DEPUTADO MAURO TRAMONTE (REPUBLICANOS)
Questão de Ordem
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/03/2026
Página 74, Coluna 1
Indexação
9ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 17/3/2026
Palavras do deputado Mauro Tramonte
O deputado Mauro Tramonte – Obrigado, presidente, vai ser muito rápido. Eu só queria dizer que, como presidente da Comissão de Turismo e Gastronomia, não poderia deixar de mencionar, senhoras e senhores, que o distrito de Monte Verde não é apenas um destino turístico. Monte Verde é o sustento de milhares de famílias. É um lugar que conheço de perto, onde estive presente, lutei e batalhei por melhorias importantes: o portal da cidade, a avenida principal, a limpeza de parques que estavam sendo usados como depósito de lixo, a recuperação do cemitério, o apoio ao hospital Monte Verde, junto ao Dr. Kfouri, e a solução de obras que estavam inacabadas, entre outras ações que enfrentamos e ajudamos a resolver. Inclusive, fizemos uma audiência pública sobre os problemas da época, mas hoje enfrentamos um novo desafio: a criação da taxa de preservação ambiental, que impacta diretamente moradores e turistas, elaborada pelo Poder Executivo. É uma proposta. O comércio, os restaurantes, as pousadas, os trabalhadores e os pequenos empreendedores dependem diretamente dos turistas que chegam todos os dias ao distrito. A taxa de preservação ambiental, criada pela Lei Complementar nº 203, de 2024, do Município de Camanducaia, a que Monte Verde pertence, foi apresentada com o objetivo de preservar o meio ambiente e organizar o turismo. Bom, esses objetivos, com os quais todos nós concordamos, são importantes, mas precisamos agora fazer uma reflexão. Quando uma taxa começa a afastar turistas, cancelar excursões e reduzir o movimento do comércio local, ela deixa de ser apenas uma política ambiental e passa a ser um problema econômico para quem vive do turismo. Monte Verde sempre foi um destino acolhedor, e não podemos criar barreiras que dificultem a chegada das pessoas que movimentam a economia local. O que defendemos aqui não é o fim da organização. O que defendemos aqui não é o fim da organização nem da preservação ambiental. Defendemos algo simples e justo: diálogo, revisão e equilíbrio. É fundamental ouvir os moradores, os empresários e os trabalhadores que dependem diretamente do turismo, porque preservar Monte Verde é importante, mas preservar os empregos e a economia local também é importante. Precisamos encontrar um caminho que proteja a natureza sem afastar quem sustenta Monte Verde. Quero deixar um abraço especial aos nossos amigos Valdir Ruppel, da Pousada Pedras e Sonhos, Marcos Paulo, da Chocolateria Monte Verde, e Rômulo, do PiparKukas, em nome de todos os comerciantes do Distrito de Monte Verde. Muito obrigado. Esse é um assunto delicado que nós vamos discutir e precisa ser discutido também. Muito obrigado, presidente.