Pronunciamentos

DEPUTADO ROBERTO ANDRADE (PRD), autor do requerimento que deu origem à homenagem

Discurso

Presta homenagem à Universidade Federal de Viçosa - UFV - pelos 100 anos de sua fundação.
Reunião 6ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 15/04/2026
Página 1, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 14980 de 2025

6ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 13/4/2026

Palavras do deputado Roberto Andrade

Boa noite a todos. Inicio cumprimentando o deputado Antonio Carlos Arantes, aqui representando a presidência da Assembleia; o Prof. Demetrius, nosso homenageado; o Prof. Alessandro Fernandes Moreira, reitor da Universidade Federal de Minas Gerais; Lyssandro Norton, secretário de Meio Ambiente; Ângelo Chequer, prefeito de Viçosa – na sua pessoa, cumprimento todos os prefeitos aqui presentes; Breno Azevedo de Carvalho, delegado-geral, representando a Polícia Civil – inclusive, Prof. Demetrius, o Breno é oriundo da Universidade Federal de Viçosa; vereador Robson Alencar de Souza, presidente da Câmara Municipal de Viçosa – na sua pessoa, cumprimento todos os vereadores aqui presentes. Cumprimento, ainda, o meu colega e amigo deputado federal Rodrigo de Castro, viçosense também, que fez questão de estar aqui neste momento de homenagem à nossa UFV.

Senhoras e senhores, homenageamos hoje os 100 anos de criação de uma das universidades mais prestigiosas do Brasil e do mundo. A Universidade Federal de Viçosa, nesse século de vida, se transformou em uma potência no ensino, na pesquisa e na extensão. A nossa universidade conta hoje com 15 mil estudantes de graduação e 3 mil estudantes de pós-graduação. Esses alunos estão distribuídos em 71 cursos. A UFV conta atualmente com 54 programas de pós-graduação, 86 cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado e um quadro de 1.272 professores e 1.790 técnicos administrativos. Esses números expressam o gigantismo, a complexidade administrativa e a importância acadêmica e científica de uma instituição multicampi na vanguarda do ensino, da pesquisa e da extensão.

Aos olhos de hoje, com os fartos recursos tecnológicos incorporados ao nosso cotidiano, como a comunicação on-line e instantânea e os melhores serviços de transporte, mesmo assim é possível antever as dificuldades para fazer florescer, em uma pequena cidade do interior, uma instituição de ensino que venha a se tornar um dos centros de ensino e pesquisa mais influentes e importantes do País. Imaginem isso há 100 anos!

Eu sou testemunha dos fatos marcantes para a história da UFV e tive o privilégio de conviver com vários homens e mulheres que construíram as suas bases, que a fizeram florescer. A nossa UFV, caros amigos, traz em sua origem a marca do pioneirismo, presente na superação de dificuldades de infraestrutura e no aprender a ensinar e no fazer ciência, isso em um tempo e em um país dependente dos avanços tecnológicos desenvolvidos no exterior e estranhos às nossas características sociais e, principalmente, ao nosso meio ambiente.

A Lei nº 761, aprovada por esta Casa e sancionada à época pelo presidente Arthur Bernardes, em 6/9/1920, criou a Escola Superior de Agricultura e Veterinária – Esav –, a cellula mater da nossa universidade. A lei que criou a escola, tendo como objetivo ministrar o ensino prático e teórico de agricultura e veterinária, como é devido aos visionários, em seu parágrafo 4º estabeleceu que ela também teria como missão desenvolver estudos experimentais que concorressem para o desenvolvimento de tais ciências no Estado de Minas. O presidente Bernardes poderia, sim, ter levado para Viçosa qualquer grande empreendimento na época, uma fábrica, uma obra de impacto, algo que gerasse resultados rápidos. Mas a grandeza da sua visão foi outra. Há 100 anos, ele escolheu plantar algo muito mais poderoso e duradouro: o conhecimento.

Sabemos que a escolha de Viçosa para sediar a universidade é cercada de histórias contadas por várias gerações, e essa, Prof. Demetrius, gosto bem de contar. Ao reunir um grupo encarregado de dar luz à recém-criada escola, Arthur Bernardes teria dito aos professores e técnicos que eles tinham a absoluta liberdade de escolher em qual cidade de Minas ela seria instalada, desde que fosse em Viçosa. A missão de implantar uma escola que fosse além do ensino e que produzisse pesquisa e avanços tecnológicos se concretizou. Os números citados expressam uma busca incessante e obstinada da universidade e do seu corpo de professores e técnicos administrativos.

O doce de leite é ótimo! Não é à toa que se tornou o melhor e mais apreciado cartão de visita da UFV e da cidade. Esse doce de leite costuma ser um problema. Quando a gente dá um doce de leite de presente, rapidamente, deputada Beatriz, que estava aqui, a pessoa demanda novamente o doce de leite. É um cartão de visita da cidade.

Mas, como sempre faço questão de destacar, a nossa universidade é muito mais que isso. Ela é potência máxima em desenvolvimento tecnológico e ensino. Ressalto sempre que de seus laboratórios saíram soluções tecnológicas que se destacam na agricultura moderna, na biotecnologia, na inteligência artificial e na internet das coisas. Isso ocorreu junto a uma comunidade que soube abraçar, integrar e fazer parte de todo o movimento que transbordou conhecimento de Viçosa para o nosso estado e para o Brasil.

Está aqui o Danilo de Castro, viçosense, meu grande amigo, meu professor, PhD em política. Eu ainda estou no ginásio. Está aqui o Carlos Henrique, de Viçosa, assim como a Ana, de Mariana, oriunda de Viçosa. Enfim, há muita gente aqui. Cumprimento também o nosso ex-prefeito Fernando Sant’Anna, que está aqui nos prestigiando. Então nós, viçosenses – eu, Danilo, Carlos Henrique, Fernando –, temos um orgulho enorme da nossa universidade. Temos com ela, desde os seus primeiros passos, um sentimento enorme de pertencimento, até mesmo de propriedade afetiva. Para quem vive em Viçosa, a universidade faz parte da nossa vida. É onde a gente se encontra, caminha, convive, vive cultura. É um privilégio que poucas cidades do interior do Brasil têm. Mas a maior marca da UFV em nossa região é, nesse um século de vida, muito antes de as políticas afirmativas existirem, ter graduado e tornado mestres e doutores milhares de viçosenses e jovens da nossa região, que jamais teriam condições econômicas de deixar a nossa cidade em busca de uma graduação universitária.

A Semana do Fazendeiro, o mais tradicional evento de extensão rural do País, criada em julho de 1929, é o maior exemplo de integração entre escola e comunidade. Os profissionais formados pela Universidade Federal de Viçosa são, notadamente, protagonistas dessa história de sucesso do agronegócio em todo o Brasil, exercendo com destaque cargos de direção e liderando pesquisas de ponta nos próprios laboratórios da instituição, em empresas de pesquisas e nas mais diversas instâncias da administração pública em todo o País e no exterior. Aliás, a excelente qualificação dos alunos egressos da UFV extrapola há muito tempo o agronegócio e está presente em profissões das mais diversas, sempre com notas altas nos exames de avaliação dos cursos de graduação. Lembro-me de uma conversa com um sócio de um dos grandes escritórios de advocacia de Belo Horizonte. Ele me disse, Rodrigo de Castro, que, ao analisar um currículo de um candidato para trabalhar em seu escritório, quando via que a formação era pela UFV, o candidato já estava praticamente contratado. Ele nem acabava de ler o currículo. Aquilo já era um selo de qualidade. O candidato saía de lá contratado.

Senhoras e senhores, meus caros amigos, nesse processo de expansão vertiginosa do UFV, não há como deixar de reverenciar a memória de homens e mulheres que, a seu tempo, nos mais diversos contextos, conduziram essa instituição ao longo desse um século de história. Refiro-me a personagens abnegados e de grande preparo intelectual, como Peter Henry Rolfs, professor da Escola de Agricultura da Flórida, que deu início ao projeto de estruturação da Esav. Cito ainda figuras como o Prof. João Carlos Bello Lisboa, que assumiu a direção da Esav em fevereiro de 1929; o Prof. Antônio Secundino de São José, diretor da Esav no período da sua elevação à Universidade Rural do Estado de Minas Gerais; o Prof. Joaquim Fernandes Braga, o primeiro reitor da Uremg. Em sua gestão, em 1955, a Universidade Rural de Minas Gerais incorporou o campus de Florestal. Atualmente, o campus Florestal, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, oferece cursos técnicos, graduação e pós-graduação.

Cito também o Prof. Lourenço Menicucci Sobrinho, reitor da Uremg, de 1957 a 1959, em cuja gestão foi criado o Centro de Ensino de Extensão – CEE.

O Prof. Geraldo Domingues Machado, reitor no período de 1959 a 1962, iniciou pioneiramente os cursos de pós-graduação stricto sensu. A partir da criação desses cursos, em dezembro de 1961, foi defendida a primeira tese de mestrado na UFV, tendo como orientador o Prof. Flávio Augusto D'Araújo Couto.

O Prof. Flamarion Ferreira, reitor de 1962 a 1964, período em que foi criada a Escola Superior de Florestas, sendo o Prof. Arlindo de Paula Gonçalves – este eu conheci muito – seu primeiro diretor; e recriado o curso de engenharia florestal e o Centro de Processamento de Dados – CPD.

O Prof. Edson Potsch Magalhães – cujo filho nos honra com sua presença aqui, o meu amigo e o meu presidente Lidson Potsch Magalhães –, como reitor da Uremg, de 1964 a 1969, comandou a federalização da universidade e a sua consolidação como instituição do Sistema Federal de Ensino Superior Brasileiro, em maio de 1969, tendo sido o primeiro reitor da Universidade Federal de Viçosa, no período de 1969 a 1971. O Dr. Edson Potsch – Lidson, o seu pai – não só fez parte da história da universidade, mas mudou a sua história.

Cito o Prof. Mário del Giudice, reitor de 1978 a 1981, em cuja gestão foi criada a Fundação Arthur Bernardes – Funarbe.

Cito também o Prof. Geraldo Martins Chaves, reitor de 1984 a 1988, em cuja gestão teve início o programa de mestrado de entomologia e o curso de graduação de ciência da computação.

O Prof. Antônio Fagundes de Sousa, reitor em três mandatos, de 1974 a 1978, de 1982 a 1984 e de 1988 a 1992, foi responsável pela forte expansão dos cursos de graduação e dos programas de pós-graduação, inserindo de vez a UFV entre os principais centros de ensino e pesquisa do Brasil.

O Prof. Bandeira, reitor entre 1992 e 1996, teve como uma das marcas da sua gestão a inauguração, em 1995, da primeira rede de dados e fibra ótica do UFV, integrando a universidade à rede mundial de computadores e ampliando de forma significativa o acesso à informação e ao desenvolvimento de pesquisa colaborativa em âmbito internacional, a criação do editor UFV, a aquisição pela UFV da Casa Arthur Bernardes. Hoje tem o Museu Arthur Bernardes, na nossa praça, lá em Viçosa. Quem não o conhece compensa ir até lá.

O Prof. Luiz Sérgio Saraiva, reitor de 1996 a 2000, em cuja gestão foram criados os cursos de doutorado e os cursos de graduação de ciência e tecnologia de laticínios, iniciando cursos de graduação em secretariado-executivo, ciências contábeis, entre outros.

O Prof. Evaldo Ferreira Vilela, reitor no período de 2000 a 2004, marcou a criação do CenTev, voltado ao fomento de empreendedorismo, da inovação tecnológica e do desenvolvimento regional.

O Prof. Carlos Sediyama, reitor no período de 2004 a 2008, em cuja administração foram criados os campi da UFV em Florestal e Rio Paranaíba.

O Prof. Luiz Cláudio Costa, reitor no período de 2008 a 2011, cuja administração foi marcada pela expansão do número de vagas e de novos cursos na UFV.

A Profa. Nilda de Fátima Ferreira Soares, primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da instituição em dois mandatos, em cuja administração foi implantada a política de cotas na UFV, com o objetivo de ampliar o acesso às universidades federais de estudantes de escolas de baixa renda, negros e com deficiência; e com o início da oferta de mestrados profissionais com os cursos em ensino de física e de administração pública.

Destaco também a importância de três pioneiras femininas na história da universidade. São elas: Gertrud Rita Kloss, que concluiu o curso técnico de agricultura; a agrônoma Liane de Jesus Teixeira, a primeira engenheira-agrônoma formada pela UFV; e a Profa. Berta Lange de Morretes, a primeira professora a ministrar aulas de um curso superior da universidade.

Senhoras e senhores, nesta solenidade, em homenagem à Universidade Federal de Viçosa pelos seus 100 anos, peço licença para abrir espaço para a entrega do título de Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais ao Prof. Demetrius David da Silva, reitor desde maio de 2019.

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo... E aqui faço uma ressalva. Não sabia que o Demetrius não era mineiro. Então liguei para ele a fim de saber de onde era. “Não. Sou capixaba”. “Capixaba de onde?”. “Cachoeiro de Itapemirim”. “Então está bom, porque, se fosse de Guarapari, não poderia ser considerado não mineiro”. Aí, foi-lhe concedido o título. Inclusive, nós estamos aprovando aqui, Arantes, uma lei incorporando de vez Guarapari ao Estado de Minas. Salvo as brincadeiras, Prof. Demetrius, nós, mineiros, temos um carinho muito grande pelo Estado do Espírito Santo.

Nascido em Cachoeiro de Itapimirim, o Prof. Demetrius é agrônomo com atuação nas áreas de recursos hídricos, tendo como linha de pesquisa o planejamento e manejo integrado de recursos hídricos. A sua atividade no magistério superior teve início em 1996 na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele ingressou na UFV em 1997. Demetrius foi diretor de departamento, diretor-presidente da Funarbe e vice-reitor no período de 2011 a 2015. Em 2019, o Prof. Demetrius foi eleito e nomeado reitor da UFV, tendo como vice a Profa. Rejane Nascentes. Em 2022, Demetrius e Rejane se candidataram novamente e foram reeleitos com 87% do voto.

Como já disse logo no início da minha fala, sou uma testemunha privilegiada da história da UFV e, durante a gestão do Prof. Demetrius, essa minha compreensão e convivência com a universidade se aprofundaram. Acompanhei, portanto, de perto a luta do Prof. Demetrius junto com a sua equipe e com toda a sua comunidade ufeviana em conduzir a universidade em um dos períodos mais difíceis da história recente: a covid-19.

Nesse contexto, a UFV também teve sua atuação decisiva com a estruturação da Unidade de Atenção Especializada em Saúde para o funcionamento como ambulatório de atendimento a pacientes com suspeita de covid-19; investiu R$3.000.000,00 na aquisição de vacinas e 10 mil testes de diagnóstico, contribuindo de forma efetiva para o enfrentamento da pandemia. Vencida essa triste parte da nossa história, a UFV se mostrou forte e renasceu com a retomada das suas atividades presenciais de ensino, pesquisa e extensão.

Além da ampliação dos cursos de mestrado e doutorado, na gestão do Demetrius tiveram início cinco novos cursos de graduação em três campi: no campus Rio Paranaíba, o curso de ciência de dados e inteligência artificial; no campus Viçosa, os cursos de ciência de dados e de engenharia de robôs; e no campus Florestal, os cursos de matemática aplicada e computacional e de engenharia ambiental e sanitária. E, mais recentemente, a criação do curso de medicina no campus Paranaíba.

Quem me nomeou nesta condição de embaixador foi o Prof. Demetrius, então ele tem autoridade para isso. Na condição de embaixador da UFV, como carinhosamente me chama o reitor Demetrius, tenho atuado, sim, junto a diversos órgãos do Estado de Minas Gerais. Lembro-me de uma conversa, secretária Marília, que hoje está na Copasa, prestando também um grande serviço ao Estado. Na época, você estava no governo, e ainda continua, só que agora na Copasa. Lembro-me de uma conversa, em 2021, há cinco anos. O então secretário Igor Eto me ligou e falou que havia várias demandas da UFV num programa do Estado, de recursos para as universidades federais de Minas Gerais. Na época, o Igor me ligou: “Há vários pedidos, e nós estamos com o dinheiro aqui” – era um bom dinheiro, e é até hoje. “Há vários recursos para distribuir para as universidades federais, e há vários projetos da Universidade Federal de Viçosa. Eu queria que você olhasse e avaliasse comigo quais deles nós vamos atender.” Eu falei: “Eu posso até ir aí, mas todos os pedidos do reitor devem ser atendidos, e de forma prioritária”. Eu lembro que o Igor Eto falou: “Mas esse reitor é muito pidão, há muito pedido”. “Então vamos atendê-lo”. E todos os recursos... Vai me desculpar o reitor da universidade, nosso colega, Prof. Demetrius. E todos os recursos foram atendidos. Cerca de R$100.000.000,00 em investimento para a universidade. A UFV foi a instituição federal de ensino que mais recebeu parcela desses recursos. Investimentos que se traduziram em melhor infraestrutura, em projetos que até hoje estão em plena execução. Esteve comigo, nessa reunião com o secretário Igor e com o reitor Demetrius, o meu colega de Assembleia, Coronel Henrique, que estava aqui presente e também participou da nossa reunião.

Ainda recentemente, articulamos, em várias reuniões junto ao governador Mateus Simões, a participação do Estado na construção do Hospital Universitário da UFV, que além de atender às necessidades dos cursos de saúde da instituição, vai proporcionar enormes ganhos para a saúde pública em toda a região. A construção do Hospital Universitário representa um projeto de grande relevância educacional e social. E a grandeza desse projeto exige união – união de esforços, com o apoio de diversas lideranças políticas do nosso estado. Quero ressaltar a importância do deputado Rodrigo de Castro, que, em Brasília, tem trabalhado muito também para a realização desse tão importante projeto não só para a UFV, mas para toda a nossa região.

Minas tem um enorme orgulho de recebê-lo como filho nesta noite, e um orgulho ainda maior de poder contar com uma liderança tão qualificada e empreendedora à frente da nossa universidade.

Agradeço, de forma especial, a presença de todos neste momento tão significativo. Reafirmo o nosso compromisso com a nossa UFV. Muito obrigado.