Pronunciamentos

JORGE LUIS NICOLAS AUDY, Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento e professor titular da Faculdade de Informação da Pontifícia Universidade Católica do Estado de Rio Grande do Sul - Puc RS.

Discurso

Comenta o tema do 1º painel: "Povoamento dos parques científico- tecnológicos de Minas Gerais: empreendimentos, tipos e políticas de atração".
Reunião 56ª reunião ORDINÁRIA
Legislatura 17ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 23/08/2014
Página 31, Coluna 1
Evento Ciclo de debates: Incubadoras e Parques Tecnológicos em Minas Gerais e sua Contribuição para o Desenvolvimento Socioeconômico do Estado.
Assunto CIÊNCIA E TECNOLOGIA.
Observação O número que acompanha o Requerimento Sem Número, constante do campo Proposições, é para controle interno, não fazendo parte da identificação da Proposição referida. No decorrer de seu pronunciamento, procede-se à exibição de slides.
Proposições citadas RQS 2683 de 2014

56ª REUNIÃO ORDINÁRIA DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 17ª LEGISLATURA, EM 12/8/2014

Palavras do Sr. Jorge Luis Nicolas Audy


O Sr. Jorge Luis Nicolas Audy - Boa tarde a todos e a todas. A nossa associação estará aqui com vocês. Eu agradeço a esta Casa o convite; agradeço a meus queridos amigos, ao reitor Renato Aquino e ao reitor Ronaldo Pena a honra de estar com eles discutindo essa temática aqui, em Minas Gerais. Vou falar um pouco sobre ambientes de inovação, e este vai ser o centro da minha fala, para depois discutirmos um pouco sobre isso.

Apresentando-me, eu atuo na PUC do Rio Grande do Sul, onde contamos com o Parque Científico e Tecnológico, o Tecnopuc, que hoje conta com 114 empresas instaladas e cerca de 6.250 funcionários.

Esse é um projeto que teve início em 2002, então estamos no 12º ano dessa trajetória. O contexto, quando falamos de parques científicos e tecnológicos, está muito associado ao que acontece hoje na sociedade, essa visão de sociedade do conhecimento, essa questão da globalização, dos mercados globais, de uma multiplicidade de políticas públicas. Acho que hoje, no País, o nosso maior dilema é alinhar esse conjunto de oportunidades e de políticas que são desenvolvidas por diversos ministérios, estados, cidades, com um grau de dispersão - eu acho - muito alto ainda.

Então, a consolidação de um sistema nacional de inovação parece ser uma coisa muito importante, mas faz parte do contexto em que vivemos; e uma nova economia, uma nova sociedade, essa sociedade do conhecimento também fortemente alicerçada nessa transformação da tecnociência, das diversas tecnologias. Todos esses quatro aspectos estão muito relacionados com a questão dos parques científicos e tecnológicos do nosso país.

Talvez o ponto de contexto que para mim sempre é o mais relevante e preocupante, como brasileiro, é o comportamento da nossa matriz de desenvolvimento. Os bons resultados que temos obtido, em termos de crescimento econômico nos anos anteriores - principalmente os recentes, mas anteriores - e até este momento, que colocam o Brasil entre a 7ª e a 8ª economia do mundo, estão muito alicerçados na indústria primária, na área agroindustrial, pecuária. Dizemos que a economia do meu estado, Rio Grande do Sul, é determinada pelas chuvas. Quando chove, a safra é boa, e a economia cresce; quando não chove, a safra é ruim, e a economia não cresce, diminui. É uma coisa que não faz tanto sentido para o século XXI. Não que não seja importante haver uma área primária robusta, mas, no século XXI, a economia não pode depender do comportamento das chuvas. Temos de abrir um leque, criar um mix de desenvolvimento diferente. E no Brasil, apesar do aumento dos investimentos em ciência, tecnologia, inovação e educação, há resultados na área científica muito favoráveis. Mas, como foi dito hoje pela manhã, do ponto de vista de transformação desse conhecimento em riqueza para o País, em crescimento econômico e social, há ainda um enorme desafio pela frente. Nesses últimos 20 anos, o Brasil atingiu a 11ª e 13ª posição em produção científica no mundo, mas em compensação, nesse mesmo período, continuamos sendo quase irrelevantes do ponto de vista de patentes em termos globais, em termos mundiais. Aí está o nosso grande desafio. Como mudar essa cesta que suporta o nosso processo de desenvolvimento, incorporando produtos e desenvolvimentos com alto valor agregado e alta intensidade tecnológica no nosso processo econômico?

Isso tem muito a ver com universidades no mundo inteiro. Não é só no Brasil que os principais parques tecnológicos estão ligados, direta ou indiretamente, a universidades, a maior parte dos casos diretamente. Os dois cases que tenho a felicidade de conhecer muito bem, que foram apresentados aqui, tanto o BH-TEC quanto o de Itajubá, na Unifei, estão ligados a universidades. No meu estado todos os parques científicos e tecnológicos estão ligados a universidades. São 14, sendo 3 em operação e 11 em projetos, todos ligados a universidades. Isso é um movimento na área acadêmica mundial desde da década de 1950: no pós-guerra, nos Estados Unidos, com Stanford, que foi a grande referência naquela época e é até hoje - o Vale do Silício; na década de 1950, Estados Unidos; na década de 1970, Inglaterra, Europa Ocidental; nas décadas de 1980 e 1990, Ásia; e, na América Latina, bem mais recente, praticamente neste século, do ponto de vista de operações de maior porte, já no início dos anos 2000. Falta ainda a África nesse movimento.

Para mim, o conceito mais importante de inovar não é ter uma boa ideia; inovar é fazer acontecer. Inovar é fazer, realizar, é um processo de realização. Não é um processo somente de reflexão, de identificar oportunidades. É isso, mas é mais; é fazer, executar, é ação.

Esse é um conceito muito importante. Gosto muito desse trabalho, que é da Inglaterra. O Reino Unido desenvolveu esse estudo em 2003. Há uma definição que acho muito legal, que é a de inovação como sendo a exploração, a realização, com sucesso, de novas ideias num determinado contexto. Ou seja, o que pode ser inovador aqui, em Belo Horizonte, pode não ser em Israel, na Alemanha ou na Malásia. A inovação também é contextual, ocorre num determinado local. Há inovação incremental, disruptiva - não entrarei nessa diferenciação. Ela tem uma série de fatores críticos de sucesso relevantes. Inovação é uma estratégia, não é uma ação para resolver um problema. Ela requer um ambiente favorável, gente capacitada, criatividade. Lida com incertezas sempre e envolve riscos sempre.

Usarei um desenho. O nosso grande desafio no País é esse. Aprendemos a fazer o arco de cima, que é transformar recursos, ou seja, dinheiro - digamos assim - por meio de pesquisa em conhecimento. Somos hoje o 11º ou 13º país do mundo em produção de artigos indexados. O que ainda não aprendemos a fazer é o arco de baixo. Como pegamos o conhecimento que estamos gerando, oriundo de um enorme investimento, que não é do governo, mas da sociedade brasileira, nas universidades, nos centros de pesquisa e assim por diante? Como transformamos esse conhecimento naquele arco de baixo em riqueza para a Nação? Isso é inovação. Esse é o nosso desafio.

O desafio da inovação é o de ambiente. No meu ponto de vista, o que vocês estão discutindo aqui é realmente a questão de ambientes. Como crio ambientes que permitem o surgimento e o florescimento de novos negócios, de uma nova economia e de um ambiente onde se consiga transformar ciência em negócio e riqueza para o crescimento do País?

Indico sempre esse livro porque o considero muito legal. Desculpem-me, mas é um livro de aeroporto. Comprei-o numa banquinha num aeroporto dos EUA, quando perdi um voo alguns anos atrás. É um legítimo livro de aeroporto, do Gladwell, que se chama Outliers. Depois saiu uma versão em português com o título Fora de série. Ele pega alguns cases interessantes desde os Beatles, as coisas tradicionais da área de tecnologia, Google, Steve Jobs, Bill Gates, times de futebol e assim por diante. O livro basicamente fala, por exemplo, que os Beatles não surgiram em Liverpool, na década de 1960, por acaso. Isso não foi obra do acaso, mas foi fruto de um ecossistema, de um ambiente que se criou nos anos de 1960, na Inglaterra, em Liverpool, que fez com que surgissem os Beatles. Da mesma forma, essas pessoas e empresas que transformaram o nosso estilo de vida no mundo todo - as Googles e Facebooks da vida - são frutos de ecossistemas, de ambiente. Não é um cara iluminado que transformou aquilo lá, mas um cara iluminado, com capacidade e talento, sim. Mas não há a menor dúvida de que temos aqui gente com o mesmo nível de talento desses caras lá fora. O que ainda não conseguimos construir aqui são os ambientes para esses caras usarem o seu potencial na plenitude, a fim de transformar a realidade na qual vivemos num patamar muito mais forte do que acontece hoje.

Entra aí o papel da universidade, que, por si só, é um ambiente de inovação. O problema é que é um ambiente potencial, ou seja, não se transforma num ambiente de criação de empresas de startup. O Facebook foi desenvolvido, em Harward, e a Google, na disciplina daqueles professores de Stanford. Stanford e Harward são ambientes potenciais de inovação, assim como a Universidade Federal de Minas Gerais, a de Itajubá, a do Rio de Janeiro, a Unicamp ou a USP. O problema é que entre ser o potencial e transformar isso em realidade há uma diferença e muito trabalho. No exterior, o que algumas dessas universidades conseguiram foi criar, associada ao seu potencial, uma capacidade de dar vazão aos talentos e às novas ideias que surgem ali dentro e, a partir daí, empreenderem e desenvolverem essas empresas. Muitas delas transformaram o mundo onde vivemos. Por isso um brasileiro vai para os EUA e cria o Instagram, uma empresa de US$1.000.000.000,00. Por que não a criou aqui? Na verdade, é o mesmo cara com as mesmas ideias e a mesma tecnologia. Só que ainda temos o ambiente para que isso aconteça. Por isso esses caras daqui vão para lá. O lado bom é que não são só os nossos caras que vão para lá, mas também os da China, da Ásia, África. Então, é a força do ambiente.

Essa questão dos ambientes vem de uma trajetória, desde o triângulo de Sábato, que é o primeiro cara que falou sobre integrar empresa, universidade e governo, até a famosa tripla hélice, do Etzkowitz, que é uma espécie de triângulo de Sábato em movimento, dinâmico - universidade, empresa e governo - e há abordagens mais recentes. Gosto muito dessa do Victor Hwang, que é chamada ecossistemas de inovação, que são esses ambientes sobre os quais estamos falando. Um parque científico-tecnológico, uma incubadora, para se transformar num ambiente de transformação e inovação precisa de gente com talento, capacidade, novas ideias e dinheiro, para que o cara do Instagram não saia do Brasil e vá fazer isso lá. Na verdade, lá conseguirá capital de risco para construir sua empresa e fazer o que ele fez.

Essa visão desses ambientes, só para ficar nos que foram citados naquele vídeo de vocês, no meu ponto de vista, no BH-TEC e no parque de Itajubá, o que temos é um potencial fantástico de transformar esses ambientes de inovação no que está aí na frente de vocês: plataformas regionais para compartilhar conhecimento e oportunidades.

Isso é a base da nova economia, que transformou o mundo nas últimas décadas. Não vai transformar o mundo, já o transformou. Somos fruto dessa transformação de coisas que surgiram nesses ambientes, desde o Google, o Facebook até o... No almoço hoje comi, no restaurante aqui atrás, tomate-cereja. Cada vez que como esse tomatinho em BH ou em Porto Alegre, tem um cara, uma universidade em Israel, a universidade hebraica, recebendo royalties do Cultivar que desenvolveram há décadas. No mundo inteiro são utilizados. Sem falar nos medicamentos que muitos de nós tomamos, e assim por diante.

Então essa visão de floresta tropical, a base dessa visão de ecossistema é a construção de florestas tropicais. Tenho de ter um monte de gente diferente e junta nesses ambientes. Não é o modelo da esquerda, das plantações, tudo... Incubadora só tem cara incubado, está em um prédio. Empresa de grande porte está no distrito de não sei das quantas, empresa nacional está não sei onde, empresa da área X está não sei onde, da área Y está não sei o quê. Isso já era. O que se espera hoje é diversidade em tudo: na vida, na sociedade, na criação desses ambientes.

A metáfora da floresta tropical é isso, é ter isso no mesmo ambiente, dentro da startup dos guris e das gurias que saíram das universidades ou que estão estudando até as grandes operações de P&D das multinacionais que têm operação dentro do parque de vocês. Tenho de ter ao lado os caras do Google com os guris das startups que tenho lá dentro, com as empresas nacionais de pequeno e médio portes, o pessoal da saúde, da tecnologia de informação, fármacos, energia. Essa diversidade é que gera riqueza. Essa questão de inovação nesses ambientes vem evoluindo de uma inovação em produto, desenvolvimento de produtos novos, para uma inovação em modelo de negócios. Vejam o que fazemos pela internet hoje. Fazemos de tudo, compras, viagem, enfim, tudo.

Olhem o que está acontecendo hoje. É essa terceira fase, a chamada inovação cultural, essa visão de mudar cultura das regiões, dos países, do mundo que a gente vive, a importância das equipes, das pessoas, a ação, a noção de risco, a visão de cultura, a transformação de futuro. Há determinadas coisas que a gente faz que muda uma região, que muda uma cidade. Se vocês forem a Recife visitar a Recife antiga, a região onde está o porto digital, verão. Aquilo transformou a cidade.

A questão da liderança, do servir e de inspirar. Sobre a educação, sem ela não há nada disso que estamos falando. A evolução dos parques científico-tecnológicos está saindo de dentro da universidade, de uma visão de desenvolvimento de tecnologia e de empurrar para o mercado, para uma visão de ver o que o mercado está buscando de tecnologia a ser desenvolvida para a visão que temos hoje de cidades inteligentes, de clusters, de ambientes que transformam a cidade em que a gente vive. A partir da experiência de um parque tecnológico, em um canto da cidade, em outro canto, em uma região, isso termina criando um ecossistema novo no ambiente, são esses clusters de inovação, essas cidades. Hoje lemos muito sobre living labs. É aplicar o que a gente precisa, o que estuda na universidade, nas cidades. São as intervenções urbanas, elevações abertas, e assim por diante.

Finalmente, sobre os fatores críticos de sucesso, para fazer o fechamento. É uma série de elementos importantes para esses processos, para a criação desses ambientes de inovação, que vêm desde as parcerias universidade-empresa, o acesso à capital para alavancar os negócios, a questão da atualização da gestão dos parques tecnológicos, a oferta de serviços nesses ambientes, as conexões globais. Os sistemas de incubação e aceleração são absolutamente centrais. É a oportunidade de usarmos essa nossa gurizada com potencial enorme nos colégios e nas universidades e de criar emprego, renda e novas oportunidades.

Articulação com os diversos níveis de governo. Precisamos estar muito articulados com os níveis municipais, estaduais e federais. As questões sobre políticas públicas, marco legal e atração de investimentos que foram tratadas hoje, de manhã, aqui, são muito importantes, ou seja, criar ambientes e vencer obstáculos.

Para concluir, deixo três aspectos para reflexão. Um de Ortega y Gasset, que tem uma frase famosa há quase cem anos: “Eu sou eu mais minha circunstância”. Ambientes de inovação, parques científicos e tecnológicos: cada um é uma realidade. A realidade de Itajubá, com uma enorme concentração e uma competência na área de energia; de Viçosa, acredito eu, na área de agronegócios; de Porto Alegre, nas áreas de saúde e de tecnologia da informação; de Recife, no porto digital, da indústria criativa; e assim por diante, têm muito a ver com esse casamento da ação de inovação, de transformação de uma região com a realidade local, as vocações e a tradição. Gosto muito deste desenho porque representa isso. Parque científico e tecnológico, incubadora, ambientes de inovação, enfim, todos eles são uma bolinha, mas cada um tem a sua cara. Não adianta criar uma delegação, olhar o Vale do Silício, ver o que eles fazem lá e aplicar aqui. Não vai funcionar. Não adianta eu me sentar com o Ronaldo, ver a sua experiência exitosa no BH-TEC e querer levar para Porto Alegre. Não vai funcionar. Não adianta ir a Porto Alegre, pegar a experiência do Tecnopuc e trazer para, sei lá, para o Pará. Não vai funcionar porque, apesar de todos sermos uma bolinha, cada um tem a sua cor e cada um tem de respeitar aquilo que Ortega y Gasset dizia: a sua circunstância.

Finalmente, para encerrar os últimos 2 minutos que ainda tenho, há mais ou menos um mês tivemos uma reunião na Rússia, em Moscou, sobre parques científicos e tecnológicos da realidade, da operação deles. Eu estou na presidência da Associação Latino-Americana de Parques Científicos e Tecnológicos e fiz uma apresentação do cenário latino-americano. Achei muito interessante uma das conclusões a que se chegou nas discussões. O presidente da Iasp Asia, que se chama Herbert Chen, fez uma brincadeira, uma correlação, quando estava na Rússia, com o romance Anna Karenina. Acho que todos vocês conhecem o livro ou o filme, ou já devem tê-los visto, que dizem uma frase que é bem famosa. Quando lemos esse livro, o que mais nos marca é a frase do primeiro parágrafo: “Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma a sua maneira”. Ou seja, quando temos uma experiência de sucesso num ambiente de inovação, é assim também. Todos têm a mesma justificativa: a relação com o poder público, a competência da universidade, isso, aquilo ou aqueloutro. Todo mundo conhece as razões de sucesso. O que realmente diferencia os ambientes são aqueles que não tiveram sucesso ou que têm mais dificuldades. Aí varia muito a razão, ou seja, cada um à sua maneira. As famílias infelizes o são cada uma a sua maneira.

Aprendemos muito mais vendo as experiências que não deram certo nesses ambientes ao longo do mundo do que vendo as que deram certo, porque estas últimas são muito parecidas sob o ponto de vista conceitual. O que temos de aprender mesmo é saltar obstáculos, construir um ambiente de inovação, com o foco de desenvolvimento de transformar uma sociedade. É uma corrida de obstáculos. Temos de aprender com aqueles que já fizeram essa corrida, e alguns não conseguiram vencer esses obstáculos. Esses obstáculos podem ser desde o marco legal até questões concorrenciais como falta de recurso, de apoio político, econômico e assim por diante. Essa noção de que aprendemos com o que dá certo e com o que não dá é muito importante para construção desses ambientes. Antes de mais nada, esses ambientes são um exercício de vencer obstáculos, tendo em mente uma visão de futuro melhor, que melhora a qualidade de vida, a realidade da gente e do povo da região onde vivemos. Muito obrigado pela oportunidade.