Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)

Questão de Ordem

Defende concessão de título de cidadão honorário de Minas Gerais a Jair Bolsonaro.
Reunião 57ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 31/08/2023
Página 139, Coluna 1
Indexação

57ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 29/8/2023

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Obrigado, Sra. Presidente. Boa tarde à V. Exa., boa tarde aos colegas. Sra. Presidente, eu pedi esta questão de ordem porque há pouco tempo eu fiquei na dúvida se a gente estava no Parlamento mineiro ou no circo, porque teve deputado aqui fazendo papel de palhaço, subindo aqui, na tribuna, fazendo um teatrinho de que está limpando o microfone. Ora, em primeiro lugar, eu acho importante ressaltar que aqui, na Assembleia, a gente tem uma equipe de limpeza muito competente. Então, está tudo muito limpo, os microfones, as cadeiras, as tribunas, não precisa vir aqui fazer essa palhaçada. Agora, engraçado que o deputado traz o álcool para limpar o microfone aqui. Ainda bem que não foi o Lula que falou ontem, se fosse, nem ia precisar, só com o bafo de cachaça já esterilizava o microfone aqui. Mas o curioso é que o deputado vem aqui e chama o presidente de genocida. Numa mentira deslavada, fala que o presidente matou mais de 700 mil, aliás repetindo a mentira do ladrão de nove dedos, que fala que Bolsonaro matou mais de 600 milhões. Mas é engraçado, Bolsonaro é genocida porque não comprou a vacina, isso e aquilo. A diferença do discurso da prática, porque o Bolsonaro mandou comprar todas as vacinas disponíveis assim que foram aprovadas pela Anvisa, e todo mundo que quis se vacinar contra covid, no Brasil, se vacinou. Inclusive a vacina que o deputado tomou, eu presumo, foi comprada pelo governo Jair Bolsonaro. O que Bolsonaro sempre defendeu é a autonomia de cada cidadão escolher se vacinava ou não, coisa que, aliás, eu também defendo, inclusive tenho orgulho de ser autor da emenda aqui, nesta Assembleia, que estabelece que a vacinação contra covid-19, no Estado de Minas Gerais, seja facultativa. Eu faço aqui uma pergunta ao deputado: por que o deputado não sobe à tribuna para chamar o Lula de genocida? Porque o Lula não quer comprar a vacina da dengue, que já foi aprovada pela Anvisa, a vacina desenvolvida pelo Japão. Toda pessoa que morrer de dengue agora é na conta do Lula? Vamos chamar o Lula de genocida também. Esse sim se nega a comprar vacina, coisa que o Bolsonaro nunca fez. É só mais uma mentira deslavada para atacar uma pessoa honrada, porque o Bolsonaro, diferente do Lula, nunca foi condenado. O Lula, sim, foi condenado em três instâncias por roubar o dinheiro do povo. Então, isso só mostra a cara de pau, a hipocrisia desse povo para atacar o presidente. O recado aqui é um só: Jair Messias Bolsonaro, nascido de novo em Juiz de Fora, é oficialmente cidadão de Minas Gerais, e o choro é livre. Para encerrar, presidente, nos dois minutos que faltam. Depois que a gente viu essa performance artística, para não dizer outra coisa, da limpeza do microfone daqui, do Plenário da Assembleia, a gente teve outro deputado que veio e fez o discursinho na mesma linha: “Ai, porque Bolsonaro isso, Bolsonaro aquilo; ai, porque Zema esta envergonhado; ai, porque não sei o quê”. Zema foi brilhante em seu discurso ao dizer que, nos quatro anos que ele conviveu com o presidente Jair Bolsonaro, Minas Gerais tinha o tapete estendido, em Brasília, para ter os seus interesses atendidos, e ressaltou aqui os avanços importantes para o nosso estado. Aqui, para a minha BH, viabilizamos, finalmente, a Linha 2 do metrô, coisa que o partido do Lula tentou sabotar, tentou ir na Justiça para derrubar a Linha 2, que é tão importante para os moradores do Barreiro. Fizemos, sim, duplicação na 381, avançamos em trechos importantes na chamada Rodovia da Morte. Graças ao trabalho conjunto de Romeu Zema e Jair Bolsonaro, foi possível começarmos a exploração do lítio no Vale do Jequitinhonha, uma região tão pobre que agora vai ter oportunidade de desenvolvimento, de geração de emprego. Eles dizem que defendem os mais pobres, mas eles não querem defender os mais pobres, não, porque eles gostam é de manipular esse povo e garantir o voto desse povo. Para mim, o mais constrangedor foi o deputado próximo ao Lula vir aqui falar da visita dos ministros, da visita do Flávio Dino, da visita de não sei quem. Sabe por quê? Porque hoje é dia 29 de agosto, e o Lula já rodou meio mundo e ainda não pôs o pé em Minas Gerais, como presidente. É esse o prestígio que Minas Gerais tem? Ele deve estar com inveja porque o Bolsonaro ganhou o Título de Cidadão Honorário e marcou viagem para semana que vem, porque, até agora, ele não tinha vindo, oito meses ignorando o nosso estado, oito meses que Minas Gerais é tratada como lixo, oito meses que ele tem cumprido – aliás é a única promessa que ele cumpre –, a sua promessa de fazer o Zema se arrepender de não tê-lo apoiado. Aliás, todo mundo se lembra – eu vou encerrar, porque o meu tempo está acabando – da palhaçada que foi o pessoal do Lula obstruindo a votação do PAC aqui, no Plenário, e logo que perdemos o prazo, o Lula igualzinho ao seu Barriga batendo na porta do Zema e falando: “Pague o aluguel”. Quer dizer, num jogo de carta marcada, em que a esquerda atrapalha a voz de Minas Gerais aqui, e o governo federal trabalha contra Minas Gerais. Felizmente, o governador Romeu Zema se lembra do que é ter um governo aliado do nosso estado, por isso a justa homenagem ao ex-presidente Bolsonaro. Obrigado, Sra. Presidente.