Pronunciamentos

EMIR CADAR, Diretor da empresa Cadar Engenharia Construções Ltda.

Discurso

Transcurso do 40º aniversário de fundação da empresa Cadar Engenharia Construções Ltda.
Reunião 10ª reunião ESPECIAL
Legislatura 15ª legislatura, 4ª sessão legislativa ORDINÁRIA
Publicação Diário do Legislativo em 10/05/2006
Página 28, Coluna 4
Assunto CALENDÁRIO.

10ª REUNIÃO ESPECIAL DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA DA 15ª LEGISLATURA, EM 8/5/2006 Palavras do Sr. Emir Cadar Boa-noite. Meus prezados componentes da Mesa; Lycio, meu irmão, Carlos, Silvinho, André, Ronaldo e Wilson, todos meus amigos do coração; nossos convidados aqui presentes, há uma coisa interessante na Cadar Engenharia. O orador sempre foi o Lycio, e hoje ele já disse tudo o que eu falaria. Fiquei, então, em dificuldades, não reparem. Na realidade, vim aqui mais com o intuito de agradecer. Inicialmente, queria agradecer aos Deputados da Casa, que fizeram a gentileza de aprovar a proposição apresentada pelo meu amigo do coração Carlos Gomes, com quem tive o prazer de conviver. As pessoas que conhecem Carlos Gomes sabem que se trata de um jovem Deputado, honesto e trabalhador. Aquilo que sonhamos ver na política vejo no Carlos Gomes, a quem fico muito grato pela apresentação desse projeto. Agradeço ao Deputado André Quintão, que tão bem representa o Presidente da Assembléia, Deputado Mauri Torres, meu amigo e companheiro de obras sociais no Centro Assistencial Alessandra Salum Cadar. Gostaria, principalmente, de falar um pouco sobre o papai e a mamãe, um casal maravilhoso. Fundamos a Cadar Engenharia, tendo nossos pais ao nosso lado, sempre nos incentivando, principalmente nas horas difíceis. Quantas vezes vi mamãe, na sexta-feira, à tarde, fazendo envelopes de pagamento, pois, antigamente, pagávamos em dinheiro e semanalmente. Mamãe e papai não estão aqui, mas a eles deixo meu eterno agradecimento, pois foram fundamentais em nossa vida. Quero agradecer a toda a minha família, aos meus irmãos, às minhas irmãs, que sempre nos incentivaram, e deles nunca ouvimos uma palavra de desânimo. A vocês, meus irmãos, meu agradecimento do fundo do coração. Passamos toda uma infância juntos: alegrias e dificuldades. Neste momento de alegria para mim, e tenho certeza de que também o é para vocês, compartilho a nossa felicidade, que é o reconhecimento da sociedade a essa obra que se chama Cadar Engenharia. Para os nossos funcionários não temos palavras de agradecimento, pois representam a alma da nossa empresa. A Cadar Engenharia chegou aonde se encontra devido ao seu corpo de funcionários e colaboradores. Aqui estão presentes colaboradores nossos que não mais trabalham na Cadar, pois trilharam outros caminhos. Quero dizer a eles que não mais se encontram ombro a ombro conosco, porém, estão no nosso coração, pois jamais os esquecemos. Alguns já se foram desta terra, mas temos por eles o maior respeito e agradecimento por sua importância para a Cadar Engenharia. Vocês sabem o quanto valorizo o corpo de colaboradores da Cadar. Lycio, minha palavra agora é para você. Você não é deste mundo. Lycio sempre foi meu irmão, meu amigo, meu companheiro, meu padrinho. Lycio é uma pessoa que só usa da palavra para ajudar aos outros. Deus me premiou ao dar-me você como irmão e sócio. Sou feliz por tê-lo como sócio. São 40 anos em que nunca houve uma decisão que não fosse consenso. Nunca houve uma decisão em que houvesse um voto vencido. Embora cada um de nós tenha a sua opinião, sempre tomamos decisões de comum acordo. Vou falar agora do Emirzinho. Emirzinho é o meu filho único. Vocês sabem que eu tive um problema, quando perdi uma menina com 13 anos de idade. E esse menino ficou ao meu lado e portou-se como um adulto. Quando eu fraquejei, ele não fraquejou; quando eu já não queria mais ver o futuro da minha vida, ele me incentivou e me fez ver a vida novamente. Então, meu filho, sou grato a você e espero que você leve essa bandeira junto com seus primos Lycinho, Victor, Maria Virgínia, Sérgio e demais companheiros da família. Leve essa bandeira da Cadar Engenharia como você a está recebendo: uma firma de respeito, uma firma que se fez respeitar por seus atos, pelo que é, e pelo que poderá ser nas mãos de vocês. Lycinho, essa palavra é para você, para o Victor, para a Virgínia, para o Sérgio, para a Ana Márcia, para todos vocês. Vocês vão receber uma obra construída com carinho e com amor; é isso que queremos passar para vocês. Acho que acabou. Quero falar um pouco da Gabi. A Gabi é a esposa do Emirzinho, que me deu o maior presente que tenho. Eu perdi uma filha, mas ganhei agora um netinho, por intermédio da Gabi. Então, Gabi, muito obrigado. Você veio somar conosco na família, veio trazer para nós a felicidade - você; seu pai, que estou vendo aqui; o Clovinho; sua mãe; a família toda são pessoas que se somam a nós e à Maria Helena. A Maria Helena é um caso à parte. Ela já foi tudo na firma. Já foi faxineira, olhou máquina, já foi ver se a rua estava asfaltada, ela já fez de tudo. Quando nos casamos, morávamos na Pampulha, num lugar muito deserto, tínhamos comprado uma usina de asfalto, e o encarregado era eu mesmo. Então, eu tinha de ir para lá por volta das 3 horas da manhã ligar as caldeiras, para que estivessem funcionando às 7 horas da manhã. A Maria Helena ficava em casa - morávamos eu, ela e uma funcionária nossa. Então, eu trancava a Maria Helena por volta das 3 horas da manhã em casa, e ela ficava na janela me vendo sair com medo de eu ser assaltado, e eu com medo de deixá-la em casa. Ficava aquele drama, mas eu tinha de sair. Naquele tempo ela tinha 18 anos de idade, mas suportou tudo isso com dignidade. Portanto, Maria Helena, você é demais. Lembro-me, também, quando ela já estava grávida da Alessandra e ficávamos rodando a usina, de que ela saía da nossa casa, grávida, com a barriga já pronunciada, para levar um prato de comida e uma garrafinha de Coca-Cola com limonada para mim, lá na usina, e lá mesmo ficávamos sentados num tronco de mangueira, vendo a usina rodar - “seu” Joaquim se lembra bem disso, desse tempo: eu almoçando, e ela ao meu lado me contando como estava indo a gravidez, pois não tínhamos muito tempo. Então, Maria Helena, você é realmente a pessoa que mais me incentivou nesta vida, e vou falar uma coisa que escrevi aqui, porque falam que por trás de todo homem tem sempre uma grande mulher. Eu não sou um grande homem, mas você é uma grande mulher, você pode ficar sabendo disso. Costumo falar que a Maria Helena não é o meu braço direito, não: ela é o meu braço direito, esquerdo, a perna direita, esquerda, porque tudo o que fazemos, fazemos juntos. Você é isso. Vou falar uma coisa numa linguagem que você conhece bem: você merece confete dourado; você não é destaque só no Salgueiro, não, você é destaque na minha vida. Eu estou falando em escola de samba, porque ela gosta muito. Ela me ajudou a escrever o enredo da minha vida. O enredo da minha vida foi escrito a quatro mãos, eu e Maria Helena. Então, a ela eu devo praticamente tudo, pois é uma pessoa que só fala palavras para me ajudar, nunca foi uma palavra negativa na minha vida. Maria Helena, muito obrigado. Você é a porta-bandeira do meu coração, essa linguagem você conhece bem. Muito obrigado.