MARIA AUXILIADORA CAMPOS ARAÚJO MACHADO, Conselheira do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais. Representante do Presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais, Padre Lázaro de Assis Pinto.
Discurso
Discursa sobre o tema "Construção de uma política de educação superior
para Minas Gerais: desafios e perspectivas".
Reunião
45ª reunião ESPECIAL
Legislatura 15ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/09/2005
Página 48, Coluna 1
Evento Fórum Técnico "A Educação Superior em Minas Gerais: Conjuntura Atual e Perspectivas".
Assunto EDUCAÇÃO.
Legislatura 15ª legislatura, 3ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 20/09/2005
Página 48, Coluna 1
Evento Fórum Técnico "A Educação Superior em Minas Gerais: Conjuntura Atual e Perspectivas".
Assunto EDUCAÇÃO.
45ª REUNIÃO ESPECIAL DA 3ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª
LEGISLATURA, EM 13/9/2005
Palavras da Sra. Maria Auxiliadora Campos Araújo Machado
Sra. Presidente, autoridades, educadores e alunos presentes,
quero ressaltar uma questão que acho pertinente a este fórum.
Falamos que até hoje não temos no Estado um plano decenal de
educação elaborado com a participação da sociedade, mas estamos
vendo que, na educação básica, já há um grupo organizado para
isso. Lembrando que os diversos palestrantes ressaltaram a
importância de a educação superior estar atenta à educação básica
e de haver uma articulação entre elas, queremos afirmar que este
fórum poderá trazer grande contribuição para a construção desse
plano decenal.
Há uma norma constitucional que dispõe que os Estados e
Municípios deverão elaborar o seu plano decenal de educação. A lei
foi homologada em fevereiro de 2001, e agora os 853 Municípios de
Minas Gerais estão em fase de construção desse plano, orientados
por uma comissão instituída pela Secretaria Estadual de Educação,
que já tem elaborado um atlas da realidade dos Municípios. Esse
atlas traz um diagnóstico da situação e, com base nele, os
Municípios terão condições de elaborar o seu plano decenal.
Ora, o Estado, articulado com esses Municípios, já está em fase
bem avançada de elaboração desse plano. Quer dizer, a Secretaria
de Educação está tratando da educação básica. E a educação
superior? Como está a elaboração do plano no que diz respeito à
educação superior? Este é o momento para isso, Luana e todos os
que lembraram da necessidade da definição de metas. Para a
construção desse plano decenal, teremos, inicialmente, de tomar
conhecimento desse atlas elaborado pela Fundação João Pinheiro,
que nos mostra a realidade de Minas Gerais em relação à demanda
atendida na educação básica e no ensino superior, ao atendimento
por idade, à formação dos educadores responsáveis pelo
atendimento, desde a educação infantil ao ensino superior, e ao
percentual de professores qualificados e não qualificados
envolvidos com o exercício da docência. Portanto, esse atlas traz
para conhecimento de todos os educadores a realidade de seus
Municípios e do Estado, e, a partir desse conhecimento, deverá ser
elaborado o plano. E como estamos em relação ao ensino superior?
Os Profs. Arquimedes, Adair e outros lembraram muito bem da
importância da qualidade da educação e do compromisso do ensino
superior com essa qualidade, com a formação inicial e continuada
do professor. Não podemos falar em qualidade se não investirmos na
formação do professor - na formação inicial e na formação
continuada. Temos esperança de que saia o Fundeb. Se o Fundef
constituiu uma fonte de recursos que contribuiu para que
Municípios e instituições de ensino superior levassem para as
diversas regiões do Estado a oportunidade de acesso a uma formação
de qualidade, esperamos que, com o Fundeb, esses recursos sejam
estendidos e ampliados, para que esse processo de formação tenha
continuação. E é o momento de colocar no plano decenal de Minas
Gerais as metas que deverão ser alcançadas em 10 anos. Como disse
o Prof. Arquimedes, o Plano Nacional de Educação definiu em suas
metas para o País atingir 30% do atendimento à demanda da faixa
etária de 17 a 24 anos. Isso é muito pouco. Nossos vizinhos da
América Central já atingiram esse percentual de 30% de
atendimento. E, se a perspectiva no plano nacional é alcançarmos
30% em 10 anos, como vamos fazer em Minas Gerais para atingir
essas metas? Este é o momento para essa definição. Aliás, talvez a
contribuição mais importante deste fórum seja a de trazer os
elementos necessários para a construção desse plano decenal, que
irá definir, a partir dos dados da realidade, as suas metas para
os próximos 10 anos. Muito obrigada.