DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Discurso
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 13/04/2023
Página 92, Coluna 1
Assunto EDUCAÇÃO. SEGURANÇA PÚBLICA.
Proposições citadas PL 1115 de 2019
PL 3595 de 2022
24ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 11/4/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente. Boa tarde todos colegas aqui presentes. Boa tarde todos aqueles que acompanham a nossa reunião.
Infelizmente, hoje, mais uma triste notícia de um ataque a escola aqui em nosso país, no Estado de Goiás. Mais um de uma série de ataques que têm ocorrido nas últimas semanas, nos últimos dias, em nosso país. Nós, enquanto parlamentares, enquanto representantes da população, temos o dever de proteger as nossas crianças. Infelizmente, palavras bonitas, discursos, não vão proteger as pessoas mais vulneráveis da nossa sociedade, que são as crianças. Infelizmente, a única coisa que pode parar um homem mau com uma arma é um homem bom com uma arma, por isso apresentei, ainda no ano passado, em virtude de outra tragédia que ocorreu, o Projeto de Lei nº 3.595/2022, que prevê a instalação de segurança armada nos colégios do nosso estado, para que, caso ocorra algum ataque, tenha alguém para proteger as crianças, os professores e todos que ali estão. Isso não é uma pauta ideológica, uma pauta da direita. Isso é uma pauta da defesa dos nossos estudantes. Quero aqui, senhoras e senhores, fazer um apelo a todos os colegas para que esse projeto possa tramitar o mais rápido possível, para que possamos colocá-lo em breve na CCJ para votação, para que ele possa, em breve, passar pelas comissões de mérito e chegar aqui ao plenário para que possamos votar e possamos aprovar a lei, visando solucionar esse problema, porque podemos tratar todos os aspectos que têm afligido as nossas escolas nesse sentido.
Nenhum maluco vai fazer maluquice lá no batalhão, nenhum maluco vai fazer maluquice na boca de fumo. Sabem por quê? Porque lá tem gente armada. Eles vão aonde há gente desarmada, fragilizada, que eles podem atingir, que podem ferir, que podem matar. Para evitar isso, precisamos de boas pessoas armadas para defender os inocentes, por isso faço o apelo aqui a todos os colegas para que o mais breve possível possamos votar esse projeto, transformando-o em lei, visando garantir a segurança das nossas crianças e de todos que frequentam o ambiente escolar aqui, no Estado de Minas Gerais.
Sra. Presidente, quero falar também de um outro projeto de lei de minha autoria. Sou autor do Projeto de Lei nº 1.115/2019, que esteve na pauta hoje da Comissão de Constituição e Justiça. O projeto é muito simples. Tem dois artigos: “Art. 1º – Fica o sexo biológico estabelecido como o critério definidor do gênero dos esportistas em competições esportivas profissionais no Estado. Art. 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação”. O projeto estava hoje na pauta da CCJ. Agradeço ao presidente por pautar. Teve o relatório favorável. Parabenizo o deputado Charles Santos pelo relatório. Infelizmente, sofreu por parte da esquerda um pedido de vista. Espero que o mais breve possível possa voltar à pauta da comissão também para passar pelas comissões de mérito e vir aqui a Plenário. Esse projeto não é um projeto de exclusão, de preconceito ou coisa que o valha. É um projeto para proteger o esporte feminino. Homens e mulheres são biologicamente diferentes. É por isso que existe esporte feminino. Ora, se fossem iguais, não precisaria. Haveria apenas uma categoria de esporte e homem e mulher disputariam juntos. O que queremos evitar são absurdos que temos visto mundo afora. Trago aqui os exemplos.
Esse aqui é o Lia Thomas, era um nadador masculino, William Thomas. (– Mostra fotos.) O número dele no ranking masculino era 442. Hoje ele é o maior campeão das categorias femininas de natação nos Estados Unidos. Temos também exemplo no ciclismo. Rachel McKinnon, era um ciclista que, na categoria masculina, não alcançava grandes resultados e agora é campeão mundial na categoria feminina. Agora, o que mais incomoda, no mundo da luta, pessoal, é a Alana McLaughlin. Já serviu no exército americano. Está ganhando todas as lutas de MMA que disputa, finalizando nocauteando mulheres biológicas.
Isso é uma covardia. E não é só esse exemplo, não; são vários os exemplos, inclusive, no MMA. Nós temos pessoas que nasceram homens, que se desenvolveram como homens, que têm estrutura óssea muscular de homem entrando no octógono e batendo em mulheres biológicas. Isso não é covardia, não? Isso não precisa ser combatido, não? É isso que o projeto visa evitar, e garantir justiça, garantir que o esporte feminino permaneça feminino. Não há nada, nada de absurdo.
Faço um apelo também: que a gente possa, em breve, voltar com esse projeto para a Comissão de Constituição e Justiça, votar nas comissões de mérito e trazê-lo a este Plenário, porque nós precisamos defender o esporte feminino e impedir que os homens que se sentem mulheres passem a dominar esse esporte.
Ora, houve um deputado que teve a coragem de dizer que não há nenhum estudo que mostra que os atletas trans têm vantagem. Ora, é preciso estudo? Olhem os exemplos aqui. Eu acho cômico que a gente não vê as mulheres que “transicionam” para homens irem para os esportes masculinos e dominarem esses esportes. Por que será? Será que é porque são mulheres biológicas, e os homens têm vantagens biológicas para competição esportiva, para esporte? Agora, os homens que “transicionam” para mulheres saem de resultados medíocres para campeões absolutos, para campeões mundiais, para recordistas. Isso é um absurdo, é uma palhaçada! Isso tem que acabar aqui em Minas Gerais. É por isso que eu propus o projeto de lei e é por isso que eu peço o apoio dos pares.
Por fim, eu quero dizer que eu trouxe aqui, para o Plenário da Assembleia, um contrabando, um contrabando perigoso, uma sacolinha da Shein. Agora o ministro da Economia, Sr. Fernando Haddad, deu uma entrevista dizendo que ele vai taxar o contrabando, que são as compras que são feitas na Shein, na Shopee, porque, segundo ele, são uma prática irregular. Ora, eu achei que o governo que chegou aí era para ajudar os mais pobres. Será que são os riscos que estão comprando na Shein e na Shopee? Será que são os milionários que estão procurando uma compra mais barata na internet? Não, pessoal. Quem está querendo buscar o mais barato possível, quem está indo à internet, à Shein, à Shopee, à AliExpress são justamente os mais pobres, que agora vão ser taxados pelo governo que se diz do povo, que chama isto aqui de contrabando.
Por que o governo não fala em diminuir o tamanho do Estado, em desonerar os varejistas brasileiros, que, teoricamente, é quem ele quer proteger com esse imposto? Não. Para que haja 37 ministérios, para gastar mais de R$10.000.000.000,00 com artistas alguém tem que pagar a conta, e quem paga a conta é você, que, às vezes, junta um dinheirinho para fazer uma comprinha na internet e agora vai gastar mais em imposto do que o próprio valor da compra. Esse é o governo que está protegendo os pobres. Mas, para quem votou nessa turma aí, pessoal, faz o L que passa. Muito obrigado.