurar. Olhei para os deputados que estavam sentados. O Plenário estava cheio, como agora, e é difícil uma homenagem, uma reunião solene, ter todas as cadeiras do Plenário ocupadas, como a de hoje. Pensei: “Jesus, o que eu vou falar?”. Eu não tenho experiência política partidária, eu não sou conhecido politicamente por ninguém aqui. Ninguém aqui esperava a minha eleição e também não conheço ninguém pessoalmente, seus propósitos, sua índole. Então eu fiz o seguinte nesse pronunciamento: cumprimentei os meus colegas e disse que, para o meu primeiro pronunciamento, eu queria somente ousar repetir as palavras de Jesus, quando Ele disse que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e doar a sua vida em resgate de muitos. Então olhei bem nos olhos de todos, como que dando um recado, e disse: “Eu queria que vocês soubessem o que me trouxe a esta Casa. Eu não vim para ser servido”. Dei uma pausa para que eles entendessem. “Eu vim para servir e doar a minha vida nestes quatro anos em resgate de muitos”. Agradeci e desci. Foi um dos pronunciamentos mais curtos, mas, creio, um dos mais eficazes, porque não só me blindou – não só me blindou -, como também produziu resultados. Hoje nós temos aqui, junto com vocês, pessoas às quais realmente eu dei a vida para resgatar. Por exemplo, a Érica, que está presente, representa os dependentes químicos, que, através do nosso projeto, se recuperaram das drogas.
Mas hoje o foco, o assunto, o tema, a homenagem, é às escolas católicas confessionais. Que segmento nobre, que segmento admirável! Vocês são, sem dúvida, a resposta de Deus para este mundo. Vocês são a resposta de Deus para este mundo, para este mundo de contravalores, para este mundo de doutrinação das nossas crianças, para este mundo anticristão. Mas vocês hoje estão mostrando – porque estamos ao vivo – ao mundo que esse segmento é forte e está sendo respeitado e valorizado, respeitado e valorizado na pessoa da deputada mais jovem da história do Brasil. A deputada mais jovem da história do Brasil quis Deus que fosse também a madrinha das novas escolas católicas confessionais, que estão cuidando da formação das nossas crianças. E isso, daqui a uma geração, sim, se transformará na mudança do nosso país.
Eu quero parabenizar a Chiara e dizer da feliz inspiração que teve. Vocês sabem que um parlamentar não tem muitas oportunidades de fazer uma reunião solene. Quando aparece a oportunidade, ele tem que escolher a dedo. Ela poderia escolher tantos segmentos importantes, como as comunidades terapêuticas, as novas comunidades. Poderia escolher os nossos movimentos católicos, algum deles, como Terço dos Homens – sou autor da lei do Dia Nacional do Terço dos Homens – e Mães que Oram pelos Filhos. Na primeira oportunidade que teve de ser autora de uma reunião solene de homenagem, escolheu, por inspiração de Deus, as escolas, os colégios católicos confessionais. Fiquei feliz de ela começar rezando a Ave-Maria, porque estamos sofrendo perseguições e, se descuidarmos, nem nas escolas de vocês a Ave-Maria poderá ser rezada. Podem acreditar. Mas nós estamos rezando a Ave-Maria no Plenário, ou melhor, na tribuna do Plenário da Casa Legislativa de Minas Gerais, ao vivo para todo o Brasil, mostrando que, enquanto estivermos como representantes do segmento católico, os crucifixos não vão sair das repartições públicas, os sacrários não serão retirados das capelas dos hospitais filantrópicos, os movimentos marianos não serão perseguidos nem os terços da madrugada cerceados de dizerem coisas que estão na Sagrada Escritura, porque, se aqui não estivéssemos, podem ter certeza de que teríamos perdido muito os nossos direitos de sermos cristãos, teríamos perdido.
Mas não perdemos nem o direito nem a coragem, porque Deus disse a Josué: eu lhe dou uma ordem: seja forte e corajoso. A minha canção Meus filhos de pé, que depois aconselho todos a ouvirem, fala sobre as promessas de Deus em relação aos nossos filhos e à força da oração pelos nossos filhos. Nós temos a Frente Parlamentar Católica, da qual fui presidente, e, de alguma forma, eu quem oriento quem vai suceder à presidência. Na Câmara dos Deputados, toda quarta-feira, às 8h30min, temos o Grupo de Oração Santa Elena Guerra e somos a força de resistência pela liberdade religiosa. Quero dizer mais a vocês, para vocês e por vocês: a grande perseguição é à Igreja Católica, não simplesmente aos cristãos. Não. O ódio do mal é contra os sacramentos, é contra a Virgem Maria. Isso é muito sério, porque, como dizia o Pe. Léo, seja amigo de quem é amigo de Jesus. Mas quem é amigo de Jesus – o seu amigo, que é amigo de Jesus – precisa ser amigo de Nossa Senhora, porque Jesus, do alto da Cruz, disse a João: “A partir de agora, essa aí é a sua mãe”. E, a partir daquele instante, João levou Maria para morar com ele. Tudo por Jesus, nada sem Maria! Que São Miguel Arcanjo interceda e combata a nosso favor, e o sacrifício que vocês fizeram para vir de tão longe – Juiz de Fora, Montes Claros e tantos e tantos lugares – valeu a pena, pois, quando fazemos presença, legitimamos o segmento. Quando um segmento adentra a Casa do Povo, ele se firma como um segmento oficial, legítimo, que tem que ser respeitado. E assim é a nossa atuação e a nossa missão enquanto Deus permitir. Parabéns aos colégios católicos! Parabéns, Chiara Biondini!
Saltei os cumprimentos à Mesa, pois seus integrantes já foram nominados, com todo o mérito, e também para não prolongar ainda mais esta noite. Que Deus, pelas mãos de Carla Kutz e de São Domingos Sávio, a quem invoquei interseção nesses dias, quando ocorreu o ataque sofrido por Chiara… A minha resposta foi que, desde que ela era criança, nós lhe ensinamos a oração de São Domingos Sávio ou a frase de São Domingos Sávio, que dizia: “Antes morrer do que pecar”. Então que todos saibam: para nós, antes morrer do que pecar. Que Deus abençoe vocês, os colégios de vocês, os alunos de vocês, os professores de vocês! Já posso antever um Brasil melhor, muito melhor por causa de vocês! Obrigado.