DEPUTADO BRUNO ENGLER (PL)
Declaração de Voto
Legislatura 20ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 06/04/2023
Página 96, Coluna 1
Assunto EXECUTIVO. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA.
Observação Reforma administrativa
Proposições citadas PL 358 de 2023
23ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 20ª LEGISLATURA, EM 4/4/2023
Palavras do deputado Bruno Engler
O deputado Bruno Engler – Boa tarde, Sr. Presidente; boa tarde aos colegas presentes; e boa tarde a todos aqueles que estão nos acompanhando. Sr. Presidente, eu faço uso da palavra aqui, neste momento, para justificar o meu voto em branco na reforma administrativa do governador Romeu Zema. Em que pese eu ser base do governador nesta Casa, em que pese eu ser vice-líder do governo, em que pese eu reconhecer a importância do projeto, eu não poderia votar favoravelmente por causa de dois pontos que lá estão. É importante fazer esse alerta aqui. Muitos podem se perguntar por que demoramos tanto para votar essa reforma administrativa. Nós, que estamos com reunião extraordinária pautada desde às 10 horas da manhã, com diversas suspensões, reuniões, entendimentos, nós, conservadores, tínhamos duas emendas destacadas que íamos votar aqui, no Plenário da Assembleia, e, depois de muita construção, para deixar que a pauta do governo caminhasse, retiramos os destaques com o compromisso de que ou essas alterações sumiriam de lá, na Comissão de Administração Pública, ou nós já teríamos o compromisso dos líderes de votar destacado aqui, em 2º turno. E agora eu quero fazer um alerta para você que vai receber esse vídeo aí, em casa. O que são essas aberrações que nós não podemos permitir na reforma administrativa? Uma delas é reforçar a expressão “Mesa de Diálogo”; é dizer que a Mesa de Diálogo, no processo de reintegração de posse, é um aparato do Estado. Quer dizer, o vagabundo, o terrorista do MST vai lá e invade a fazenda, criminosamente, a Justiça expede uma ordem de reintegração de posse, e, antes de essa ordem ser cumprida, é preciso que haja uma mesa de negociação. Então é preciso você sentar e falar: “Por gentileza, senhor vagabundo, você, que invadiu criminosamente minha fazenda, poderia se retirar, por favor, porque está atrapalhando o andamento da minha produção agrícola”. Ora, não existe isso! Bandido tem que ser retirado na bala, tem que ser retirado na porrada. É para isso que existe força policial. Ora, se fosse para retirar vagabundo com carinho, não precisava de polícia. É para isso que existe a profissão mais antiga do mundo. Agora, mais perigoso ainda que isso é a questão que está colocada nas atribuições da Secretaria de Estado de Educação, precisamente no seu art. 26, que fala das competências da Secretaria de Estado de Educação, e o seu inciso XVI diz o seguinte: “A organização da ação educacional para a garantia de conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos estudantes do campo, dos indígenas e dos quilombolas, com propostas pedagógicas que contemplem a sua diversidade em todos os aspectos, dentre os quais, sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, de geração e de etnia”. “Ah, parece uma coisa simples, só para falar de diversidade, de diferença de homem e mulher”. Sabe o que a esquerda quer quando propõe diversidade de gênero? É dizer para as criancinhas na escola, que menino não nasce menino; que menina não nasce menina; que gênero é uma construção social; que o seu filho, de 6, 7 ou 8 anos de idade, pode usar vestido, pode usar maquiagem, porque os estereótipos de gênero são ferramentas de opressão. É isso que eles querem botar em sala de aula, como atribuição da Secretaria de Estado de Educação. Isso é muito perigoso, e por isso faço aqui um apelo para você que vai receber esse discurso, que vai receber esse vídeo: cobre do seu deputado, cobre do deputado da sua região que nós não deixemos essa aberração passar aqui, na Assembleia. Vocês têm o meu compromisso de que eu vou estar vigilante na Comissão de Administração Pública, e, caso isso não seja retirado na Comissão de Administração Pública, nós vamos estar aqui, atuantes, em Plenário, para não permitir que esse absurdo passe junto com a reforma administrativa. Quem tem que decidir se vai ou não tratar de diversidade de gênero com seus filhos é a família, não é o estado, não é a escola, não é a Secretaria de Educação. Respeitem a inocência das nossas crianças. Muito obrigado.