PAULO NOLETO, Presidente do Instituto Mineiro de Acupuntura - IMAN.
Discurso
Discursa sobre o tema do evento.
Reunião
137ª reunião ESPECIAL
Legislatura 14ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/07/2001
Página 18, Coluna 2
Evento Ciclo de debates: "Acupuntura e Terapias Afins: Métodos Complementares de Assistência à Saúde".
Assunto SAÚDE PÚBLICA.
Legislatura 14ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 19/07/2001
Página 18, Coluna 2
Evento Ciclo de debates: "Acupuntura e Terapias Afins: Métodos Complementares de Assistência à Saúde".
Assunto SAÚDE PÚBLICA.
137ª REUNIÃO ESPECIAL DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª
LEGISLATURA, EM 25/6/2001
Palavras do Sr. Paulo Noleto
Bom dia a todos. É com muita satisfação que aqui me encontro.
Agradeço a presença de todos os acupunturistas, médicos,
fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, biomédicos, demais
profissionais da área de saúde, Deputados, do Prefeito de Nova
Era, Sávio Quintão; do Presidente da ABTN, Delegado do SINATEM,
Marco Aurélio Cossi; do Dr. Wu Tou Kwang, cirurgião vascular do
Hospital das Clínicas de São Paulo; do Welington Moreira Diniz,
Presidente do Sindicato dos Massoterapeutos e Acupuntores de
Medicina Oriental - SIMOR - e do Dr. Edilson Corrêa de Moura.
Antes de começar a minha apresentação, gostaria de agradecer mais
uma vez a presença do Dr. Edilson, porque me dá satisfação poder
fazer um contra-argumento a suas afirmações. Primeiro, se a
situação dos hospitais de Minas Gerais, quer sejam municipais,
quer sejam ligados ao Estado, está caótica, se há necessidade de
equipamentos que custam milhões de dólares para se fazerem exames
complementares, é mais um motivo para se implantar uma terapêutica
tão eficaz e barata como a acupuntura, com os recursos oriundos da
medicina tradicional chinesa e demais modelos médicos existente no
mundo.
É importante clarear a mente de todos, inclusive do próprio Dr.
Edilson: o modelo médico ocidental não é o único que existe no
mundo; muito pelo contrário, foi imposto, em nível econômico,
pelos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial.
Mas existem outros modelos médicos atuantes no mundo, como a
medicina ayurvédica, a medicina tibetana, a medicina dos
africanos, dos índios da Bolívia e do Peru e a medicina chinesa. A
China, com 1.300.000.000 de habitantes, tem, como alternativa, a
medicina ocidental. Falar de saúde de pobre para pobre é agressivo
e inconsistente, porque a pirâmide social do nosso País mostra-nos
que a elite está detonando a Nação. Pensamento como esse só
reforça e agrava ainda mais a situação de 70% da população
brasileira, que é pobre. A medicina chinesa é uma medicina para
pobre. Ela requer pouco gasto, poucos equipamentos tecnológicos,
não se encontrando atrelada a nenhuma multinacional de
medicamentos, portanto, não devendo a ninguém. Por isso, Mao Tsé-
tung reimplantou a medicina chinesa na China, depois da República
Popular da China, em 1950, justamente para não ficar dependente
dos países ocidentais, que são os donos do mundo. Sabemos que as
indústrias farmacêuticas estão nas mãos de meia dúzia de países
ocidentais. Portanto, é importante que essas falhas do sistema de
saúde tenham alternativas. E nosso encontro é justamente para
estudar essas alternativas. Precisamos ver, de forma democrática,
a implantação dessas alternativas, para que nossos pobres tenham
uma assistência efetivada. Perdôo o posicionamento do Dr. Edilson
Corrêa de Moura, porque a formação do médico ocidental não inclui
outros modelos de medicina. Na formação do médico ocidental, não
há o estudo da acupuntura e de terapias afins. Por isso,
desconhece tecnicamente, filosoficamente, historicamente e
cientificamente a trajetória da medicina chinesa no mundo. Mas, em
relação ao IMAM, quero dizer que temos, do Conselho Estadual de
Educação, autorização, concedida ao Instituto Mineiro de
Acupuntura e Massagens, para ministrar os cursos técnicos em
acupuntura e em massoterapia e as especializações para
profissionais da área de saúde. Deixo claro que o IMAM tem
protocolado, no Ministério da Educação e Cultura, na SESU, o curso
superior de Biologia, com ênfase em pesquisa de plantas medicinais
brasileiras. Os biólogos que formaremos darão subsídio à pesquisa
do potencial farmacológico das nossas plantas. Protocolamos,
também, o curso superior de Terapias Orientais. Portanto, não
existe o curso superior de Medicina Chinesa porque não podemos
lançar um curso com o nome de medicina num país em que, apesar da
sua vocação democrática, ainda existem redutos feudalistas do
tempo do império e até mesmo da ditadura.
Iniciarei minha palestra solicitando que se apaguem as luzes e
seja ligado o projetor LCD.
- Procede à apresentação de “slides”.
Chamo-me Paulo Noleto, sou Presidente do IMAM, mantenedor do
Instituto Superior de Ciências da Saúde. Resumirei minha palestra
à origem e ao histórico da acupuntura, à medicina chinesa e seus
recursos terapêuticos, à acupuntura no Oriente, à acupuntura em
medicina oriental na República Popular da China, à acupuntura no
Ocidente, à acupuntura no Brasil e à acupuntura e terapias afins
nos serviços públicos atuantes, após o que farei minha conclusão.
Como já disse o Deputado, a acupuntura surgiu na China, há, mais
ou menos, 5 mil anos. Na época, as primeiras agulhas eram de
pedras e ossos de animais, e, posteriormente, evoluíram para
agulhas de bronze e aço inoxidável, sendo que já podem ser
dispensadas, porque existe o estímulo dos acupontos, como
eletroestimulação, magnetismo, raio “laser”, infravermelho,
ultrassom e outros estímulos cutâneos. Portanto, a acupuntura
expandiu-se, assim como os demais recursos da medicina chinesa,
tornando-se uma medicina oriental em todos os países do Oriente e,
mais recentemente, no mundo. Como disse o Deputado Márcio Cunha,
no início do século passado, os imigrantes japoneses aqui chegaram
e trouxeram seus costumes, inclusive sua prática médica
tradicional.
A medicina chinesa, como todos sabem, baseia-se nos princípios da
natureza. A relação céu, terra e homem é muito relevada nesse
modelo médico tradicional. Portanto, os chineses fundamentaram
todos os seus recursos terapêuticos - é bom frisar que não se
tratam de especialidades, pois estas ocorreram no mundo ocidental
a partir do paradigma cartesiano, que acreditava que o homem
poderia ser dividido em partes isoladas, ou seja, estanques. Com
isso, surgiu o “boom” das especialidades - como a acupuntura; como
a queima da erva “Artemisia Vulgaris” sobre um ponto de
acupuntura, por liberar um cumprimento de onda que não queima a
pele, não gera cicatriz e é cicatrizante; como as ventosas e as
sangrias - é importante declarar que a sangria não é aquela
praticada pela medicina ocidental até o final do século retrasado.
Trata-se da sangria de duas ou três gotas de sangue dos acupontos,
para que seja liberado o agente perverso ou o calor -, como as
massagens terapêuticas, que são diversas, incluindo-se o tuinar
chinês, o shiatsu, japonês, a reflexologia na sola dos pés e
outras massagens e manipulações articulares; como a dietoterapia,
que é a terapêutica da nutrição, que segue uma dieta completamente
diferente da ocidental; como a cinesiologia, que diz respeito aos
exercícios físicos chineses, como o tai chi, o li an gun e outros,
pois os chineses praticam exercícios há milhares de anos, antes
mesmo da antiga Grécia, como o al chi cum, exercícios
respiratórios que trabalham o sistema nervoso central e atuam
sobre as doenças psicossomáticas, e como a farmacoterapia chinesa,
que é o recurso mais importante da medicina chinesa e o mais
utilizado. A acupuntura é o segundo recurso mais utilizado.
A acupuntura, como estão observando no quadro, nasceu na China,
ou seja, na estrutura geográfica que hoje conhecemos por China, e
desenvolveu-se pela península da Coréia, para o Japão, para o
Vietnã, para o Camboja, para o Laos, para a Tailândia, para o
Tibete, para a Cingapura e para os outros países do Extremo
Oriente e do Oriente. Na Constituição da República Popular, a
China passou a existir novamente, pois houve um período de
ostracismo, quando o grupo Rockfeller tentava implantar nesse
território o modelo médico ocidental. No início do século passado,
a China era uma terra de ninguém. Houve a Guerra do Ópio, que foi
imposta pelos ingleses, por questões comerciais, para dividir o
império chinês. Então, a China virou uma terra de ninguém, com
concessões estrangeiras diversas. Mao Tsé-tung, após a Grande
Marcha, restabeleceu o controle da China, e a Carta Magna chinesa
deixou importantes afazeres para o Ministério da Saúde, dividindo-
o em dois departamentos. Um deles é o Departamento Estatal da
Medicina Ocidental, pois não puderam negar os avanços dessa
medicina. Seria anacrônico negar esse fato. Em um período de total
comunicação entre os países, jamais negaríamos o avanço na área
dos antibióticos, das terapias, da traumatologia e das cirurgias,
apesar de a cirurgia não pertencer à medicina até 1920, pois, na
Primeira Guerra Mundial, os membros eram amputados por não haver o
controle das infecções, da antibioticoterapia, das transfusões de
sangue e até mesmo da anestesia. Portanto, o Ministério da Saúde
dividiu-se em Departamento Estatal de Medicina Ocidental e
Departamento Estatal de Medicina Chinesa. O Governo da China
divide as verbas no meio para os dois departamentos,
proporcionando um grande desenvolvimento para a medicina chinesa.
Aqui está o Departamento Estatal da Medicina Tradicional Chinesa
da República Popular da China. Observem, no próximo “slide”, o
organograma do Departamento de Ciência, Tecnologia e Educação, com
a divisão de pesquisas fundamentais, de aplicação de pesquisas, de
aplicação superior, de vocação educacional e de vocação de
adultos. Portanto, na China, a Faculdade de Medicina Chinesa é
separada da de medicina ocidental. Não apenas na China, mas em
vários países do mundo, até nos Estados Unidos, que é o berço da
medicina científica ocidental, há, em 39 Estados, faculdades de
medicina oriental, separadas do discurso da formação do médico
ocidental.
No próximo “slide”, poderão observar a vista aérea da maior
universidade de medicina chinesa do mundo, que é a Beijing
University of Chinese Medicine. Vocês podem ver a entrada da
Universidade, o prédio do Departamento de Ciências Médicas
Básicas, o prédio da Faculdade de Saúde Pública em Medicina
Chinesa, o prédio da Faculdade de Acupuntura, de Maxabustão e de
Massagem e o prédio da Faculdade de Farmácia em Medicina Chinesa,
pois até o curso de Farmácia, na China, é distinto do de Farmácia
ocidental.
O famacêutico de formação ocidental não está apto a lidar com os
fármacos e com a matéria médica chinesa, que é constituída de
substâncias animais, minerais e vegetais.
Aqui está o Instituto de Ciências Biológicas, onde se estuda
anatomia, fisiologia, bioquímica, parasitologia e imunologia, ou
seja, todas as ciências que não são, de forma alguma,
exclusividade do médico. O fisioterapeuta, o enfermeiro, o
bioquímico, o fonoaudiólogo e mesmo o psicólogo estudam essas
matérias.
Podemos ver a biblioteca da Universidade, com 370 mil livros,
sendo 10 mil clássicos ancestrais, ou seja, livros que foram
escritos há milhares de anos.
Na China, existem 4.876 hospitais só de medicina chinesa, com
apenas um pequeno departamento para a medicina ocidental. Esse é o
hospital da Universidade, que possui dois outros. Ele tem mil
leitos, e todos podem observar que é maior que o Hospital das
Clínicas de Belo Horizonte. Chama-se Fon Chin e é moderníssimo,
contendo todos os recursos de propedêutica e semiologia da física
e engenharia.
Lembrem-se de que a propedêutica, ou os exames complementares
usados pelos médicos, não é oriunda da ciência médica, mas da
engenharia e da física; portanto, passível de ser usada por todos
os profissionais da área de saúde. E já que ele falou a respeito
do ato médico, todos vocês receberam ou poderão pedir uma pasta,
distribuída pela Assembléia, contendo uma documentação do IMAM que
deixa bem claro que a acupuntura é hoje parte integrante de seis
profissões da área de saúde, por resoluções internas de conselhos,
que não têm forma de lei, aplicando-se apenas a seus pares -
então, é um absurdo algum conselho querer legislar ou dar algum
palpite na profissão do outro. Também é importante dizer que o ato
médico não existe - não é fundamentado, e não há lei alguma que o
caracterize. Acho que estão havendo alguns exageros por parte de
representantes dessas corporações. Então, o Hospital Fon Chin já
foi mostrado.
Temos também a farmácia industrial. Dentro da Universidade de
Beijing existe uma indústria farmacêutica, para que os estudantes
treinem e produzam remédios chineses tradicionais, que são
exportados para todo o mundo. Mas na China existem mais de 160
faculdades nesse nível, sendo só 15 universidades desse porte e
pouco mais de 150 no interior do país. Além da Universidade de
Beijing e outras - de Shanghai, de Changchun e de Nanjing -,
existem as Academias de Medicina Chinesa de Beijing, de Nanjing,
de Shanghai, de Changchun e diversas outras, onde se fazem as
pesquisas científicas. O organograma que está sendo exibido mostra
as unidades de pesquisas científicas, as unidades clínicas, que
são oito grandes hospitais mantidos pela academia, as unidades de
educação e diversas outras.
Quanto à acupuntura no Ocidente, sabemos que os primeiros
ocidentais a entrar em contato com ela foram os jesuítas
franceses, de forma rebuscada, sem conhecimento clássico. De 1920
a 1930, o Cônsul Francês na China, Dr. Solie de Morrent, graduou-
se em uma universidade de medicina chinesa e levou conceitos
fidedignos dessa arte para a França. Em 1970, o Presidente Nixon
reata as relações diplomáticas com a China, e, então, o Ocidente
se impressiona com a analgesia por acupuntura na cirurgia de
apêndice do jornalista da comitiva do Presidente. A partir daí,
surgiu o grande interesse do mundo pela acupuntura.
Aqui vemos a regulamentação nos países ocidentais: Estados
Unidos, Canadá, Inglaterra, Finlândia, Bélgica, Holanda, Noruega,
Alemanha, Austrália e Nova Zelândia, entre outros países
ocidentais, possuem legislação específica, desatrelando as coisas.
Não é possível que pessoas que gozem de sanidade mental queiram,
de forma corporativista, atrelar a acupuntura à medicina
ocidental, que não tem condições históricas ou científicas em
relação a esta. A acupuntura surgiu há 5 mil anos, ao passo que a
medicina ocidental não possui 300 anos de existência, da forma
como é sistematizada - a antibioterapia, por exemplo, surgiu na
década de 30.
Quanto à formação acadêmica universitária, os cursos superiores
de acupuntura e de medicina chinesa são estabelecidos nesses
países, com legislação específica, até mesmo nos Estados Unidos -
qualquer um pode acessar o “site” acumputure.com e confirmar. No
Brasil, como eu já disse, imigrantes japoneses, coreanos e
chineses ensinaram alunos brasileiros, em cursos livres. Esses
alunos, por sua vez, formaram escolas de cursos livres, que hoje
já são cursos técnicos, e mesmo um curso superior - a acupuntura
já é curso superior na Universidade Estácio de Sá. Portanto,
acupunturistas clássicos brasileiros passaram a ensinar acupuntura
para dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros, terapeutas
naturistas e até para médicos. Infelizmente, hoje, esses alunos
estão pleiteando uma reserva de mercado. Acho que a população não
é tola mais - o ACM já caiu, o Jader Barbalho está a caminho, e
tudo indica que a sociedade brasileira não vai mais aceitar esse
tipo de posicionamento antidemocrático. Após todos esses
profissionais aprenderem a acupuntura conosco, com os
acupunturistas clássicos, os conselhos de suas profissões baixaram
resoluções que lhes permitem praticar a acupuntura. Vejam bem que,
até 1995, os médicos não podiam praticar a acupuntura, pois seriam
punidos por seu conselho. Agora, a resolução de seu conselho
liberou uma prática; nada mais do que isso. Mas, muito antes dos
médicos, em 1985, o Conselho Federal de Fisioterapia reconheceu a
acupuntura como especialidade - e parabenizo os fisioterapeutas,
pois foram eles os primeiros a fazer esse reconhecimento.
Posteriormente, em 1986, o Conselho de Biomedicina e, em 1995,
nossos alunos conseguiram regulamentar a prática da acupuntura
para os médicos. Em 1997, os enfermeiros fizeram o mesmo, e em
2000, o Conselho de Farmácia. Vejam que maravilha: mais um
profissional bem formado, que estudou anatomia, fisiologia,
imunologia, parasitologia e microbiologia, o farmacêutico, também
pode praticar a acupuntura. E agora, em abril deste ano, também o
fonoaudiólogo passou a poder se utilizar da acupuntura em seu
exercício profissional, naturalmente limitando-se a tratar dos
problemas relativos à sua profissão.
Sobre acupuntura e terapias afins em serviços públicos e
ambulatórios assistenciais, temos aqui uma ínfima amostra - isso
não é nem 1% do que está acontecendo no Brasil. Mas Santa
Catarina, Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz - onde, aliás,
é lei municipal - e mais quatro municípios praticam a acupuntura
de forma multidisciplinar, democraticamente, o que vai atingir
muito mais pessoas do que uma prática restrita a uma classe. Em
Minas Gerais, temos Belo Horizonte, Contagem, Venda Nova, Lagoa
Santa, Nova Era, Matozinhos, Santos Dumont, Juiz de Fora, Paracatu
e muitas outras cidades. No Rio de Janeiro: Niterói, Nova Iguaçu,
Petrópolis e a cidade do Rio de Janeiro - e, contradizendo o
representante do Sindicato dos Médicos, nesse Estado a adoção da
prática não foi por uma portaria; realmente, os médicos, de forma
corporativista, conseguiram fazer com que a portaria não
funcionasse, mas há também uma lei, do Deputado Carlos Mink, que é
superior a uma portaria. Em São Paulo: Novo Horizonte, Ribeirão
Preto, Guarulhos e a cidade de São Paulo, onde há inúmeros
hospitais que já a praticam, e muitos outros municípios. No
Nordeste, temos Bahia, Pernambuco, Ceará, Sergipe e muitos outros
Estados.
O IMAM mantém o ambulatório da Igreja da Boa Viagem desde 1986 -
portanto, há 15 anos, ou seja, um direito mais do que adquirido -,
com média de 30 atendimentos diários, 600 ao mês e 500 pessoas em
fila de espera. O Núcleo Assistencial Vereda da Esperança - NAVE -
, desde 1984, realiza 200 atendimentos durante o mês. Em Nova Era,
cujos detalhes o Prefeito vai expor, são realizados 600
atendimentos nos finais de semana, no Centro de Terapias
Holísticas e Naturais do Vale do Aço.
Outras instituições, como Tai-chi Terapias Orientais, com o Prof.
Wellington Moreira Diniz, mantêm ambulatório no Ambulatório de
Acupuntura Dr. Bezerra de Meneses, em Contagem, com 340
atendimentos durante o mês; no Ambulatório de Acupuntura do
Conjunto Mariquinhas, em Venda Nova, com 300 atendimentos durante
o mês. Mantidos pelo Sindicato dos Massoterapeutas e
Acupunturistas da Medicina Oriental, temos a Casa do Ancião, no
Bairro Ozanan, com 160 atendimentos ao mês, e o Grupo Luz nas
Trevas, no Bairro Santo André, com 500 atendimentos ao mês.
Minha conclusão de tudo o que foi exposto por mim e por todos,
até com a ajuda do Presidente do Sindicato, é que temos
viabilidade econômica. Isso é incontestável, porque haverá
economia para o erário público. Ora, o Deputado Márcio Cunha iria
fazer uma cirurgia que lhe custaria ou aos cofres do Estado ou do
município nada menos do que US$8.000,00, mas ficou curado com
algumas sessões de acupuntura. E não é anticientífico seu caso,
porque hérnia de disco é algo mecânico, é uma compressão
radicular, que já estava com parestesia e pode levar à paresia e à
paralisia - as pessoas que conhecem essa terminologia sabem muito
bem o que é isso. Há também viabilidade clínica, pelos resultados
incontestáveis. Não há mais como contestar a medicina tradicional
chinesa, que sobreviveu por 5 mil anos e é a medicina oficial na
China. Há viabilidade social, porque há uma abrangência
inequívoca: é uma medicina de pobre para pobre. E há viabilidade
política, pela sintonia com os interesses sociais, haja visto o
fato de o Plenário estar lotado neste momento, porque a sociedade
está atenta a esses movimentos populares em relação à implantação
de terapêuticas alternativas em seu sistema de saúde. Muito
obrigado. Era o que queria dizer.