DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 21/04/2023
Página 40, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO. (LGBT). ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.
Observação Reforma administrativa
Proposições citadas PL 358 de 2023
6ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 19/4/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Bom dia, presidente. Bom dia aos colegas aqui presentes e a todos aqueles que nos acompanham.
Sr. Presidente, eu quero aqui, de maneira breve, encaminhar a votação do art. 24, restabelecendo a verdade, ao contrário de narrativas. Por que houve o destaque do inciso IV do art. 24? Foi pelo preconceito? Foi porque desejamos a violência? Foi porque queremos que as pessoas morram? Não. Não foi por nada disso. Foi porque nós não queremos que aqui, em Minas Gerais, a gente comece a dividir o nosso povo em uma luta que a esquerda sempre tenta fazer, que é a de jogar uns contra os outros. Antigamente era o rico contra o pobre, depois virou o negro contra o branco, e agora é o gay contra o hétero. No 1º turno, a gente tinha um acordo, como o Coronel Sandro bem pontuou, de a gente falar que era para proteger as pessoas em todos os seus aspectos, ser uma coisa que englobava todos os grupos. Foi esse o texto que nós votamos no 1º turno. É só pegar, nos registros da Assembleia, o que foi votado em 1º turno. Mas o pessoal da oposição pegou e voltou com o texto original. Para quê? Para incluir LGBTQIA+, Z, Y, X, jogo da velha, asterisco, gay, lésbica, homossexual, não sei quem mais. Por quê? Porque eles fazem questão de inserir isso goela abaixo no ordenamento jurídico mineiro. Então é por isso que a gente destacou, e é isso que a gente não vai aceitar. Não tem ninguém aqui pregando violência. Não tem ninguém aqui querendo violência, que o Estado não proteja as pessoas. O que a gente quer é que o Estado proteja todos os cidadãos mineiros.
A gente não precisa ficar dividindo o cidadão mineiro, porque, se alguém sofreu um atentado, uma violência, eu não vou perguntar para a pessoa – e eu tenho certeza de que nem o policial, na hora em que ele vai atender uma ocorrência de alguém que foi assaltado, de alguém que foi agredido, vai perguntar: “Espere aí, deixe eu ver se vou lhe atender. Você é gay? Você é hétero?”. “Ah, você é gay. Não vou lhe atender.” “Ah, você é hetero. Não, não, eu só atendo essa categoria aqui.” Não, o Estado está para servir e atender todas as pessoas. E eu sei que muita gente aqui está sendo pressionada, está sendo pressionada por líder, por colega para votar por isso e por aquilo. Eu só quero fazer um lembrete aqui a todos, que eu vou fazer agora no 24 e também no 26: não foram os colegas que colocaram vocês aqui dentro. Nenhum dos deputados aqui votou em vocês. Eu tenho certeza de que todo mundo votou em si mesmo. Eu apertei o 22.222, que era o meu número. Nenhum dos senhores contou com o meu voto, como eu imagino que eu não contei com o voto de nenhum dos senhores. A gente precisa dar resposta é para a população. A população está atenta ao que acontece nesta Casa e não quer essa pauta ideológica enfiada goela abaixo no ordenamento jurídico mineiro. Por isso eu faço um apelo aos pares: vamos dar uma resposta para quem nos colocou aqui, não vamos abaixar a cabeça para uma pauta ideológica em nome de uma suposta harmonia e votar contra aquilo em que a gente acredita. A gente não precisa de mais uma imposição da esquerda na legislação mineira. Eu encaminho “não” ao destaque, para que a gente possa retirar essa terminologia do texto.
O presidente – Obrigado, deputado Bruno Engler. Com a palavra, para encaminhar a votação, a deputada Leninha.