Pronunciamentos

CARLOS BARTOLOMEU, diretor administrativo e financeiro da Bartofil

Discurso

Agradece a homenagem recebida pelo 80º aniversário de fundação da Bartofil e pela história de dedicação da empresa ao Estado de Minas Gerais.
Reunião 23ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 15/07/2026
Página 4, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 18586 de 2026

23ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 13/7/2026

Palavras do Sr. Carlos Bartolomeu

Pessoal, boa noite. Agradeço muito a presença de todos, em especial do nosso deputado Antonio Carlos Arantes, representando o presidente da Assembleia, deputado Tadeu Leite. Agradeço ao meu amigo, grande deputado que, há muito tempo, a região de Ponte Nova e o Vale do Piranga não tinha. Desde o primeiro momento, quando ele era prefeito, eu falava que ele seria deputado, que teria representação, porque é aquele que faz. Ele fez acontecer em Rio Casca, ajustou a cidade. Quando ele esteve em Ponte Nova, eu falei com o meu genro, que é de Rio Casca: “André, é preciso conhecer o Adriano”. Ele foi lá, nós conversamos, e falei: “Adriano, a responsabilidade sua é grande. Você pode assumir, que nós vamos estar juntos a todo momento”. Graças a Deus, ele está aí e tornou-se um grande diferencial para o Vale do Piranga, onde nós estamos desenvolvendo uma saúde fantástica. Graças a você, isso está se consolidando. É saúde para atender o Vale do Piranga, atender a região lá, que tem mais de quinhentos mil habitantes. É uma referência mesmo. Nós fomos lá e estão construindo um hospital fantástico, junto com o Arnaldo Gavazza e o Nossa Senhora das Dores. Então, muito obrigado, Adriano. Você faz um diferencial fantástico. Ponte Nova tem você como referência, para juntos fazermos um diferencial grande na região.

Cumprimento aqui Roberto de Souza Pinto, presidente em exercício da Fiemg – obrigado; Frederico Amaral e Silva, secretário-adjunto de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, representando a secretária Mila Batista.

Pessoal, é muita emoção chegar aqui hoje com 80 anos. Há 80 anos, começou em Amparo do Serra... Antes, eu gostaria de... A gente fica emocionado e perde um pouco a referência.

Cumprimento a Ivana, a nossa eterna presidente, aqui representando os fornecedores. Eu falo que ela é a nossa rainha dos fornecedores. É referência em fornecimento e uma parceira muito grande – obrigado, Ivana. Leve esse cumprimento a todos os fornecedores. Há muitos representantes aqui presentes. Cumprimentando o Itanair Guilherme, de Ponte Nova, cumprimento todos os representantes.

Cumprimento também o meu amigo e parente Roberto Portugal, neto do irmão do meu pai, o Miguel. O Miguel foi uma pessoa muito importante na nossa vida. Ele era o irmão mais velho do meu pai, era o padrinho do meu pai, os italianos tinham isso. Você vê aquele retrato lá e parece a máfia italiana que veio para o Brasil. É aquela imagem bonita dos italianos. O meu pai é um dos mais novos.

A gente fica gratificado com a banda. Eles fizeram um exercício para vir aqui, porque trabalham, vieram à tarde e vão voltar hoje. É um sacrifício. Agradeço a todos da banda. Vai ser legal a presença deles.

Cumprimento os meus irmãos, o Renato, por quem tenho um carinho especial. Somos sete irmãos, e construímos tudo juntamente com o meu pai. Então foram oito. Foi uma história fantástica que a gente trouxe até aqui. Somos três hoje: eu, Renato e Zezé. Mas o time é muito forte. Talvez a gente seja uma parte que representa a história e um pouco dos valores que a gente trouxe até aqui, que foram formados, forjados com trabalho, suor – com muito trabalho mesmo.

Então a gente começou em Amparo de Serra, nos anos de mil novecentos e vinte e poucos, quando meu pai se casou e foi formando os filhos. Antônio foi o primeiro, uma pessoa boníssima, fantástica. Lá pelos anos de 1930, 1940 a 1946, meu pai começou a idealizar a formação. A família era numerosa para viver naquele sítio, naquela fazenda. No início de tudo, minha mãe, uma portuguesa fantástica, dona Ludmila – minha mãe era fantástica –, provia toda a casa. Meu pai produzia e, com o produto, ele comprava terra. Então ali foi colocando... Minha mãe, muito cedo, tirava leite, fazia queijo, fazia broa e fazia cuscuz. Enfim, aquela mulher era batalhadora. Eu me lembro, pequeno, que nós tínhamos uma lavoura razoável de café. Após as colheitas, a minha mãe... A Leonilda, pequenininha, num bercinho de bambu, num balainho, e eu, Dora e minha mãe, catando grão de café. Aquele era o grão com que ela faria o pó para alimentar a família. Uma parte ela revendia. E ela tirava o leite e produzia o queijo. E a gente fazia lá, nos grandes caldeirões... O Renato, de vez em quando, escondia-se dentro dele, quando se fazia uma troca. Era um caldeirão imenso. Cozinhava-se inhame para dar para porco. Havia uma produção praticamente toda semana. Eram uns trinta boias-quentes. Minha mãe fazia comida todos os dias. Naquele tempo, eram aqueles caldeirões imensos.

Então a minha mãe foi a batalhadora que gerou a possibilidade de meu pai ter um volume de terra, que, para ele, na época, era razoável. Ele conseguiu perceber que a terra não daria sustento para todos os filhos, então ele partiu para o comércio, junto com o cunhado Belico e o irmão do Belico, até 1948. O Belico tinha esse problema de política, futebol, etc., e ele não quis continuar. Ele passou um período junto com o tio Miguel, até 1951. Em 1951, cada um foi para o seu destino: o tio Miguel, junto com os filhos – ele tinha uma família numerosa –, e meu pai, com uma família numerosa também, com 10 filhos. Nós éramos 12 e 2 morreram novos, então sobraram 10. Era um time muito grande. Então o italiano botou os filhos no comércio, e as filhas seriam professoras, como na tradição italiana. Aos poucos, foi chegando o Antônio, o Darcy, o Tonzinho, o Zezé, que é um grande batalhador e está hoje hospitalizado por ter se submetido a uma cirurgia de plastia, mas está indo embora quinta-feira. Ele quer ir à Bartofil – ele vai lá todo dia. Ele vai fazer 99 anos agora, no dia 14 de agosto. Então a turma é bruta. É 89, falei 98. A gente fica... É muita coisa 89. Com certeza, no ano que vem, 81. São 81 de Bartofil e 90 de Zezé. Depois veio o Humberto, que era um dentista, mas que tem sangue de comerciante. É o pai do “Caneta Pesada”, o Marcelo. Marcelo é bruto na conta, então ele é chamado de “Caneta Pesada” – de vez em quando, ele pesa mesmo. “Marcelo, calma, que o bicho não vai caber, não”. Então o Marcelo... Depois eu, que tive a oportunidade diferenciada de ter uma formação e que estudava economia em Juiz de Fora. Tive a oportunidade de ser chamado para a empresa. Então eu já cheguei à empresa no caminho.

Na última conversa que eu tive com o presidente da Becton, ele falou: “Carlos, cuidado. Família não é fácil. Nós estamos vendo o exemplo da Matarazzo, uma família que está se dissolvendo. A briga da Maria Pia com os Matarazzo, aquela coisa toda... Você vai para um negócio, você está no meu projeto para fazer e voltar para os Estados Unidos. Vamos fazer e tal”. Aí eu falei: “Hoffman, eu não posso deixar de atender meus irmãos. Se amanhã nós tivermos um sucesso...” Eu poderia ter ajudado naquele momento. Logo que eu cheguei, uma das coisas que a gente começou a fazer e que é fundamental em toda empresa foi separar a empresa da família. Então, em 1978, junto com meus irmãos, eu falei: “Nós temos que ter cuidado. A empresa é muito pequena, e a família é muito grande. Se não tivermos um tratado, um documento que limite a entrada da terceira geração, ficará difícil. Então vamos fazer esse compromisso”. Fizemos um compromisso, e houve uma série de coisas lá. Eu acho que foi muito bom.

Na vida, tudo acontece e, às vezes, Deus faz alguma coisa. Quando alguém cumpre uma missão, às vezes, Ele leva. Então nós perdemos o Humberto, com 40, em 1980. Eu estava chegando, começando a conviver na empresa. O Humberto era um gênio, o Humberto era muito inteligente. A família toda trabalhava muito, e o Humberto era muito inteligente, um cara simpático com fornecedores e com todos. Ele foi numa pescaria, e Deus o levou. Foi um trem de doido. Então imaginem que, para nós, aquela perda... A cada representante que chegava, havia um choro. Eu me lembro de que o Toniquinho, quando veio da Bahia, ficou quase uma semana... Ele não podia entrar lá porque chorava, e chorava copiosamente com a gente.

Aí houve uma situação em que... Talvez Deus tenha mandado aquilo para um momento maior. Meu pai ficou deprimido. Nove filhos, uma viúva... “O que vai ser da gente, Carlos? O que é que vou arrumar?”. Então eu tive o privilégio de ser um apoiador, um ouvidor e um confidente. Eu estava com 30 anos, 4 meses de casado, e praticamente assumi três filhos: o Marcelo, que hoje é uma pessoa maravilhosa – como sempre foi –, a Renata e a Adriana. A gente passou a ser pai. Meus irmãos... Fomos pais deles, e eu, em especial, que ia todo dia... Minha mulher perguntou: “Como será, Carlos? Qual vida você vai levar?”. Ela foi compreensiva, e agradeço muito à minha esposa por todo esse trabalho que vem dividindo comigo.

Hoje a empresa tem um timaço, graças a Deus, composto pela família e por muitos outros que não são da família. Mas, naquele momento, a situação foi esta: “Meu pai, fique tranquilo”. Ele se preocupava. “Estou no fim da vida. Não vou aguentar viver sem o Humberto e com essa dor profunda”. Eu falei: “Calma, pai, porque nós vamos arrumar isso”. E nós criamos uma holding. Havia uns professores bons em Juiz de Fora, muito amigos. Havia o Ferreira, que foi uma pessoa fantástica, e também o Dr. Martiniano Ferreira. Nós constituímos rapidamente os sítios, as fazendas, que aparentemente eram vários sítios. Consolidamos aquilo tudo numa Bartofil agrícola. Tudo o que nós tínhamos lá foi uma consolidação da FBC Administração e Participações. Essa foi uma das primeiras holdings, em 1982 ou 1983, que nós constituímos. Eu falei: “Pai, ninguém mais, pessoa física, é dona. Quem é dono... O senhor é, mas o senhor é um acionista da FBC, e nós vamos ser também. Na falta do senhor, fique tranquilo. Ninguém vai brigar. Ninguém vai ter um imóvel diferenciado. A empresa é dona de tudo, e o senhor é dono dessa empresa, que é dona de tudo – a FBC”. Falei: “Quanto o senhor quer? 80%? Então ficará com 80%”. Minha mãe... O Antônio entrou com zero vírgula... Um... Tinha que haver três para constituir; o Antônio era o mais velho, e minha mãe ficou com o restante.

Esse foi um momento que consolidou a possibilidade de uma família seguir viagem. Isso porque qualquer probleminha que há numa família melindra, traz problema, traz a sensibilidade de uma mãe, de um pai... Isso é milenar, e a empresa é centenária. Então, às vezes, você coloca a família acima de tudo. E você ter uma empresa que gere a família... Ela tem que ser independente, o que nós somos hoje. Somos independentes. A empresa tem um time, não tem presidente, e vamos ter eternamente... A gente tem estatuto, tem limite. Hoje somos cinco diretores. Somos três do conselho: eu, Renato e Zezé. Nós somos do conselho. E há o time todo da família: somos 12. Parece até um número bíblico, parece que Deus nos mandou. Somos 12; somos 12 guerreiros. Podem ter certeza de que o time está aí.

O Lucio... Quando nós combinamos que não íamos trazer a família, o Lucio foi o primeiro. Nós fizemos um documento convidando o Lucio, que estava na Alcan, indo embora para a Bahia. Falamos: “Não, venha cá”. Foi um custo para trazê-lo, mas o trouxemos. Trouxemos também o André, que é casado com a minha irmã, de Ipatinga, da Usiminas. É um cara muito especial na informática. Nós o levamos para Ponte Nova, e ele nos ajudou muito na informatização. Naquela época, o desejo era informatizar, e é assim hoje. Então, André, nós devemos muito a você pelo que você construiu de organização. Você é organizado, e na informática deve haver organização. Depois veio o Márcio, que falava inglês e veio do BDMG. Enfim, foi colocando cada um da família aí. Graças a Deus, somos hoje 12 na família e 3 se preparando para ficar no conselho; porém não vai ficar fácil – vai ficar no conselho, mas vai ficar lá dentro. Zezé vai lá todos os dias – inclusive, no sábado, ele vai ao CD, bem como no domingo, de manhã, ficando por lá duas horas vendo o que faturou e o que não fez – e a gente também. Agradecemos muito às esposas a compreensão, porque houve momentos aqui em que ficamos... Logo as esposas tiveram uma compreensão grande.

Então essa empresa foi constituída e vem crescendo. Hoje temos mais de 700 fornecedores. A nossa força está em vocês. Nós não somos... Estamos conduzindo uma empresa que é o somatório da força de vocês. Nós vamos para o campo sabendo que há uma retaguarda que nos fornece, que nos dá prazo, que nos abre condições, enfim, que nos dá condições de fazermos uma empresa diferenciada. Ela tem que ser exemplar na transparência, no espírito de união, na simplicidade. Nós temos que entender que o emprego é o que dá dignidade. Hoje temos acima de 2.300 funcionários, 1.600 representantes, 550 transportadores que trabalham na empresa. Então é dignificante. Numa das últimas mensagens que o Antônio nos passou, o sonho dele era... Ele imaginava que a empresa ia chegar a esse porte. O lucro importante é você investir, mas o mais importante é dar dignidade às pessoas. Hoje temos certas dificuldades. O Brasil está passando por uma série de situações. A nossa empresa tem uma situação diferenciada por estar no interior. Nós estamos fazendo uma recuperação dos jovens. Nós temos um programa do menor aprendiz que está ali fazendo desses rapazinhos psicólogos, mostrando a oportunidade que a Bartofil vai lhes dar. Desse time já passaram mais de 300. Nós já tivemos mais de 170 na gestão administrativa, no telemarketing, no ataque, no comércio, no CD. Inclusive, temos hoje um subgerente. Primeiro, depois do RH e do gerente-geral, há um cara lá que foi menor, entendeu? Hoje estamos começando a fazer um trabalho nas escolas de levar os alunos de 12 e 13 anos para passearem pela empresa e conhecê-la e lhes dizer: “Aqui tem um futuro. Vocês um dia podem trabalhar”. Isso é para deixar de ocorrer aquela situação de o menor dizer: “E aí, o que eu faço?”. Acho que, fazendo isso, estamos ajudando o município e a Nação no sentido de essas pessoas terem dignidade e ganharem o seu.

Nós temos uma preocupação muito grande dentro da sociedade na qual nos encontramos e utilizamos muito bem a questão dos incentivos da Lei Rouanet, ou seja, patrocinamos duas bandas onde havia menores para aprenderem. Quem é músico é diferenciado. Nós temos aí a grande Menino de Jesus que ajudamos, bem como o esporte. São mais de 450 crianças que estamos retirando da rua e levando para, quem sabe, serem jogadores e vermos se o Brasil, daqui a oito anos, ganhe mais uma Copa e esse time ajude lá.

Juntos com o Albertinho, que foi uma das pessoas que sempre... Gente, precisamos usar o Pronon no hospital. Nós temos um tratamento de câncer em Ponte Nova e estamos jogando no ralo um dinheiro que poderíamos usar. Juntos, em 2023, com o Albertinho, conhecemos o Pedersini e tivemos uma força para conseguir levar uma ressonância. Agora, no final do ano, foi implantada uma ressonância de primeiro nível de quase R$6.000.000,00. Esse foi com um trabalho focalizado junto aos fornecedores. Inclusive, à Lonax e à Starrett, bem como a vários fornecedores aos quais, juntos com a Tambasa, pedimos e conseguimos, graças a Deus. Então temos condições de ajudar muito mais, está certo?

Gente, agradeço imensamente estar aqui representando os meus irmãos, a minha família. Todos aqueles que já foram, com certeza, estão aqui em luz. Imagino a alegria do meu pai, da minha mãe, do Antônio, do Darcy, do Tonzinho e do Humberto. Eles estão lá batendo palmas e orando por nós. Apesar de tudo, estamos nos sentindo calejados com as situações e prontos para o que vier no mercado. Hoje temos que ter agilidade. Nós estamos fazendo CDs próximos dos nossos clientes. Nós temos feito feiras, com avanço. Você tem que montar equipe. Você tem que ter condições de acompanhar auditoria, processos. Partimos para Campina Grande; agora, estamos fazendo Davinópolis.

Davinópolis é uma cidade inspiradora, que nos leva a lembrar a luta do Davi contra o Golias. Então nós estamos aí. A empresa está simbolicamente usando Davi como uma referência, para a gente lutar com o gigante das dificuldades que temos hoje: do aumento do custo da mão de obra. Isso tudo vai para o preço. Não adianta, você, às vezes, tem que deixar a liberdade. Com ela, você remunera. O mercado é a lei da procura e hoje estamos tendo que formar essa mão de obra. Então nós temos que estar calejados e preparados para enfrentar o mercado.

Hoje, precisamos analisar a fundo as questões, a fragilidade. Hoje o mercado, vamos dizer assim... Olhem a benesse do Mercado Livre, que representa todos aí. Aí existe uma sonegação fantástica, mas não é hora de falar isso. Quero dizer que vamos enfrentar isso. Nós estamos preparados para isso. Certo? Mas vai ter uma hora que alguém... A justiça nunca tarda, e o mal acaba. Nós já passamos muita dificuldade e chegamos nesse ponto aqui.

Eu agradeço a todos, os nossos familiares, a minha esposa, os amigos que estão aqui. Enfim, quero agradecer, de coração, esta Casa que nos deu este presente, trazendo um pouquinho da nossa história. Quero dizer que é possível acreditar no País, e nós vamos acreditar e vamos investir um valor significativo em Davinópolis para chegar, em final de 2027, quem sabe, em outros pontos.

Quando acontece um investimento desse... Minas Gerais... você está levando para lá? Não, porque toda a nossa gestão e inteligência é em Ponte Nova. Nós atendemos todas as compras em Ponte Nova, todas, toda a gestão de crédito de Ponte Nova, o call center em Ponte Nova. Quando você cresce um braço para atender uma determinada região, você cresce um volume significativo em Ponte Nova e consolida essa inteligência. Hoje nós estamos aí com a IA, a inteligência artificial, batendo a nossa porta. A gente já está abrindo a porta e a recebendo, e vamos utilizá-la. Está bom?

Então, confiem. Nós temos um time. Não sei se era para finalizar. Era para a aparecer a família aí. Não sei se está... Acho que não. Quero dizer que ali tem a continuidade. Oitenta anos é muito importante, mas, mais do que 80 é a continuidade, é você ter certeza que há um time ali com todos os valores. E tem mais: a gente tem a quarta geração. Está aqui o Rodrigo, que é um sobrinho-neto. Nós temos muitos familiares hoje da quarta geração, que poderão vir. Então a gente está preocupado em formar isso aqui. Com certeza, a gente tem um time para tocar esta empresa por mais 25 anos. Então nós podemos tranquilamente passar dos 100 anos, com o time que está na empresa. A gente conta com todos vocês, com o amigo Adriano, com todos que estão aqui, os fornecedores, os representantes, os amigos que incentivam. Nós estamos de passagem. Daqui a pouco, estaremos entregando o bastão, mas ficando perto deles. Como que vai ser isso?

É muito importante dizer que nós temos um fantástico conselheiro, que nos ajuda muito. A todo momento, a gente está colocando regras para evitar situações que venham trazer algum constrangimento, algum problema para a família. Então a gente tem que preparar antes. Você não vem corrigir, você vem prevenir problemas. Família com mais de 60. Nós temos quase 60 acionistas. Você vai distribuindo, mas você vai trazendo, às vezes, a sensação assim...

A situação hoje de qualquer CPF está assim, como a nossa que está na FBL, uma holding que comanda a empresa. Então a gente está muito tranquilo para tocar isso aqui. Nós estamos tocando com independência, com diretoria formada, com valores. A gente tem um cuidado muito grande de ter competência aliada a isso. Ok?

Então eu agradeço, de coração, meu amigo Adriano, pela homenagem. Agradeço a todos os meus irmãos, os amigos, a família que nos incentiva, os representantes, que é a força que nós temos, os amigos todos que estão presentes. Muito obrigado. Que Deus abençoe a todos e proteja uma empresa igual a essa para seguir dando exemplo e dignidade a um povo! Muito obrigado.