Pronunciamentos

PAULO CÉSAR DE OLIVEIRA, jornalista

Discurso

Agradece a homenagem recebida pelos mais de 50 anos dedicados ao jornalismo mineiro.
Reunião 8ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 25/04/2026
Página 3, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 15874 de 2025

8ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 23/4/2026

Palavras do Sr. Paulo César de Oliveira

Boa noite, minhas amigas e meus amigos. Antes de mais nada, gostaria de registrar a minha emoção de estar aqui falando a tantos amigos, a tantos que fazem parte da minha história pessoal e profissional.

O deputado Gustavo Santana é filho do grande José Santana de Vasconcellos, parlamentar que marcou a vida dos mineiros, que tantas vezes ocupou este púlpito para defender as suas ideias e os interesses dos mineiros e dos brasileiros e que foi presidente desta Casa. Hoje o Gustavo é o 1º-secretário desta Casa. Muito me honra ter aqui o Adalclever como presidente desta sessão.

Aqui entre nós uma pequena história dos velhos tempos. Certa vez eu me encontrei com o casal Lourdes e o deputado estadual José Santana embarcando para São Paulo. Nós nos sentamos na mesma fileira num avião da Vasp. Aí, digo ao Santana: “Sua campanha para presidente da Assembleia vai bem, mas você sabe que o governador Francelino Pereira é contra você como presidente da Assembleia”. Santana tomou um susto, desconversou e chegamos a São Paulo. Depois ele me contou que, quando chegaram ao hotel, a Lourdes lhe disse: “Santana, o PCO é bem informado. Tome cuidado com o Francelino”. Foi eleito presidente da Assembleia mesmo a contragosto do Francelino!

Esta é uma homenagem que, certamente, se estende a todos os meus companheiros de profissão, a todos que ajudaram a escrever a nossa história – em alguns casos, a fazer essa história – e que participaram da formação do nosso povo.

Caros amigos, quantas lembranças me vêm à cabeça agora, lembranças de tantos brasileiros ilustres, famosos ou não, com quem convivi e aprendi sobre a vida ao longo de tantos anos de profissão, iniciada com tanto carinho e emoção na minha Montes Claros, passando por importantes veículos de comunicação de Minas Gerais até chegar ao Grupo Viver Brasil, que traduz a história do Brasil e do Estado nas páginas da revista Viver Brasil e no Blog do PCO. Citar nomes aqui dos que participaram desse processo seria correr o risco de cometer injustiças. Por isso, se me permitem o cuidado, vou falar me referindo apenas a Juscelino Kubitschek, com quem convivi, por pouco tempo é verdade. Aprendi a respeitá-lo por sua capacidade de empreender, de ser democrata e de buscar o melhor para o nosso povo.

Meus amigos, a profissão de jornalista nos dá a oportunidade de viver bem de perto o dia a dia de nosso povo, de nosso país. Ontem, mais do que hoje, é verdade, o jornalista é aquele profissional que sai de um palácio, onde dialoga com quem manda, com quem vive no luxo, e com aqueles que vivem no lixo. Dialoga com empresários de todo porte, enfim, com os que movem as engrenagens deste país para, logo em seguida, estar ouvindo as lamúrias dos que vivem no lixo, abandonados pela sorte e pela sociedade. O jornalista é aquele que registra a história, que deixa para o amanhã o certo e o errado de um povo. Sim, cometemos muitos erros também, muitas injustiças, e esta homenagem me dá a oportunidade de refletir sobre o caminho que trilhamos, seja como profissional da imprensa, seja como empresário, seja como cidadão, e sobre os rumos que o País está tomando. Quero me desculpar por isso, mas muitos de nossos erros estão ligados à paixão com que vivemos o dia a dia. Tantos companheiros já partiram e deixaram recordações.

Se estou no exercício da profissão até hoje, depois de mais de 50 anos, na realidade 60, enfim, depois de muitos e muitos anos de emoção, de alegrias e de tristezas também, quero agradecer aos que confiam em mim, aos que acreditam em mim, como meus filhos Paulo César e Gustavo César, como meu neto Pedro, como tantos amigos conquistados ao longo da vida, alguns deles presentes nesta homenagem que, como já disse, me toca profundamente.

Quero agradecer também à minha mulher, Maria Inez Narciso, essa companheira inigualável pela compreensão e paciência, afinal o jornalista é jornalista 24 horas por dia ou até mais que isso. Maria Inez tem um irmão, o Pedro Narciso, que foi deputado de 1974 a 1986, tendo ficado seis meses como presidente desta Casa, quando o então presidente João Navarro saiu para uma cirurgia. Muito obrigado a todos vocês pelos carinho de virem até aqui. Muito obrigado.