Pronunciamentos

DEPUTADA GEISA TEIXEIRA (PT)

Questão de Ordem

Transcurso do Dia Internacional da Mulher. Comenta o ciclo de debates Dia Internacional da Mulher - Mulheres Contra a Violência: Autonomia, Reconhecimento e Participação. Defende a aprovação da proposta de emenda à Constituição que dá nova redação ao § 1º do art 60 da Constituição do Estado. (Fica assegurada na constituição da Mesa e de cada comissão, tanto quanto possível, a participação proporcional dos partidos políticos ou dos blocos parlamentares representados na Assembleia Legislativa.)
Reunião 10ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 18ª legislatura, 2ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/03/2016
Página 36, Coluna 1
Assunto (ALMG). ASSISTÊNCIA SOCIAL. CALENDÁRIO. CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. MULHER. PESSOA COM DEFICIÊNCIA. SEGURANÇA PÚBLICA.
Proposições citadas PEC 16 de 2015

10ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 2ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 18ª LEGISLATURA, EM 8/3/2016

Palavras da deputada Geisa Teixeira

A deputada Geisa Teixeira – Boa tarde, Sr. Presidente, componentes da Mesa, deputadas e deputados. Não poderia deixar de estar aqui junto com nossas mulheres parlamentares e parabenizar todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher. As mulheres merecem flores, merecem todas as homenagens. Sabemos o papel importante que a mulher desenvolve dentro da nossa sociedade, quer como mãe, quer como profissional. Enfim, hoje as mulheres ocuparam vários espaços, mas infelizmente ainda há um agravante muito grande, que é a violência contra a mulher. Ter um dia internacional é ótimo, pois cada país, cada estado, cada cidade está debatendo o tema pertinente relacionado a questões voltadas à mulher. O ruim de termos um dia internacional é porque só se cria essa data quando há algum problema e violência ligada ao tema proposto. Então, quero dizer que está em desuso, acredito, falarmos apenas que as mulheres merecem flores, porque o que queremos mesmo é debater os espinhos e o que aflige as mulheres, embora estejamos em pleno ano 2016, em pleno século XXI, na idade contemporânea. Nesta Casa tivemos um ciclo de debates, nos dias 2 e 3, promovido pela Assembleia Legislativa, por meio da Comissão Extraordinária das Mulheres. Estiveram presentes os movimentos voltados para a questão de gênero, para as questões das mulheres, e o tema abordado foi a violência contra a mulher. Parece que, por mais que sejamos mais uma, por mais que tenhamos voz, por mais que tenha o número 180, sabemos que há mulheres que são agredidas diariamente em seus lares, que deveriam ser espaços de proteção, de relacionamento, de amor, espaços onde as pessoas crescem em equilíbrio, em igualdade, em uma sociedade que realmente gostaríamos que fosse a mais perfeita possível. As inúmeras falas que tivemos nesta Assembleia arrepiam e tornam a vida – parece – um pouco mais endurecida. Ao mesmo tempo, que bom que tivemos a oportunidade de ouvir tantos lamentos por atos que são acometidos contra as mulheres, sejam as negras, sejam as brancas, sejam as que tiveram uma opção sexual diferente, sejam as com deficiência, sejam as idosas, contra quem sabemos também que há um índice grande de violência. O que queremos é que não só haja denúncia, mas que haja, cada vez mais, o encolhimento desse tipo de violência que ainda acomete a mulher. Para isso queremos, sim, que haja mais mulheres nos espaços de poder para estarmos também diante dessa luta sensibilizando os nossos pares. Nesta Casa, somos 77 deputados, mas somente 7 mulheres, que querem fazer a diferença neste Parlamento. Por isso estamos trabalhando também para que haja a votação positiva para a nossa PEC nº 16, que prevê pelo menos uma mulher na Mesa desta Casa. Estamos em nossa 18ª Legislatura e somente na 13ª tivemos a presença de duas mulheres compondo a Mesa. Para termos então igualdade, para termos mais mulheres com direitos iguais aos dos homens, não basta que apenas estejamos em número, mas que estejamos cada vez mais fortalecidas, principalmente pelos nossos pares. Já houve aprovação, por meio da comissão especial, e agora virá para o Plenário para votação. Por isso é importante que toda a sociedade e que as mulheres acompanhem os deputados que estarão conosco nessa luta. Acredito que, dessa forma, deputada Marília Campos, a Assembleia de Minas dará um passo importante e fará a diferença, de fato. Espero que nossa luta não seja em vão. Pelo menos em nossa Comissão Extraordinária das Mulheres, estaremos sempre falando desse assunto e debatendo aqui, no Plenário, também. Gostaria de finalizar, porque acho que já fui contemplada em muitas falas aqui. Mais uma vez, quero parabenizar todas as mulheres e dizer que estamos em luta, que queremos, cada vez mais, uma sociedade justa e fraterna, onde as mulheres tenham voz e vez. Vou ler aqui uma frase que recebi e que é muito bonita: “Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre”. Muito obrigada.