Aldeia abriga 20 famílias das etnias Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe, instaladas em barracas de lona - Arquivo ALMG

Comissão visita aldeia indígena em São Joaquim de Bicas

Objetivo é verificar as condições de crianças e jovens sem acesso a serviços educacionais na comunidade.

19/08/2021 - 18:27

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visita nesta sexta-feira (20/8/21), a partir das 14 horas, a aldeia indígena Katuramã, em São Joaquim de Bicas (Região Metropolitana de Belo Horizonte). O objetivo é verificar as condições das crianças e jovens em idade escolar, tendo em vista que não há oferta de educação na aldeia.

Consulte a pauta da visita.

Segundo informações do gabinete da deputada Beatriz Cerqueira (PT), que preside a comissão e solicitou a visita, a aldeia abriga 20 famílias das etnias Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe diretamente afetadas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (RMBH).

Os indígenas viviam às margens do Rio Paraopeba, mas o local foi coberto pela lama da mineração. As famílias migraram para o bairro Jardim Vitória, na Capital, onde, ainda de acordo com o gabinete da parlamentar, enfrentaram graves problemas para a sobrevivência.

A nova aldeia foi instalada, então, em São Joaquim de Bicas, na Mata Japonesa, mas as dificuldades permanecem, incluindo a falta de escola, água potável e luz e conflitos com grileiros.

No último dia 17, a deputada Beatriz Cerqueira solicitou ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania para Demandas Territoriais, Urbanas e Rurais e de Grande Repercussão Social (Cejusc Social) a garantia de abastecimento de água, energia e o pagamento de verbas emergenciais às famílias.

Em julho, a Comissão de Direitos Humanos da ALMG esteve na aldeia e constatou as dificuldades enfrentadas pelos indígenas, instalados em barracas de lona.