DEPUTADO LELECO PIMENTEL (PT)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/08/2025
Página 53, Coluna 1
Indexação
50ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 19/8/2025
Palavras do deputado Leleco Pimentel
O deputado Leleco Pimentel – Gratidão a todos que nos acompanham também pela TV Assembleia! Eu vim aqui para dizer das coisas boas. Olha que interessante, deputado Ricardo, Cristiano, Doutor e Betão e deputados que estão aqui, como Raul Belém, Coronel Henrique e Tramonte: “Das coisas boas!”. As coisas boas precisam ser ditas e edificar. Afinal, se a política é a possibilidade de mudarmos a situação cruel em que a maioria dos pobres vive neste país, nós precisamos fazer reverberar as políticas públicas. E, hoje, a nossa alegria, enquanto Bloco Democracia e Luta, é que todos os deputados foram signatários. Quero agradecer ao deputado Raul Belém, que, desde a primeira hora e sob a sua presidência – e, depois, pudemos ali assumir a presidência… Nós tivemos a alegria, no teatro da Assembleia, de fazer o lançamento do Plano Safra 2025-2026.
Eu trouxe aqui um panfleto que eu e o deputado federal Padre João, no projeto Juntos para Servir, fizemos questão de rodar, para que as pessoas tenham acesso às linhas de crédito, aos valores. Também fizemos questão de trabalhar com o tema da redução de uso dos agrotóxicos, que são utilizados de forma indiscriminada e matam, excluem e causam, infelizmente, insegurança alimentar, problemas de saúde e mortes.
Com a presença dos deputados Betão, Ricardo, Dr. Maurício e da deputada Leninha, tivemos mais de vinte falas. Houve, inclusive, a participação da Fetaemg. Do outro lado, também esteve presente e se pronunciou a Faemg. Contamos, ainda, com a presença do MST, das escolas família agrícola, de agricultores e agricultoras, das mulheres campesinas. Contamos também com a presença da ministra, posso dizer assim, porque abaixo, na hierarquia do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Fernanda é quem responde. Ela fez questão de vir a Minas Gerais para o lançamento do Plano Safra. E a acompanharam: o superintendente do MDA em Minas, o PC, o Veríssimo; a superintendente do Incra em Minas Gerais, Neila Batista; o superintendente da Conab em Minas, Eduardo Dumont; e representantes da Ceasa Minas. Ou seja, contamos com a presença de todos esses órgãos. O governo federal fez questão de trazê-los para o lançamento do Plano Safra 2025-2026, com recorde de recursos. Deputado Cristiano, só para a agricultura familiar serão quase R$90.000.000.000,00. Aqui está muito claro: R$89.000.000.000,00 que poderão ser acessados pelos agricultores e agricultoras familiares de Minas.
O deputado Ricardo Campos fez uma fala lembrando o governo federal na reorganização da cadeia produtiva do leite, para que esse alimento chegue aos mais pobres. Fez também uma importante fala na defesa dos pequenos, dos agricultores familiares, e trouxe para nós um dado importante, porque o governo Lula não deixou ninguém de fora, contemplou inclusive a turma que apoiou o tarifaço, a turma da direita. O Lula acaba de lançar um programa de salvamento daqueles que foram atingidos diretamente pelo tarifaço de Trump. Estão ali produtores de café, produtores da agricultura familiar que foram atingidos porque suas exportações ainda estão no rol de produtos que sofreram aquela supertaxação covarde, canalha, do Trump, que não apresentou nenhuma justificativa para aumentar a tarifa sobre os produtos que saem do Brasil para alimentar o povo norte-americano. Ele, sem escrúpulo, colocou essa questão na ordem do dia, dizendo que estava aumentando a tarifa porque havia uma perseguição a Bolsonaro.
Além disso, o calhorda, o canalha eleito deputado federal com o voto dos brasileiros continua a tramar contra o seu país, contra o povo brasileiro e contra os empresários, cuja grande maioria lhe deu sustentação para estar na ordem do dia fazendo todo tipo de fake news, de mentira. Eduardo Bolsonaro precisa ser cassado, precisa ser considerado foragido. Se houver alguma justiça nos Estados Unidos, que prendam e deportem esse canalha que luta contra a soberania do povo brasileiro.
É importante dizer que o Plano Safra não pode ser ofuscado por linguagens esquisitas, estranhas, nem por interpretações de quem não deveria sequer subir a este Plenário. Mas eu gostei, deputado Cristiano, e até queria lembrar que o cachorro caramelo anda livre pelas ruas. O cachorro caramelo nem coleira tem, mas virou um meme na sociedade brasileira, como se o cachorro tivesse, mesmo na pobreza, condições, com a sua artimanha, de encarar as dificuldades da vida, sobrevivendo em qualquer meio. Ele anda de cabeça erguida. Já aquele outro que roubou muamba, joia – até esvaziar o lago para roubar as moedinhas ele esvaziou –, aquele que zombou da vida e fez aquela enormidade de mortes na covid está de coleira. Então, de verdade, quero parabenizar pela analogia aqui. O caramelo merece, sim, o voto daqueles que não têm como votar no Bolsonaro. Bolsonaro está inelegível e de coleira no seu tornozelo. O caramelo anda livre. Agora uma coisa é certa, cachorro cheira cachorro. Por isso, mesmo apoiando as causas animais, quando a gente ouve um deputado vir ao Plenário dizer que vai votar num cachorro, dá uma tristeza na gente! Como também perceber que o sujeito consegue trazer a política para um lugar mais baixo, consegue cuspir e escarrar na política, que é um instrumento que eu posso dizer da relação do ser humano com o outro. Não há outra forma de a gente ter relação de um ser humano com o outro senão pela política. A língua é uma expressão política, o alimento, a solidariedade. Então alguém vir aqui dizer que vota num cachorro é zombar daquele que o colocou aqui com o voto também, porque, os que negam a política, eu não tenho dúvida, é para se lambuzarem daquilo que é a extensão da vida privada.
Eles confundem as coisas, não sabem da relação do ser humano com Deus, trazem isso para o púlpito e querem agora que os evangélicos estejam em todos os lugares, na presidência, tomando o poder pelo poder, mas não compreendem a política como um serviço.
Hoje nós conseguimos trazer bons resultados do presidente Lula, que retirou o Brasil do mapa da fome. O presidente Lula até fez uma comparação outro dia, deputado Doutor Jean, que o preço da picanha, nos Estados Unidos, está alto para caramba. Dizem que o pessoal não está comendo nem carne moída por lá, porque o “tarifaço” do Trump impactou diretamente na alta dos preços, sobretudo no da carne, da proteína. E agora a população norte-americana é quem vai pressionar para que ele deixe de ser o pateta e entenda que ele virou novamente o presidente dos Estados Unidos, para que tomem coragem e entendam que há relação entre países e nações e que não é subjugando o outro que você vai estabelecer regras para a política. Por isso, quero lembrar que nós também podemos nos beneficiar disso. Esse “tarifaço” está permitindo que a gente possa adquirir um pouquinho mais de picanha. Era uma metáfora do Lula dizer que todo mundo ia ter direito, e nós estamos tendo direito mesmo. Estão conseguindo comprar picanha a R$38,00, R$35,00. Eu estou até torcendo para que a gente consiga enxergar que o mercado interno, no Brasil, é capaz de absorver produto de boa qualidade, porque o nosso povo também merece comer coisa boa, não é só o que sobra, não é só aquilo que não conseguem vender. O povo brasileiro tem direito a comer bem e não dá para comer bem se esses produtos tiverem agrotóxico e veneno.
Por essa razão, o Governo Federal marcou mais um gol ao trazer o debate do Pronara – Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos. Hoje nós conseguimos colocar na arena desta Assembleia até os divergentes. Nós ouvimos hoje da boca da Faemg, pelos seus representantes que ali estiveram, que eles compreendem a necessidade, diante das mudanças climáticas e dos impactos do veneno, do agrotóxico, de se fazer uma redução gradual do uso indiscriminado de agrotóxicos, que a cada ano aumentou no Brasil. Graças a Lula, nós conseguimos frear a entrada de novos venenos. Agora temos um plano de redução do uso de agrotóxicos. A nossa proposta é mais radical, não é, deputado Betão? A nossa proposta é que os bioinsumos sejam de fato a única opção para o agronegócio e para a agricultura familiar, que é quem domina e está apontando, no caminho da agroecologia, no caminho do respeito à vida, que não se pode usar o que eles chamam de defensivo, mas na verdade é veneno, veneno, deputada Beatriz. É isso que nós vamos reduzir. Existe o veneno da boca e da língua malvada de alguns que sobem aqui trazendo só fake news, mentira e atacando os outros. Também existe a nossa possibilidade de, a partir da palavra, trazer aqui o lançamento do Plano Safra e do Pronara, que é esse Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos.
Aproveito esse minuto final para repercutir aqui talvez a dificuldade de interpretação do vice-governador. Sabe por quê? Nós entendemos que a deputada Andréia de Jesus usou de uma metáfora para dizer que o vice-governador precisava de ter uns números melhores em relação a sua aceitação na política. Não quis a deputada dizer para onde ele levou a interpretação porque ela queria falar como Lula disse ao Caiado uma vez. O Caiado falou assim: “Pergunta para mim, Lula! Pergunta para mim!”. Aí o Lula lhe respondeu: “Deixa você crescer um pouquinho na pesquisa, que eu dirijo a pergunta a você”. Lembra-se disso? Foi isso que a Andréia fez. A Andréia quis dizer que o vice-governador é pequeno porque os seus números são insignificantes. E agora ele quer lacrar nas redes da esquerda para ganhar uma musculatura para ver se vai para a disputa. No entanto, os dados estão mostrando que é irreversível a situação desse vice-governador e também de Zema, que passou vergonha.
Oh, que vergonha, Zema, ter que sair de Minas para contratar um bocado de gente para puxar seu saco em São Paulo. Ninguém nem na internet e nem em lugar algum deu conta de dizer o que fizemos em nota. A sua pseudocandidatura à presidência é, para nós, motivo de o senhor ter que sair da zona de conforto e passar vergonha. Porque nós, mineiros, não vamos mais passar vergonha da forma como o senhor fez mal nesses últimos anos. Infelizmente nós vamos ter que tolerar mais um bocado, um ano e meio. Mateus Simões vai ter a oportunidade de reverter as maldades de Zema. Quem sabe ele melhora enquanto ser humano e consegue provar para alguém que merece até ser ouvido. Mas, olha, o Novo não tem tempo nem de TV. Zema está fadado ao insucesso e agora vai ter que cuidar de mostrar ao povo que nós estamos dizendo que o que é ruim para Minas Gerais é ruim para o Brasil. Zema, você é ruim para danar, meu caro!