Pronunciamentos

DEPUTADO BRUNO ENGLER (PRTB)

Discurso

Declara posição contrária ao projeto de lei que altera a lei que determina a imposição de sanções a pessoa jurídica por ato discriminatório praticado contra pessoa em virtude de sua orientação sexual.
Reunião 22ª reunião EXTRAORDINÁRIA
Legislatura 19ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 04/09/2021
Página 77, Coluna 1
Assunto DIREITOS HUMANOS. INDÚSTRIA, COMÉRCIO E SERVIÇOS. (LGBT).
Proposições citadas PL 2316 de 2020

Normas citadas LEI nº 14170, de 2002

22ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 19ª LEGISLATURA, EM 2/9/2021

Palavras do deputado Bruno Engler

O deputado Bruno Engler – Sr. Presidente, eu quero aqui renovar o apelo aos colegas da importância desse projeto. O deputado André Quintão esclareceu que votou um projeto de minha autoria, inclusive agradeço ao deputado, mas ressalto que a minha posição nesse projeto não se dá pelo autor, mas sim pelo mérito do projeto, que é muito perigoso. Aqui foi falado de fuzil, feijão, coisa que o valha e o medo de a nossa Assembleia ser tachada como homofóbica. Mas, como eu disse, já existe uma lei vigente em Minas Gerais que impede a discriminação. É exatamente o mesmo texto dessa lei contra pessoas em virtude da sua orientação sexual. O que esta lei faz é ampliar o escopo da lei anterior, para incluir “identidade de gênero” e “expressão de gênero”.

É para acabar com o conceito de homem e de mulher em Minas Gerais. E qualquer um que se disser identificado com outro gênero vai poder frequentar os espaços destinados a essas pessoas. Mesmo aqueles que eventualmente não sofram de disforia de gênero, podem se valer dessa lei para fazer covardia com as mulheres mineiras. Então a gente pode ter homens que não têm a condição psicológica, psiquiátrica, da disforia de gênero, que dizem ser mulheres para frequentar banheiros femininos, vestiários femininos e praticar atos de covardia contra mulheres e meninas mineiras.

Esse projeto é muito perigoso, e nós estamos votando-o em 2º turno. É o último ato desta Assembleia Legislativa em relação a esse projeto. Então não podemos ser levianos em aprovar uma legislação nesse sentido, porque, quando você impõe uma multa, que pode ultrapassar os R$170.000,00, pode amarrar as mãos do dono do estabelecimento, e de seus funcionários, que nada poderão fazer para proteger as mulheres e meninas de Minas Gerais contra homens biológicos que se dirão mulheres e frequentarão os espaços destinados a elas. É um projeto muito perigoso para as mulheres mineiras. Isso aqui nada tem a ver com homofobia. A questão da orientação sexual já está resguardada desde 2002. O que esse projeto faz é ampliar o escopo de maneira irresponsável, de maneira perigosa e expor a risco mulheres e meninas em Minas Gerais.

Muito obrigado, Sr. Presidente.