MIGUEL ARROYO, Professor Titular da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
Discurso
Comenta o tema: "Plano Nacional de Educação".
Reunião
43ª reunião ESPECIAL
Legislatura 14ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/11/1999
Página 22, Coluna 4
Evento Seminário Legislativo: "Construindo a Política de Educação Pública em Minas Gerais".
Assunto EDUCAÇÃO.
Observação Participantes do debate: Maria Ilda de Carvalho, Cleudirce Cornélio Camargos, Rosália Bambirra.
Legislatura 14ª legislatura, 1ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/11/1999
Página 22, Coluna 4
Evento Seminário Legislativo: "Construindo a Política de Educação Pública em Minas Gerais".
Assunto EDUCAÇÃO.
Observação Participantes do debate: Maria Ilda de Carvalho, Cleudirce Cornélio Camargos, Rosália Bambirra.
43ª REUNIÃO ESPECIAL DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 14ª
LEGISLATURA, EM 18/10/1999
Palavras do Sr. Miguel Arroyo
Boa-tarde aos educadores e educadoras, membros da Mesa,
organizadores deste seminário. Quero, mais uma vez, agradecer o
convite que me foi feito para participar, repensar, pensar e
construir a nossa educação, a educação que os setores populares, a
escola pública merecem. Gostaria de referir-me ao tema “O Plano
Nacional de Educação”, enquanto pode servir-nos de referência para
a construção de uma política de educação pública em Minas Gerais,
finalidade deste seminário. Quero dizer que não vou fazer uma
análise diretamente do plano do Governo nem do plano da sociedade
- da proposta do CONED. Neste momento em que se está construindo
uma política de educação pública em Minas Gerais, parece ser mais
importante trazer o que chamaria de lógicas estruturantes, que
estão no plano do Governo e da sociedade civil. Em outros termos,
mais do que entrar em detalhes, vou me referir ao embate que, há
vários anos, está colocado na construção desses planos, que não
coincidem. Ao contrário, até no discurso podem coincidir, mas
parte de lógicas estruturantes, no meu entender, bastante
divergentes.
A questão que coloco é esta: que lógicas estruturantes estão na
proposta do plano do Governo e do plano da sociedade? Quais as
lições que poderíamos tirar quando pensamos em construir uma
proposta de educação pública para Minas Gerais desses embates que
vêm se travando entre a sociedade, o Governo, no interior da
sociedade, no interior das universidades, etc. Por aí, orientarei
a minha fala.
A primeira questão que parece estar colocada no embate é encarar
a educação como uma questão política. Há pouco, o Deputado Edson
Rezende disse que tínhamos uma política que acabava despolitizando
o campo da educação. Parece-me que o grande embate que está posto
entre o plano da sociedade e o plano do Governo é que a sociedade
defende que a educação é uma questão eminentemente política.
Conseqüentemente, terá que ser travado o embate no campo político,
ou seja, em outros termos.
Trata-se de definir vontades políticas, opções políticas,
intervenções políticas e recursos políticos. Não se trata de
deixar a educação à mercê do mercado, como o neoliberalismo
pretende. A grande questão a ser enfrentada quando se formula uma
política de educação pública é se consideramos o campo da educação
como mais um dos campos de que o mercado poderá um dia dar conta,
ou se consideramos que terá que continuar como um campo
eminentemente político.
Daí, tiraríamos algumas conseqüências. Se consideramos o campo da
educação e temos que equacioná-lo, seria por meio de uma política
com um olhar político. Insisto, não podemos equacioná-lo
simplesmente a partir desta ou daquela demanda do mercado,
tampouco equacioná-lo a partir, como sempre se faz e os PCMs
fazem, das demandas da sociedade da informática, das sociedades do
conhecimento e das novas tecnologias, da inserção social. Parece-
me que a questão deve ser colocada não a partir das demandas do
mercado, da produção, da informática e dos novos conhecimentos,
mas a partir de outro equacionamento, eminentemente político.
No meu entendimento, a partir desse ponto, temos que nos
aproximar de outra questão fundamental. A educação não pode ser
equacionada, sobretudo a educação escolar, como se fosse uma
realidade estática. Sempre equacionamos a educação nesses termos.
Já nos demos conta se todos estão na escola? Ainda não. Como dar
conta? Já nos demos conta se todos aprendem? Ainda não. Como dar
conta? Parece-me que essas colocações já foram feitas por Rui
Barbosa em 1882. Muitas vezes, os planos de educação continuam
sendo iguais ou muito parecidos com os do final do Império. A
educação não é algo estático, é um campo social, político,
cultural, eminentemente dinâmico. Não devemos somente observar se
ainda não demos, se já demos ou se, em parte, demos conta de que
todos estão na escola, pois isso é muito pouco, mas observar se
estamos dando conta de acompanhar as mudanças radicais que estão
acontecendo na educação, enquanto campo cultural, social e
político.
Diria que, somente neste século, houve três grandes mudanças na
concepção de educação, que definiram o campo educativo.
Conseqüentemente, temos que definir os planos de educação e a
formulação de uma política de educação. A primeira mudança já veio
se construindo desde a Revolução Francesa, ou seja, desvincular a
educação dos privilégios de origem, de classe, de família, de
raça, de gênero. Para quê? Para colocá-la, e isso foi uma grande
revolução, no campo da cidadania. Mas o que aconteceu? Ela não foi
colocada nesse campo, mas no campo do mercado. A concepção de
cidadania presume a condição de todos serem trabalhadores livres
para o mercado, capacitados para o mercado, credenciados para o
mercado. A educação e os planos de educação colocaram isso como a
grande questão estruturante, ou seja, as demandas do mercado. Com
base nisso, vamos ver as competências que vamos ministrar, a
educação, as habilidades e os conhecimentos que vamos dar.
Diria a vocês que ainda estamos nesse momento. O plano nacional
de educação do Governo ainda se estrutura segundo esse eixo, quer
dizer, ele olha as demandas da sociedade, os trabalhadores que
servem para essa sociedade, os currículos que servem para essa
sociedade. Diria que esse eixo estruturante não dá conta dos
avanços da educação, é pobre, é ultrapassado.
No terceiro momento, momento em que o plano da sociedade tenta
situar-se, precisamos perceber que o campo da educação já não está
vinculado, nas últimas décadas, nem aos privilégios de origem, que
ainda continuam muito fortes entre nós, nem às demandas do
mercado, mas aos grandes valores socialistas, democráticos, de
justiça, de igualdade, de dignidade. Essa é outra história, é
outro eixo estruturante.
Se tivéssemos que propor alguma coisa para a elaboração da
política de educação pública em Minas Gerais, diria: por favor,
que ela não reforce os privilégios de origem, não caia na
aparentemente modernizante vinculação da escola com os mercados,
mas seja colocada no campo dos direitos, dos grandes valores, com
o ser humano no centro, como sujeito de direito.
Penso que a grande conquista dos movimentos sociais, a grande
contribuição do movimento trabalhista, a grande contribuição do
movimento feminista, do movimento negro, do movimento pelos
direitos humanos, da luta das minorias em todas as suas
manifestações, ou melhor, das maiorias em todas as suas
manifestações, tem sido pelo direito a ser gente, a ser humano, a
viver a plenitude humana, conquistada por toda a sociedade, no
campo do conhecimento, da justiça, da dignidade, dos valores, da
cultura. Eu diria a vocês que o grande embate entre o plano do
Governo e o plano da sociedade situa-se nesse ponto. Enquanto um
continua preso à idéia de dar conta das demandas do mercado, o
nosso plano tenta garantir mais do que isso, tenta garantir a
dignidade humana das crianças, dos jovens e adultos que freqüentam
a escola. Essa é outra história, mas é a nossa história, é a
história real.
No último século, não foi só o capitalismo que nos disse como
devemos formar nossas crianças ou nossos jovens para serem braços
suficientes para o mercado. No último século, o movimento social
democrático, guiado por valores de justiça, de igualdade, de
dignidade, de democracia, sem diferenças de origem e sem
vinculações com destinos no mercado, tem sido tão forte, tão
decisivo, mais voltado para o campo da educação do que para o
campo do mercado. Falta perceber isso e estruturar nossa política
segundo esse eixo, porque me parece que o campo da educação está
onde sempre deveria estar: no campo do humano, da dignidade, da
cultura, está além do campo da produção. Por mais digno que seja o
ser humano produzir mais para viver com mais dignidade, o campo da
educação situa-se mais fundo, situa-se nas conquistas
civilizatórias, culturais, da democracia, do socialismo, da
igualdade, da dignidade, enfim, da condição humana.
Queria lembrar uma coisa: muitas vezes, quando falamos do plano
do Governo, do plano da sociedade, diria a vocês que o plano do
Governo se esquece da nova LDB, que não coloca a educação no plano
do mercado. A nova LDB, ao longo de sua lógica, apesar de não ser
a que queríamos, incorporou algo que era fundamental em nossa
proposta, que é uma concepção de educação básica que extrapola o
campo do mercado, que situa a educação básica - e as políticas
devem estar aí situadas - no campo da formação humana, dos grandes
processos de formação humana. Como nos fala o art. 1º, o processo
de trabalho, o movimento social, a família, o dinamismo cultural,
é aí que se situa a educação. Logo, toda a política tem que estar
aí situada. E o art. 2º ainda diz: “A finalidade da educação é o
pleno desenvolvimento do ser humano”.
Penso que toda política de educação, todo plano nacional,
estadual, municipal de educação terá que ter esse grande eixo
estruturante: dar conta do pleno desenvolvimento dos educandos, de
sua plenitude humana enquanto seres humanos. O ser humano tem
direito a algo mais do que moradia, trabalho, emprego,
conhecimento. Tem o direito de viver plenamente como humano. No
grau de humanidade atingido pela sociedade, em cada momento
histórico, lamentável é que a sociedade só permite que alguns
tenham acesso a essa plenitude - vamos chamar assim -, enquanto a
outros, apesar de terem acesso às letras e à escola, é negado esse
grande direito de desenvolver-se plenamente como seres humanos.
Vejam como pensar uma política de educação pública nessa direção,
que é a direção da lei.
Diria a vocês, já finalizando, que, para chegarmos a essa
política, teríamos que levar em conta algumas questões muito
concretas. A primeira delas é que não podemos organizar um plano
nacional de educação, nem do Governo, nem da sociedade, nenhuma
política de educação para Minas Gerais a partir da escola. Vejo
que este seminário está bastante centrado na escola. A velha
fórmula de construir políticas educacionais a partir da escola
está gasta, não dá conta disso que eu estava colocando.
Perguntamos: que escola temos? Com que deficiências? Deficiências
físicas. A escola, fisicamente, é uma escola ou é um pardieiro? A
escola tem material, biblioteca, sala para professores, banheiros
limpos, ao menos não fedorentos? Essa é uma grande questão que
temos que colocar. Não podemos descuidar da materialidade onde os
seres humanos se desenvolvem, pois eles não são só espírito, como
os anjos, mas se desenvolvem nas condições materiais em que
produzem e reproduzem sua existência. A escola é muito mais forte
em termos educativos, e é isso que falo um pouco nesse texto, do
qual faço propaganda, que está nesse livro. A escola é muito mais
educativa ou deseducativa na materialidade. Lembro uma frase dita
na proposta da escola plural: as virtualidades educativas da
materialidade da escola. Gostávamos muito dessa frase, mas, no
fundo, ela quer dizer que o ser humano é o meio onde vive. Isso é
algo que nós, que bebemos no nosso velho mar, aprendemos e não
queremos esquecer: o ser humano não é a ideologia e as lições que
recebe, mas as condições materiais a que é submetido para produzir
e reproduzir sua existência, inclusive na escola.
Então, que texto vamos dar a isso? Que centralidade vamos dar a
isso? Vamos fazer como o MEC sempre faz: começa pelo currículo e
pelo conteúdo? Bons conteúdos, boas escolas. Eu diria: boas
condições físicas, boa escola; boa materialidade, boa escola. As
grandes lições têm que ser objetivadas na estrutura, nas formas de
produzir e reproduzir, durante 4 horas por dia, 200 dias por ano,
mestres de alunos, produzir, reproduzir, trabalhar, relacionar-se.
Esse ponto fundamental não pode ser esquecido numa política e não
está muito claro no Plano Nacional de Educação, porque parte de um
pressuposto falso, de que a questão da escola já está resolvida,
que durante muito tempo falamos em mais escolas e que agora é hora
de falar em qualidade nessas escolas. É mentira que tenhamos 98%
dos jovens e crianças na escola. Quantas turmas temos na 1ª série?
Vinte. Quantas temos na 8ª? Oito, quatro, três. Onde estão eles?
Segundo o MEC, estão na escola. Mentira pura, estão tentando
sobreviver, porque o pai está desempregado e a mãe já não agüenta
mais lavar roupa. Que mentira mais estúpida, dizer que todos estão
na escola! Todos nós sabemos que não estão. Não esqueçam, por
favor, desta questão: ainda não garantimos escola, fisicamente,
para a nossa infância e a nossa juventude. Como elaborar uma
política que leve em consideração tudo isso? Diria para vocês que
o foco de uma proposta não tem de ser a escola, com condições
materiais, com livros, com currículo e com professores, mas o
educando e o educador. O foco estruturante tem de ser o sujeito da
ação educativa. Não tem de ser nem o conteúdo nem as metodologias,
que são mediadores desse sujeito, mas, sim, fundamentalmente, o
sujeito da escola. Comentarei algo que me chamou a atenção. O MEC
lançou os PCMs, da 1ª à 4ª série, em que faz um diagnóstico da
escola, da repetência, da reprovação, das reformas dos currículos,
mas não se refere à infância com que trabalharemos esses
currículos. A infância é, hoje, a mesma de 200 ou 500 anos atrás?
Não é a mesma. Temos de partir de um diagnóstico: quais são as
infâncias em Minas Gerais? Porque não há uma única infância. Como
essa infância se constrói como sujeito humano? Ela tem condições
de ser humana ou a criança não vive a sua infância? Ou, para ela,
já há muitos anos, a infância é um paraíso perdido? Quem tem
direito à infância nas Minas Gerais? E com relação à adolescência
e à juventude? Não façam apenas um diagnóstico das carências da
escola, façam um diagnóstico mais profundo, ou seja, comecem por
um diagnóstico da infância em Minas Gerais, da que existe e da que
não existe, da infância que é possível e da que nunca será
possível, devido às condições de trabalho e à miséria. Estão
lançando um filme que se chama “Os Carvoeiros”, em que é mostrada
a infância carvoeira em Minas Gerais e no Brasil. Podemos falar da
infância no lixo. Na reportagem de anteontem, falou-se muito sobre
alimentação. Não adianta ficarmos falando do que a escola não tem,
porque não há crianças vivendo sua infância. Elas estão pensando
em como sobreviver, porque, do contrário, não vivem. Essa questão
é muito mais urgente. A escola não vive por si mesma e não tem
sentido em si mesma. Ela só tem sentido em função da infância e da
adolescência real. Se for necessário, temos de redefinir a escola
para que dê conta dessa infância. Não adianta dizer que a infância
da escola deverá ser sempre a mesma: chegar às 7 horas, sair às 11
horas. Isso não adianta. Ou que, se não ficarem durante quatro
anos, serão reprovados. E, se não forem aprovados, serão
reprovados. E quem não comparecer a 75% das aulas será
automaticamente reprovado. Isso é partir do umbigo da escola e é
pensar que a nossa infância gira em volta desse umbigo. Isso não é
verdade. Ou a escola se redefine em função da infância que existe
- e, para isso, temos de começar por aí, ou seja, verificando que
infância existe - ou não adianta olharmos para a escola e
discutirmos sobre ela, nem sequer participativamente. Esse ponto é
fundamentalíssimo para a elaboração de qualquer proposta de
política pública para Minas Gerais. Olhar os professores, que são
os outros sujeitos. Quantos deles têm educação leiga, ou são
normalistas, ou são pedagogos, etc.? Essa não é a grande questão
do educador. A grande questão do educador é a mesma da nossa
infância. O educador tem condições de viver como gente? Qual é a
sua jornada de trabalho? Não só dentro da escola. Se fosse apenas
dentro da escola, as mulheres que estão aqui, em sua maioria,
achariam tudo muito fácil. Qual é a jornada real de trabalho?
Façam o levantamento, o diagnóstico sobre isso. Quantas
professoras são chefes de família? Isso é mais importante que se
analisar quem tem nível superior ou não. Além disso, há outras
questões. Que acesso o professor tem à cultura? Como alguém que
não tem acesso à cultura pode dividi-la? Os cursos de treinamento
não podem ser considerados como cursos de cultura, pois ela não é
treinada. Para se ter cultura, é preciso ter condições de ir ao
cinema, de ler jornais e revistas, de assistir, em casa, a algo
além de “Terra Nostra”. Sendo assim, a grande questão é: como
vivem os nossos educadores? Como é sua vida pessoal? Quais são os
novos educadores, hoje? Estamos ao lado do Rogério Correia, do
Gilmar, dos coordenadores deste evento, de tanta gente que já
lutou, em 1979, há 20 anos, mas, em todo esse tempo, tanta coisa
já mudou! Hoje, os salários são iguais ou piores, as condições são
iguais ou piores, a carreira está tão excludente quanto ou pior, e
nós não somos os mesmos. As lutas nos fizeram outros. Temos mais
consciência, somos novos sujeitos sociais e culturais. Os
professores e professoras não são os mesmos, e isso tem que ser
diagnosticado. Isso é tão sério como saber se dominam ou não os
PCMs, pois, se os professores forem outros, a escola será outra.
Se eles forem sujeitos políticos e culturais, humanos, sujeitos de
direitos diferentes, terão outra sensibilidade como educandos e
sujeitos de direito, fazendo outra triagem dos conteúdos. Esse é o
professor em que vocês se transformaram, em que vocês se vêm
constituindo.
Podemos também questionar se a professora participa do movimento
feminista e se tem consciência de seus direitos enquanto mulher,
pois, assim, sem dúvida, ela será outra mulher. O professor
participa do movimento negro e tem consciência de seus direitos
enquanto negro? Se assim for, ele terá outra sensibilidade com
relação à escola pública e aos direitos da comunidade negra, cujos
membros são, aliás, os mais reprovados, os mais excluídos e os que
são tratados com menos dignidade. Como fica tudo isso? Insisto com
todos vocês: não partam de um diagnóstico da escola, partam de um
diagnóstico da sociedade, dos momentos sociais, do momento
cultural. Partam dos novos sujeitos que, nesse movimento,
constituem-se e das condições concretas de sermos sujeitos e
humanos, para podermos ser educadores e humanos. Termino por aqui,
pois meu tempo já está esgotado. Muito obrigado. (- Palmas.)