Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)

Discurso

Declara posição contrária ao inciso XVI do art. 26 do Substitutivo nº 1 ao projeto de lei que estabelece a estrutura orgânica do Poder Executivo do Estado e dá outras providências, em 2º turno.
Reunião 6ª reunião EXTRAORDINÁRIA
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/04/2023
Página 48, Coluna 1
Assunto EDUCAÇÃO. EXECUTIVO. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.
Observação Reforma administrativa
Proposições citadas PL 358 de 2023

6ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 19/4/2023

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Boa tarde, presidente; boa tarde aos colegas presentes aqui, em Plenário; boa tarde aos colegas que estão almoçando na cantina, porque sei que a televisão lá está ligada e, então, estão ouvindo também.

Pessoal, eu vim aqui alertar, como já fiz em outra oportunidade, do perigo que a gente pode estar votando na Assembleia. É muito fácil vir aqui com um discurso bonito e dizer que é uma pauta tranquila da diversidade, das minorias, disso ou daquilo. Vamos ao que, de fato, está escrito. No inciso XVI, fala que é atribuição da Secretaria de Estado de Educação, ou seja, nas nossas escolas de Minas Gerais, a organização da ação educacional para a garantia de conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos estudantes no campo, indígenas e quilombolas com propostas pedagógicas que contemplem sua diversidade em todos os aspectos; entre os quais os sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, de geração e de etnia. “Ah, mas é só uma palavrinha. Por que vocês estão implicando com essa palavra?” Porque, quando a esquerda trata de diversidade de gênero, você sabe o que quer dizer na prática? É levar para dentro da escola, é ensinar para as nossas crianças que homem não nasce homem, que mulher não nasce mulher, que gênero é construção social e que menino pode usar vestido e pode usar maquiagem porque os estereótipos de gênero são opressores. É isso o que está sendo proposto a ser ensinado dentro de sala de aula na Pasta da Secretaria de Educação. Esse é, sem sombra de dúvidas, o artigo mais grave da reforma administrativa, mais grave, inclusive, do que o 24, porque o 24 você consegue ainda tentar justificar, dizer que é só uma proteção ampla das minorias. Mas como é que você justifica introduzir ideologia de gênero no âmbito da Secretaria de Educação? Introduzir ideologia de gênero no âmbito da escola?

Ora, eu sei que há muito deputado aqui que está sendo pressionado por colega, por líder. Mas eu quero lembrar a todos que nós já tratamos matéria semelhante neste Plenário. Muitos de vocês estavam aqui no último mandato. Alguns estão chegando agora. Mas vocês lembram quando a gente votou o projeto do deputado André Quintão, que trazia essa questão de identidade de gênero, de expressão de gênero, que todo mundo votou tranquilo, achando que ninguém sabia o que estava acontecendo dentro da Assembleia? E, depois, o que isso virou? Porque a população se atentou e a população cobrou. A população mineira não aceita ideologia de gênero! A população mineira não quer ideologia de gênero nas nossas escolas! E aí eu pergunto a você que vai votar para manter isso no texto ou a você que não vai votar, que vai se ausentar, que vai embora: como é que você chega lá na base e olha para o eleitor, que é pai, que é mãe, que vai lhe cobrar? “Uai, por que você votou para ter ideologia de gênero na escola do meu filho?” Aí, você fala: “Eu precisava atender ao líder, eu precisava atender fulano, eu precisava atender sicrano”. O nosso compromisso é com quem nos colocou aqui, e a população está atenta ao que acontece nesta Assembleia e não aceita ideologia de gênero. “Mas é o texto inteiro. Vocês querem suprimir o artigo inteiro do destaque.” Sabem por que o que está sendo proposto é suprimir o artigo inteiro? É porque nós fizemos uma proposta para suprimir apenas a expressão “de gênero”. Isso foi apresentado desde lá da comissão no 1º turno; foi apresentado aqui, em Plenário, no 1º turno; foi apresentado na comissão em 2º turno; e hora nenhuma a esquerda aceitou. Então eles não estão preocupados com o resto do artigo; eles querem, de fato, a tal da diversidade de gênero, que é um jeito bonitinho de dizer que se vai ensinar ideologia de gênero para criancinha na escola.

Vamos ser responsáveis com o povo de Minas Gerais! Vamos ser responsáveis com a família mineira, sim, com as crianças de Minas Gerais, com os pais e mães e não vamos permitir esse absurdo! O encaminhamento é “não”, “não” à ideologia de gênero na Secretaria de Educação, “não” à ideologia de gênero nas escolas mineiras. Muito obrigado, Sr. Presidente.