Pronunciamentos

ALEXANDRE FIGUEIREDO DE ANDRADE URBANO, presidente da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Minas Gerais – ADCE-MG.

Discurso

Agradece a homenagem recebida pelo 60º aniversário de fundação da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa de Minas Gerais – ADCE-MG.
Reunião 18ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 17/06/2026
Página 4, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 10789 de 2025

18ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 15/6/2026

Palavras do Sr. Alexandre Figueiredo de Andrade Urbano

Boa noite a todos e a todas. Este, especialmente, é um momento muito importante para minha pessoa. Estar representando a ADCE na Casa do povo mineiro é motivo de muito orgulho para mim.

Exmo. Sr. Deputado Adriano Alvarenga, representante do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Tadeu Leite, muito obrigado. Exmo. Sr. Deputado Antonio Carlos Arantes, que é da casa, da ADCE, da casa de Minas Gerais e desta Casa, autor do requerimento que deu origem a esta homenagem. Mais uma vez, já pude fazer inúmeras homenagens e farei outras mais. Muito obrigado por esta homenagem muito justa, por toda a trajetória construída pela ADCE. Exmo. Sr. Vereador Maninho Félix, representante da Câmara Municipal de Belo Horizonte, muito obrigado pela presença. Exmo. Sr. Delegado de polícia Antônio Carlos de Alvarenga Freitas, representante da Polícia Civil de Minas Gerais, muito obrigado pela presença. Cumprimento também meu antecessor e nosso chefe, o presidente da ADCE Brasil, Francisco Sérgio Soares Cavalieri.

Minhas senhoras e meus senhores, realmente estou tomado por muita emoção, neste momento, por poder receber, em nome da ADCE, esta tão justa homenagem. Não posso deixar de mencionar, inicialmente, o nome de todos os presidentes, porque 60 anos não são 60 dias nem 60 meses, são 60 anos trabalhando, buscando, empreendendo e fazendo ações para que a sociedade tenha um destino melhor.

Gostaria de mencionar – e vocês vão ver – o nome de grandes figuras mineiras: o Sr. Alberto Luiz Gonçalves Soares; o Sr. Mário Agostino Cenni; o Sr. Mário Oswaldo Ferraz Horta Sampaio; o Sr. Guilherme Augusto Gonçalves Soares; o Sr. Jarbas Moreira Batitucci; o Sr. José Guido Figueiredo Neves; o Sr. Elmon Geraldo Dinelli; o Sr. Maurício Andrade Tibúrcio; o Sr. Júlio Ferreira Leite; o Sr. José Athié Campos Cruz; o Sr. Francisco Sérgio Soares Cavalieri, que me precedeu; o Sr. Sérgio Eduardo Michetti Frade, que está aqui presente e é um dos culpados, juntamente com o Sérgio e a Maria Flávia, por eu estar aqui representando-os; a Sra. Maria Flávia Cardoso Máximo. Vejam que grandes pessoas, que grandes empreendedores me antecederam na gestão da ADCE. Como dito anteriormente, a ADCE foi fundada em 1931, no período pós-quebra da Bolsa de Nova York. Então foi um momento conturbado do cenário econômico-mundial, em que se buscou, na Europa, dar um incentivo, uma força, para que não só os empresários e os empreendedores, mas também os colaboradores pudessem vivenciar dias melhores.

Em 1961, a ADCE veio ao Brasil, e, entre os fundadores, os vários empresários de São Paulo, estava o pai do Sérgio Cavalieri, o Sr. Newton Cavalieri. Em 1966, começou a haver uma atividade mais crescente em Minas Gerais, e, durante todo esse período, como já narrei anteriormente, tivemos grandes presidentes com contribuições extremamente relevantes para o desenvolvimento da sociedade como um todo. A ADCE, para quem não sabe, é uma associação cristã, que visa um diálogo inter-religioso e que tem uma centralidade na pessoa humana. É muito importante o CNPJ: que nós tenhamos empresas, e empresas prósperas, mas o mais importante é quem faz essas empresas serem prósperas, isto é, as pessoas, o CPF delas. A ADCE acredita piamente nesse princípio. Então essa centralidade da pessoa humana é um princípio de que não abrimos mão.

Pela exiguidade do tempo que tenho aqui, eu queria mencionar – e o tenho feito com bastante frequência – os cinco pilares que entendo que nos sustentam. O primeiro é a ética nos negócios e a ética efetivamente praticada no dia a dia; não é a ética tão somente dita; é aquela ética que temos de, por princípio e obrigação, respeitar as normas, as leis, e não buscar caminhos mais curtos para se chegar a um determinado destino. Então que se pratique essa ética, ainda que o caminho seja um pouco mais longo, para que cheguemos a um destino bom para toda a sociedade.

O segundo pilar é o bem comum: que não olhemos só para nós mesmos; que possamos olhar para toda a comunidade, toda a sociedade, e não só para os nossos pés nem somente para as nossas pessoas; que essa busca do bem comum possa abranger toda a sociedade e trazer benefícios a ela.

Terceiro pilar: um aspecto que entendo de extrema relevância, que é a lucratividade, o lucro das empresas. É preciso que as empresas sejam sustentáveis e, para serem sustentáveis, elas têm que ter lucratividade, mas que essa lucratividade seja bem compartilhada entre os acionistas e os sócios, que são aqueles que correm mais riscos, mas também que esse lucro seja compartilhado com os seus colaboradores e fornecedores, que são todos aqueles que fazem parte daquela cadeia, daquele ecossistema. Então eu tenho insistido muito nesse aspecto, pois entendo que também é de extrema relevância para a sociedade.

Agora eu queria falar do princípio da subsidiariedade, que é o cuidar do próximo e dar oportunidade àqueles que estão próximos da gente para que também possam se desenvolver e ter uma vida cada vez melhor. Por fim, eu acho que, talvez, esse seja um dos principais ou o principal pilar que temos, porque aquilo que o deputado Arantes falou é extremamente relevante. Como é bom você poder influenciar a vida das pessoas e elas terem um futuro melhor! E aqui eu vou falar da espiritualidade. Como é importante termos isso em mente! Cada vez mais, nós vamos fazer cursos e eventos para estimular isso. E por quê? É porque o exercício da nossa fé para superar todas as montanhas e todos os obstáculos do dia a dia não é fácil! Eu tenho falado de um evento que aconteceu recentemente com uma pessoa muito bem-sucedida e muito nova, que, por enfrentar um obstáculo não tão ultrapassável com certa facilidade, infelizmente nos abandonou na Terra. Essa situação me comoveu de uma forma muito impactante, e tenho buscado falar e fazer e tomar ações para que nós, cada vez mais, pensemos na nossa espiritualidade – não só os católicos, mas membros de todas as religiões. O diálogo da ADCE é inter-religioso. Que nós estejamos irmanados para fornecer cada vez mais possibilidades para que as pessoas se desenvolvam e exerçam a sua fé e ultrapassem todas as montanhas, todas as barreiras, todos os obstáculos do dia a dia.

Tenho certeza de que, trabalhando, e trabalhando muito… Aqui agradeço também a todos os diretores, a todos os associados da ADCE, a quem nós buscamos sempre levar oportunidades. Que possamos trabalhar cada vez mais nesse espírito, para transformar, para servir como agentes transformadores da sociedade. E tenho absoluta convicção de que, com tantas pessoas de bem, com tantas pessoas importantes que a ADCE possui, ela vai possibilitar, vai tornar possível, o desenvolvimento da sociedade.

Muito obrigado a cada um dos senhores que está aqui. Muito obrigado ao deputado Arantes. Eu acho que todos já conhecem a sua trajetória no Parlamento mineiro. Possibilitar esta homenagem para nós é um motivo de muito orgulho, como eu já disse, e de muita honra. Então, muito obrigado a todos. Estarmos aqui presentes e unidos é um motivo, para mim especialmente, de muita alegria e de muita honra. Muito obrigado aos senhores.