Pronunciamentos

ALTAIR VILAR, fundador e presidente global do Grupo Todos

Discurso

Agradece a homenagem recebida pelo 25º aniversário de fundação do Grupo Todos.
Reunião 1ª reunião ESPECIAL
Legislatura 20ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 28/02/2026
Página 4, Coluna 1
Indexação
Proposições citadas RQN 14949 de 2025

1ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 26/2/2026

Palavras do Sr. Altair Vilar

Boa noite a todos os presentes. Cumprimento nosso Exmo. Deputado Federal Reginaldo, que está aqui ao meu lado; o Doutor Jean Freire, autor desta honraria, a quem agradeço muito as palavras tão confortantes e tão incentivadoras; o deputado Professor Cleiton, que hoje preside esta reunião, representando o presidente da Assembleia Legislativa; e a secretária de Estado Mila, que também está aqui conosco participando deste lindo trabalho. Eu não poderia deixar de cumprimentar a minha esposa, aqui ao meu lado, meu filho, minha nora e todas as famílias que estão aqui. A nossa família é numerosa. Nós temos uma família de 29 mil pessoas. Foi isso que fizemos nesses 45 anos: 29 mil irmãos. Desculpem-me a minha emoção. Infelizmente ando muito sensível. Às vezes, qualquer coisa faz os meus olhos lacrimejarem, e acabo perdendo um pouquinho a condução das palavras, mas logo retomo o controle, igual àqueles carros mais velhinhos, por volta de 1929, que vão empurrados, mas andam. Então vamos nessa luta.

De qualquer maneira, quero dizer que às vezes a gente dá um passo na vida e não entende por que aquele passo foi dado daquela forma. A minha intenção, presidente, era ser político. Nasci, me formei, fui presidente do Sindicato dos Metalúrgicos por dois mandatos, recebi algumas vezes o ministro Nilmário, que nos ajudou muito no início do Cartão de Todos. A sorte me fez perder o mandato de vice-presidente. Então passei a ser vereador e encerrei a carreira rapidinho. Foi muito rápido – seis anos de política –, embora eu seja apaixonado por política até hoje. Adoro política, mas é só para escolher o candidato, fazer uma boa escolha e tudo mais.

Vamos voltar ao Cartão de Todos. Quando damos um passo, queremos ir para um caminho. Contudo alguma coisa me trouxe para cá. “Não, você não vai ser político. Você tem outra missão”. Eu levo muito a sério essas missões que me são passadas. Inclusive, recebi uma primeira missão de quebrar a questão da diferenciação entre os pobres e os ricos, entre os necessitados em excesso, os menos necessitados e os mais necessitados. Então já pedi… Eu fiz até um vídeo aqui – eu mesmo o fiz. Achei interessante que ele está… Eu aprendi uma coisa: a simplicidade é o início, o meio e o fim de tudo. Assim nasceu o Cartão de Todos, assim nasceram as 514 unidades clínicas em todo o nosso país e assim vão nascer outros produtos básicos. O importante é que esse aprendizado da simplicidade se multiplicou. Estou vendo aqui hoje vários funcionários que estão conosco há bastante tempo, está certo? Vejo também vários empresários, esses que transformamos em empresários. Nós temos hoje um grupo de empresários que podem dizer para todo mundo que não foi só discurso que aprendi, não. Primeiro, aprendi que as pessoas têm de ser valorizadas e que o limite de crescimento de um trabalhador não pode ser o de eternamente subordinado a um chefe ou a uma empresa. Ele também quer ser dono de uma empresa e por isso mesmo se torna empresário formado dentro do modelo de gestão Administração Solidária do Cartão de Todos.

Então digo a vocês, empresários – e estou vendo alguns aqui também –, que temos uma importância muito grande para este país. A cada ano que passa a nossa responsabilidade se amplia. Com essa responsabilidade que temos e a missão que nos foi delegada, não podemos perder o rumo, o nosso alvo, que será sempre permitir que as pessoas ou as famílias de menor poder aquisitivo tenham acessibilidade a serviços da área de saúde, educação, lazer e outras coisas mais. Esse aprendizado me leva também a reforçar a questão sobre o quanto que nós, juntos, unidos, vencemos várias barreiras. A palavra-chave, nesse caso, é “união”, é todos por todos. Quando aplicamos isso aí, não nos tornamos tão grandes demais, bem grandes, mas sim invencíveis e conseguimos superar vários desafios que surgem à nossa frente. Mas, neste momento, lembro que 25 anos se passaram. Alguns lembram quando eu tinha cabelo pretinho, era um rapaz novo e um homem casado há pouco. O tempo foi passando e, de repente, quando me olho no espelho, digo assim: “Nossa Senhora, 25 anos se passaram!”. Às vezes, a gente se assusta porque pensa que a vida é longa, a vida é isso, a vida é aquilo, mas a vida é um sopro. Nós temos que saber caminhar junto com esse sopro, porque, senão, acabamos caindo no meio do caminho e não levantando mais. Nós temos que saber disso e nos ir adaptando a cada momento.

Tenho plena certeza de que o que fizemos até agora é muito pouco diante do que faremos daqui para a frente, porque a nossa visão é ter um país cada vez mais humano e mais acolhedor, um país que seja nosso de fato e não de outros. Não queremos que outros comandem o nosso país nem que opinem em nosso país. É preciso que haja a soberania do nosso país. Nós vamos conseguir manter isso sempre. Eu ia falar um negócio aqui, mas não vou falar, não. Vou deixar para depois! Eu ia falar de soberania, ou seja, de como se garante a soberania.

Voltando à nossa conversa, quando ouço uma pessoa do nível do deputado Jean trazer palavras tão elogiosas para o nosso grupo, aumenta a minha responsabilidade. Viu, Jean? Eu sei de tudo aquilo que você disse ali. A nossa obrigação é ser tudo aquilo. Quando acolhemos o Doutor Jean… O Doutor Jean está sendo acolhido pela nossa família lá. Não sei se ele é noivo ou já se casou. Não sei como, não, mas estamos na torcida aqui. Simone, se depender da gente, a bandeirinha está ali – a bandeira verde. Está certo? Então pode passar.

Então, voltando à nossa conversa, quero falar em nome de vocês porque a nação brasileira e o nosso país podem esperar muito mais de nós – e vai ter muito mais. Conseguimos hoje… Nós atendemos durante o ano e aliviamos o SUS. Vamos falar só da área de saúde. Nós realizamos anualmente 18 milhões de consultas médicas. Para onde iam essas 18 milhões de pessoas se não houvesse o Cartão de Todos? Não sei. Não sei se iriam ou se ficariam lá na fila esperando até hoje a sua vaga. Nós temos 514 unidades. Eu corro o risco de falar aqui que são 514, mas, neste momento, podem ser 515, porque está crescendo a cada momento, cada vez mais. Então esse nosso crescimento tem que ser feito da forma como está sendo feito: consciente, flexível e adaptável, mas imbatível.

Então, gente, acho que estou me entusiasmando e falando um pouquinho mais. (- Ri.) Quero que vocês me ajudem com um grito que todo o País precisa ouvir, que toda a nação brasileira tem que ouvir e incorporar no seu dia a dia. Então, vamos soltar a garganta! É um grito forte para ecoar em todos os cantos do Brasil.